O Nó da Gravata: Leia os bastidores da política da Serra

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Na última segunda-feira (16),o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, visitou as obras do Hospital Materno Infantil da Serra. Quem colou igual chiclete no ministro foi o deputado Sérgio Vidigal (PDT). Para onde o ministro ia, estava lá Vidigal. Nem durante as conversas entre o prefeito Audifax Barcelos (Rede) e o ministro, Vidigal se acanhou; ele se prostrava no meio.

Jogo duplo, eu?

Nessa relação com o governo de Bolsonaro, Vidigal é um camaleão. Gosta de ter os bônus, haja vista que se vendeu como o ‘cara’ que idealizou e destravou o Contorno do Mestre Álvaro(até outdoor com ‘fotinha’ ao lado do ministro da Infraestrutura ele colocou). E agora, Vidigal se passa pelo articulador do Hospital Infantil. Enquanto faz esse jogo de conveniência, no entanto, o ex-prefeito tem acenado fortemente para o campo de oposição na Câmara Federal, e vota contra o Governo nas principais matérias, a exemplo daReforma da Previdência, à qual, inclusive, defendeu até a inconstitucionalidade. É jogo duplo que se chama? Ah, mas Vidigal nunca fez isso mesmo…

Me vê um pinicão bem gelado

Comerciantes de Valparaíso entraram em contanto com o TEMPO NOVO para denunciar o mau cheiro vindo da Estação de Tratamento do bairro, a qual, carinhosamente, chamam de “pinicão de Valparaíso”. De acordo com eles, quando dá meio-dia, um “cheiro insuportável” sobe do pinicão e toma conta do bairro, atrapalhando restaurantes e bares da redondeza. O triste é que o comércio paga taxa de esgoto ainda mais cara. Enquanto Ambiental Serra e Cesan cobram do morador 80% a mais na conta de água, o comerciante paga100%. Deve ser revoltante mesmo, ter que pagar o dobro na conta de água e cheirar a merd* o dia todo.

Vale nada

Em 2017 a Vale foi multada em R$ 200 mil por jogar minério no Córrego do Relógio, localizado em Aroaba, na área rural da Serra. Depois de muita demora, finalmente a multa chegou à pauta do Conselho de Defesa do Meio Ambiente (Comdemas), para que o colegiado apreciasse a infração. Mas, pelo visto, ainda vai ter que esperar mais um pouquinho, já que o conselheiro Iberê Sassi pediu vista do processo e protelou a votação da multa.

Quem não faz o dever de casa…

Faltando pouco mais de um ano para a eleição, um pesadelo coletivo está tomando conta da Câmara da Serra. Isso porque a situação partidária de grande parte dos vereadores é de incerteza. Não fizeram o dever de casa em assumir as rédeas de seus partidos e, agora, precisam buscar um cantinho para se candidatarem em 2020. Ocorre que a maioria dos partidos competitivos já está com as chapas pré-montadas, e alguns deles não querem nem ouvir falar de filiação para vereador com mandato. Alguns avaliam que as brigas entre si, visando à eleição da Mesa Diretora, e a guerra de oposição contra o Executivo tiraram muitos vereadores do foco do mandato.

Se curvar não

O deputado Sérgio Majeski está animado para ser candidato a prefeito em Vitória, mas esbarra no partido, o PSB, que não deve lhe dar legenda, já que os socialistas possuem um compromisso com o Cidadania (antigo PPS). Sem pestanejar, Majeski procura, então, uma sigla que possa dar a ele condição de ser candidato. O partido cotado é a Rede Sustentabilidade, do prefeito Audifax Barcelos.

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