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Mãe denuncia chacota contra filho autista em supermercado da Serra

Menino tem autismo nível 3 de suporte e estava dentro de um carrinho de compras. Mãe registrou boletim de ocorrência e cobra providências.
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filho autista alvo de chacota em supermercado na Serra
A mãe da criança procuriou a gerência e fez boletim de ocorrência sobvre a situação. Crédito: Divulgação
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Uma mãe denunciou que seu filho de apenas 7 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), teria sido alvo de risadas e comentários constrangedores por parte de funcionários de um supermercado na Serra. Segundo ela, os trabalhadores zombaram da criança porque o menino estava sentado dentro de um carrinho de compras.

O caso aconteceu no Supermercado BH, antigo Canguru, localizado no bairro Novo Horizonte, na Serra. A mãe da criança, Nataly Alves Ferreira, afirma que procurou a gerência do estabelecimento após o episódio. Além disso, registrou um boletim de ocorrência e pretende tomar as medidas legais cabíveis.

De acordo com Nataly, o filho possui autismo nível 3 de suporte, não verbal e apresenta desenvolvimento cognitivo equivalente ao de uma criança de aproximadamente 2 anos, conforme seu relato. Por isso, ele necessita de acompanhamento constante.

O autismo nível 3 com comunicação não verbal refere-se a pessoas no Transtorno do Espectro Autista (TEA) que demandam suporte muito substancial e contínuo em praticamente todas as áreas da vida, apresentando ausência total ou uso extremamente limitado da fala articulada.

A mãe explica que precisou levar o menino ao supermercado porque não tinha com quem deixá-lo. No entanto, como não encontrou um carrinho adaptado para pessoas com deficiência, acomodou a criança em um carrinho convencional.

Funcionários teriam rido da criança dentro do supermercado

Segundo Nataly, a situação começou quando um segurança deixou a entrada do supermercado e se aproximou de outros dois funcionários.

“O segurança saiu da porta, entrou dentro do supermercado e se juntou com mais dois funcionários. Eles ficaram rindo do meu filho porque ele estava dentro do carrinho”, relatou ao Tempo Novo.

A mãe contou que não conseguiu ouvir o comentário feito pelo segurança. Entretanto, pouco depois, enquanto buscava uma caixa de papelão, ouviu parte da conversa dos outros funcionários.

Nesse momento, Nataly percebeu que as risadas eram direcionadas ao filho. Por isso, decidiu questionar os trabalhadores.

Segundo ela, os funcionários responderam que estavam rindo do menino por ele ser grande demais para estar dentro do carrinho. Além disso, teriam afirmado que “o povo tinha perdido a noção”.

Ainda conforme o relato, os funcionários continuaram rindo, sem perceber que estavam conversando com a mãe da criança.

“Eu sinalizei a eles que aquele garoto era meu filho e falei o motivo de ele estar dentro do carrinho”, contou Nataly.

Mãe procurou gerente e registrou boletim de ocorrência

Após o episódio, Nataly procurou a gerente do Supermercado BH e relatou a situação. Durante a conversa, explicou o diagnóstico do filho e a necessidade de utilizar o carrinho convencional.

Segundo a mãe, a gerente informou que verificaria as imagens das câmeras de segurança. Além disso, teria garantido que conversaria com os funcionários envolvidos.

Apesar disso, Nataly afirma que não sabe se o supermercado adotou alguma providência.

“Conversei com a gerente depois do ocorrido. Ela disse que iria puxar as câmeras e conversar com os funcionários, mas não sei se foi da boca para fora ou se de fato vai fazer algo”, relatou.

Diante da situação, a mãe decidiu registrar um boletim de ocorrência. Agora, ela pretende buscar seus direitos e cobrar providências sobre o episódio.

“De qualquer modo, já fiz o BO e vou seguir com as medidas cabíveis”, afirmou.

O que diz o Supermercado BH?

O Portal Tempo Novo procurou a rede Supermercados BH, por meio do setor de marketing, para solicitar esclarecimentos sobre a denúncia.

A reportagem questionou a empresa sobre a conduta dos funcionários, a possível análise das imagens de segurança e a disponibilidade de carrinhos adaptados na unidade.

Até o momento, a rede não apresentou um posicionamento. Assim que houver retorno, esta matéria será atualizada.

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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