O preço do tomate disparou e já assusta quem vai à feira ou ao supermercado. Em poucos dias, o quilo que custava menos de R$ 4 passou a custar até R$ 12 em algumas cidades. Além disso, em outros lugares, o quilo chega a R$ 15 nas feiras.
Um dos saltos mais fortes aparece em Feira de Santana, na Bahia. Lá, segundo levantamento do portal Acorda Cidade, a caixa de tomate no Ceasa passou de R$ 150 para R$ 230 em uma semana, alta de 53%. Enquanto isso, no varejo, o quilo foi de R$ 3,99 para algo entre R$ 11 e R$ 12.
Preço do tomate sobe em vários estados
Mas a alta não aparece só na Bahia. No Rio Grande do Sul, por exemplo, o tomate longa vida passou de R$ 4 para R$ 11,50 o quilo na Ceasa-RS. A informação é de uma reportagem da TV Globo do fim de outubro.
Em Goiás, a situação também pesa: o quilo chega a R$ 15 nas feiras. Além disso, a caixa saltou de R$ 180 para até R$ 230 em poucos dias, de acordo com o portal Mais Goiás.
Leia também
Os números oficiais também confirmam a tendência. Na prévia da inflação de outubro, o IPCA-15, o tomate ficou 24,54% mais caro no país, segundo o IBGE.
Por que o tomate ficou tão caro
A chuva está no centro do problema. No Rio Grande do Sul, o excesso de água e a falta de sol derrubaram a produção. Como resultado, as perdas de hortaliças e verduras já passam de 30% no estado. Em Santa Maria, a situação é ainda pior: a Emater aponta danos de 40% para os produtores.
Por isso, com a colheita local comprometida, os supermercados gaúchos passaram a buscar tomate em São Paulo. No entanto, os paulistas enfrentam o mesmo problema de chuva, segundo a Associação Gaúcha de Supermercados.
Dessa forma, o efeito se espalha. Em Goiás, compradores de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul passaram a disputar a produção local, o que puxa o preço para cima. Com menos tomate no mercado e frete mais caro, a conta chega ao consumidor.
Comerciante e consumidor sentem no bolso
Quem revende também sofre. Em Feira de Santana, feirantes contam que passaram a comprar menos mercadoria, porque o cliente se assusta com o preço e reduz as compras. “Não tem como repassar esse aumento para o cliente”, resumiu a comerciante Nilda Santos, que trabalha há mais de 30 anos na Ceasa.
A cebola também subiu na cidade baiana: saiu da faixa de R$ 5 para R$ 8 e R$ 9 o quilo. Por outro lado, a cenoura virou alívio para o bolso, com o quilo a cerca de R$ 2 no Ceasa da cidade.