Vai ou não vai?

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Quem está cotada para disputar uma vaga na Câmara da Serra é a vice-prefeita Lourência Riani (PT). Ela não confirma e nem nega o assunto, se mantendo em um discurso equilibrado, já que poderia ter alguma dificuldade junto aos vereadores petistas que tentarão se reeleger. Porém correligionários próximos a ela dizem que é viável uma candidatura.

Cheia de cabos
Lourência é muito ligada ao deputado federal Givaldo Viera (PT) e foi uma das responsáveis pelas articulações da campanha eleitoral de 2014, quando Givaldo foi eleito deputado com 50.928 votos. Além disso, comenta-se que o nome de Lourência na Câmara seria simpático às intenções do prefeito Audifax (Rede), dada a proximidade entre ambos. A petista é um nome forte entre os movimentos sociais, culturais e têm um bom trânsito junto à igreja católica.

A pedidos
Osvaldino Marinho protocolou na Prefeitura um ofício endereçado ao prefeito Audifax Barcelos, solicitando que transfira o feriado de São Pedro, dia 29, que cai numa quarta-feira, para o dia 1º, na sexta. A justificativa é que seria mais proveitoso para os servidores e para a classe trabalhadora local, pois teria pela frente um feriadão.

Custo x benefício
A costura que os diretórios regionais do PMDB e o PDT fazem para fechar aliança envolvendo a Serra e Vitória é vista como desigual. O PDT apoia a candidatura de Lelo Coimbra (PMDB) a prefeito da capital, proporcionando a Lelo dois minutos de tempo de televisão e o suporte de um partido organizado e atuante. Na Serra, o PMDB apoia a candidatura de Vidigal a prefeito da Serra sob a imposição de ter a vaga de vice. E dá em troca a Vidigal um partido pouco atuante, em uma cidade que não tem tempo de televisão.

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Bem me quer,  mal me quer
Até aí tudo bem, Vidigal aceita. O problema são os nomes. Interlocutores de Vidigal dizem que ele não engole os nomes de Silas Maza, ex-secretário e homem de confiança de Audifax Barcelos e nem o de Núbia, esposa do vereador Luiz Carlos Moreira. Por outro lado, o nome que soa como música aos ouvidos do deputado federal é de Arildo Cassaro, assessor do próprio Vidigal.

Degraus
Muito se especulou sobre a ida da Secretária de Meio Ambiente da Serra, Andréia Carvalho para a presidência do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema). Entre elas, a versão de que o deputado Bruno Lamas (PSB) teria feito a ponte entre Andreia e o governador Paulo Hartung (PMDB). Mas Andreia pode ter usado degraus maiores na escala política para chegar ao órgão. O senador Ricardo Ferraço (PSDB) seria o pai desta nomeação.

É da Capital Secreta
Por meio de um amigo comum, Andréia teria relatado dificuldades na gestão da Secretaria na Serra e pedido que tal amigo intercedesse junto à Ferraço, que teria feito o mesmo junto a Hartung.  Detalhe: assim como Ferraço, Andreia tem raízes na Capital Secreta do Mundo, Cachoeiro de Itapemirim. E quem assume a Secretaria de Meio Ambiente da Serra é Graciele Peterli, que era subsecretária na gestão Andreia.

Indireta no queixo
Para quem sabe ler, um pingo é letra. Na última terça-feira (21) na inauguração da sede da APA do Mestre Álvaro, o prefeito Audifax virou para os servidores da secretária de Meio Ambiente e disse: “em outras gestões, esta secretaria foi usada como trampolim para outras coisas”, certamente se referindo ao seu predecessor e possível rival nas eleições de outubro, Sérgio Vidigal (PDT).

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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