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Câncer de intestino: o que colocamos no prato pode fazer diferença na prevenção?

Após a morte de Lua Blanco, aos 39 anos, a alimentação ganha destaque na discussão sobre saúde intestinal.
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A morte da atriz e cantora Lua Blanco, conhecida por interpretar Roberta na novela Rebelde, reacendeu um alerta importante sobre o câncer de intestino: a prevenção também passa pelos hábitos que construímos todos os dias, inclusive à mesa.

Embora nenhum alimento seja capaz de impedir sozinho o desenvolvimento da doença, as evidências científicas mostram que o padrão alimentar está relacionado ao risco de câncer colorretal. E é justamente nesse ponto que a nutrição tem um papel importante.

Fibras: suas aliadas na saúde intestinal

Frutas, verduras, legumes, feijão, lentilha, aveia e cereais integrais são fontes de fibras que ajudam no funcionamento do intestino e devem fazer parte de uma alimentação equilibrada.

Além de favorecerem o trânsito intestinal, esses alimentos contribuem para a saúde da microbiota, o conjunto de microrganismos que vive no intestino. Uma alimentação rica em vegetais e fibras está associada a benefícios para a saúde e à redução do risco de câncer colorretal.

O que precisa entrar no radar?

O consumo frequente de carnes processadas, como salsicha, linguiça, bacon, presunto, salame e mortadela, merece atenção. Esses produtos estão associados ao aumento do risco de câncer colorretal e devem ser evitados.

O consumo excessivo de carne vermelha também está relacionado a um risco maior. Isso não significa que seja necessário excluir todos os alimentos de origem animal, mas rever a frequência, a quantidade e a qualidade das escolhas alimentares.

Outro ponto importante é evitar o sedentarismo, manter um peso saudável e reduzir o consumo de bebidas alcoólicas.

Não espere o corpo pedir socorro

O câncer de intestino pode não apresentar sintomas nas fases iniciais. Sangue nas fezes, mudanças persistentes no funcionamento intestinal, dor abdominal e perda de peso sem explicação são sinais que precisam de avaliação médica.

A alimentação saudável é uma ferramenta de prevenção, mas não substitui exames, acompanhamento médico ou investigação de sintomas. O histórico familiar também merece atenção, pois pode indicar a necessidade de avaliação individualizada e rastreamento mais precoce.

Como nutricionista, reforço que cuidar da saúde não começa quando um diagnóstico chega. Começa nas escolhas possíveis de cada dia, na qualidade da alimentação e na atenção aos sinais do corpo.

Prevenir não é ter controle sobre tudo. É fazer, hoje, aquilo que está ao nosso alcance para cuidar da saúde de amanhã.

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