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quarta-feira, 05 de agosto de 2020

Vidigal ameniza os cortes anunciados por Bolsonaro no orçamento da Educação

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Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br/
Morador da Serra, Gabriel Almeida é repórter do Tempo Novo há mais de quatro anos. Atualmente, o jornalista escreve para diversas editorias do portal.

Crítico da gestão de Jair Bolsonaro, o deputado federal Vidigal parece amenizar os cortes na área da Educação. Foto: Gabriel Almeida

Já há uma atualização para esta matéria, da qual o deputado esclarece sua posição a respeito do tema. Para conferir o conteúdo mais recente, clique aqui.  

Forte crítico da Reforma da Previdência, o deputado federal Sérgio Vidigal (PDT) parece amenizar os cortes na área da Educação, anunciados pelo Governo de Jair Bolsonaro (PSL). Vidigal declarou que não se trataria de “corte de despesas, e sim, contingenciamento” e que teria recebido essa garantia do próprio Ministro da Educação, Abraham Weintraub, que é o responsável direto pela polêmica medida.

Por meio das redes sociais, o ex-prefeito da Serra disse: “acabamos de sair de uma reunião com o Ministro da Educação, Abraham Weintraub, para buscar esclarecimentos sobre os cortes de orçamento anunciados para a UFES e no IFES. Nossa maior preocupação é que os estudantes sejam prejudicados”, entretanto Vidigal completa: “tivemos a garantia do ministro que não se trata de corte de despesas, e sim, contingenciamento. O ministro informou que os valores poderão estar disponíveis até outubro, mas isso vai depender de análise do governo federal”, sem dizer objetivamente qual é a diferença entre corte e contingenciamento.

Vale destacar, assim como o Tempo Novo adiantou, que com a decisão do Governo Bolsonaro de cortar 30% dos recursos dos institutos e universidades federais, o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) de Manguinhos, só terá verba para funcionar até setembro deste ano. A estimativa da administração do campi serrano diz que após essa data, o instituto poderá fechar as portas já que não terá como pagar contratos de serviços essenciais para o funcionamento da unidade como segurança, limpeza, água, luz, entre outros gastos.

“A gente já estava trabalhando no mínimo. Quando vem um corte desse de 30% vamos ter que tirar mais ainda para se adequar. Um exemplo é um aumento na conta de energia ou na conta de água que pode acontecer. Nós temos uma estimativa. Chego até setembro e depois eu não tenho da onde tirar mais (dinheiro)”, alerta o diretor de administração e planejamento do Ifes de Manguinhos, Emerson Atílio o Campus Serra.

Cortes do Governo Bolsonaro

Toda a polêmica dos cortes do Governo Bolsonaro começou quando o ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou que iria cortar 30% das universidades federais que estariam, segundo ele, provendo “balbúrdia”. “Universidades que, em vez de procurar melhorar o desempenho acadêmico, estiverem fazendo balbúrdia, terão verbas reduzidas”, disse o ministro

Na ocasião, o ministro acusou de promover “balbúrdia” a UnB (Universidade de Brasília), UFBA (Universidade Federal da Bahia) e UFF (Universidade Federal Fluminense) e os cortes seriam apenas nessas instituições.

Após a polêmica gerada e acusações de perseguição contra as instituições, o Ministério da Educação disse que não realizaria o corte apenas nas universidades que “promoveriam balbúrdia”, mas que o contingenciamento seria em todos os institutos federais e universidades.

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Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br/
Morador da Serra, Gabriel Almeida é repórter do Tempo Novo há mais de quatro anos. Atualmente, o jornalista escreve para diversas editorias do portal.

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