A Renault Geely do Brasil anunciou um novo investimento de R$ 2 bilhões no país. O dinheiro vai financiar a produção de um carro eletrificado a partir de 2027. O anúncio aconteceu nesta semana no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais (PR).
O novo aporte se soma aos R$ 3,8 bilhões já anunciados em novembro de 2025. Foi naquele mês que a Renault formalizou a parceria com a chinesa Geely. Com o novo ciclo, o total investido pela joint venture no Brasil chega a R$ 5,8 bilhões entre 2025 e 2027.
O dinheiro vai bancar dois projetos principais. O primeiro é um automóvel Renault “altamente eletrificado”, construído sobre a plataforma GEA (Global Intelligent Electric Architecture). Essa tecnologia foi criada em conjunto pelas duas marcas. O segundo projeto é a nacionalização do sistema híbrido-flex Renault E-Tech 4×4.
Fábrica no Paraná ganha nova cara
A planta de São José dos Pinhais passou por adaptações ao longo deste ano. O objetivo era transformá-la em um polo multipropulsão. Assim, a fábrica ganhou capacidade para produzir veículos a combustão, híbridos e 100% elétricos na mesma linha.
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Essa transformação já deu resultado. Em setembro, a fábrica começou a produzir o utilitário híbrido Geely EX5 EM-i. O modelo chega às concessionárias até o fim de 2026.
Em dezembro, entra na linha o Geely EX2. O hatch compacto é 100% elétrico e também usa a plataforma GEA. Ele deve concorrer diretamente com o BYD Dolphin Mini no segmento de entrada dos carros elétricos brasileiros.
Aposta é baratear o carro elétrico no Brasil
Para os executivos das duas montadoras, o preço é o principal desafio da eletrificação no país. Por isso, Fabrice Cambolive, CEO da Renault e presidente do conselho da Renault Geely do Brasil, resumiu a lógica da parceria: “O fator número um no Brasil é a acessibilidade, e é aí que a parceria com a Geely entra.”
A ideia é usar a escala e a tecnologia chinesa para reduzir custos de produção. Dessa forma, as marcas esperam entregar carros eletrificados mais baratos ao consumidor brasileiro, sem perder velocidade no desenvolvimento de novos modelos.
O Brasil também deve funcionar como plataforma de exportação para a América do Sul. Por enquanto, os modelos fabricados no Paraná vão abastecer prioritariamente os mercados vizinhos. Essa é a estratégia da Geely para ampliar sua presença na América Latina a partir da base instalada com a Renault.
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