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Celta elétrico: GM confirma hatch que vai brigar com BYD e Geely

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Wuling Bingo Pro branco exposto em estande na China, hatch cotado para virar o Celta elétrico da Chevrolet
O Wuling Bingo Pro, hatch chinês que pode chegar ao Brasil como Celta elétrico ou Chevrolet Joy.
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A General Motors confirmou o projeto de um novo hatch elétrico de entrada para a Chevrolet na América do Sul. O modelo é o mesmo que a internet brasileira já apelidou de Celta elétrico. Além disso, a produção no Brasil está entre as possibilidades em análise. A previsão de mercado aponta estreia em março de 2027, por algo perto de R$ 120 mil.

O anúncio veio na segunda-feira (31), durante viagem de Thomas Owsianski, presidente da GM América do Sul, à China. Lá, ele assinou um protocolo de intenções com a SGMW, joint venture entre SAIC, GM e Guangxi Automobile Group. Segundo o executivo, entre os projetos em avaliação está um hatch compacto inédito da Chevrolet. Owsianski também citou a fabricação brasileira como alternativa em estudo.

Nenhuma dessas frases cita o Celta. Ainda assim, a imprensa especializada já ligou o projeto ao Wuling Bingo Pro, hatch que a joint venture lançou neste ano na China. Na China, o modelo vendeu bem logo na estreia. Aqui, porém, ele entraria abaixo do Spark EUV, como o elétrico mais barato da Chevrolet.

Celta elétrico ou Joy? O nome ainda divide apostas

O apelido pegou por um motivo simples: a Chevrolet vem resgatando nomes antigos, como Sonic e Captiva. Portanto, trazer o Celta de volta faria sentido comercial. O site americano GM Authority, no entanto, aposta em outro caminho. Segundo a publicação, o nome mais provável é Joy. A marca usou essa denominação no Brasil entre 2019 e 2022, nas versões remanescentes da primeira geração do Onix. Até agora, a GM não confirmou nenhuma das duas opções.

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Como é o hatch chinês que vira o novo elétrico da Chevrolet

O Bingo Pro tem 4,05 m de comprimento, 1,76 m de largura, 1,58 m de altura e 2,56 m de entre-eixos. Ou seja, ele supera o BYD Dolphin Mini em tamanho e fica perto do Geely EX2. O porta-malas leva 380 litros, e um compartimento dianteiro guarda outros 30. Na dianteira, o motor elétrico entrega 88 cv e 16,3 kgfm.

As baterias aparecem em duas capacidades na China, com 32 kWh e 38 kWh. Assim, a autonomia varia de 330 km a 403 km pelo ciclo chinês. Esse número, porém, costuma ficar bem acima do que o padrão brasileiro registra. A recarga rápida leva a bateria de 30% a 80% em cerca de 15 minutos. O carro também traz sistema V2L de 3,3 kW, que vira tomada para outros equipamentos. Por dentro, duas telas dividem o painel: 8,8 polegadas de instrumentos e 12,8 de multimídia.

Na China, o Bingo Pro custa entre 58,5 mil e 72,8 mil yuans. Em conversão direta, isso dá algo entre R$ 43 mil e R$ 53 mil. Esse valor, no entanto, não vira preço brasileiro. Impostos, frete, homologação e conteúdo local empurram a conta para perto dos R$ 120 mil. Nessa faixa já brigam o BYD Dolphin Mini, de R$ 109.990 a R$ 119.990, e o Geely EX2.

Por que a Chevrolet precisa desse elétrico de entrada

O Spark EUV abriu a porta, mas vende pouco. Em julho, foram 330 unidades, menos de um terço do GAC Aion UT, segundo a Autoesporte. O volume também representou pouco mais de 5% do que o Geely EX2 emplacou no mês. Com um hatch mais barato, portanto, a marca tenta enfim disputar volume de verdade. A montagem no Pace, em Horizonte (CE), onde já saem Spark e Captiva, ajudaria no preço final.

O que muda para quem compra carro elétrico no ES

O capixaba já entrou nessa conta. Em 2025, o Espírito Santo foi o quarto estado do país em vendas de eletrificados por habitante, segundo a ABVE. Foram 178,4 unidades para cada 100 mil moradores. Em junho de 2026, o estado emplacou 1.348 automóveis e comerciais leves eletrificados, alta de 18,66% sobre maio. A infraestrutura acompanhou o movimento. O ES saiu de 261 pontos de recarga em novembro de 2024 para 496 em junho deste ano.

Um Celta elétrico de R$ 120 mil, com marca conhecida e concessionárias espalhadas pela Grande Vitória, mexe com esse mercado. Enquanto isso, a GM segue sem definir nome, preço e local de produção. Até março de 2027, ainda há tempo para muita coisa mudar.

Foto de Cadu Marchetti

Cadu Marchetti

Cadu Marchetti é apaixonado por carros desde antes de ter carteira. Escreve sobre lançamentos, mercado automotivo, testes e o que realmente importa na hora de comprar (ou sonhar com) um carro. Sem papo de catálogo: aqui a conversa é reta, do jeito que se fala na garagem. Assina a coluna de Carros do Portal Tempo Novo.

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