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Pico do Super El Niño já tem data confirmada para 2026 e fenômeno será o mais forte dos últimos 150 anos

Pico do Super El Niño será o mais forte dos últimos 150 anos.
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Super El Niño Pixo do fenômeno
Pico do Super El Niño será o mais forte dos últimos 150 anos. Crédito: Divulgação
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O Super El Niño de 2026 está prestes a alcançar sua fase mais intensa, com projeções que indicam um fenômeno de proporções históricas. Os principais centros internacionais de meteorologia já estabeleceram o período em que o aquecimento do Oceano Pacífico deverá atingir seu nível máximo, com possibilidade de superar recordes registrados ao longo de mais de um século.

As estimativas mostram que a temperatura das águas oceânicas poderá alcançar valores extraordinários nas próximas semanas. O cenário ganhou força depois que medições identificaram uma rápida elevação do calor na superfície e nas camadas mais profundas do oceano.

Além disso, pesquisadores apontam que o episódio poderá ultrapassar os grandes El Niños de 1982, 1997 e 2015, considerados referências históricas pela intensidade e pelos impactos provocados em diferentes continentes.

O avanço do fenômeno também aumenta a preocupação com o verão de 2026/2027. No Brasil, as projeções incluem temperaturas elevadas, mudanças no comportamento das chuvas, períodos de estiagem e maior possibilidade de temporais em determinadas regiões.

Pico do Super El Niño já tem data confirmada para 2026

Dezembro de 2026 será o mês de maior intensidade do Super El Niño, segundo a previsão divulgada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.

Em comunicado publicado em 8 de outubro, a organização informou que o fenômeno continuará ganhando força durante novembro, antes de alcançar seu pico no último mês do ano.

O cenário representa uma situação excepcional. As projeções da OMM indicam que a temperatura da superfície do Pacífico equatorial poderá ficar, em média, 3,7°C acima dos valores habituais no trimestre de outubro a dezembro de 2026.

Esse aquecimento representa uma anomalia extremamente elevada para a região conhecida como Niño 3.4, utilizada pelos cientistas para acompanhar a intensidade do El Niño.

Para compreender a dimensão da previsão, basta observar os registros anteriores. Durante o episódio de 2015/2016, um dos mais intensos da história, o indicador alcançou aproximadamente 2,6°C acima da média.

Portanto, caso a estimativa atual se confirme, a diferença poderá superar significativamente os valores registrados naquele evento.

O mês de dezembro representa o período previsto para o auge do fenômeno. Entretanto, os cientistas ainda precisam acompanhar as medições para confirmar a intensidade máxima efetivamente alcançada.

Super El Niño de 2026 pode ser o mais fortes dos últimos 150 anos

A possibilidade de um novo recorde climático ganhou destaque internacional após análises que apontaram a formação de um dos maiores episódios de El Niño já observados.

Em julho de 2026, a revista científica Nature publicou uma reportagem sobre as projeções de pesquisadores que indicavam que o fenômeno poderia se tornar o mais intenso em pelo menos 150 anos.

A avaliação considera a evolução das temperaturas oceânicas e a comparação com episódios históricos que alteraram o clima em diferentes partes do planeta.

Além disso, uma atualização da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), divulgada em 8 de outubro, apresentou uma estimativa importante.

Segundo a agência, existe 83% de probabilidade de que o El Niño ultrapasse o recorde de intensidade observado desde 1950 no trimestre de outubro a dezembro.

Essa projeção utiliza um índice específico, chamado RONI, que considera o aquecimento relativo das águas do Pacífico.

Os resultados reforçam a possibilidade de um evento excepcional, embora ainda não representem a confirmação definitiva de um recorde.

Vale destacar que a expressão “Super El Niño” não corresponde a uma classificação meteorológica oficial. O termo costuma identificar episódios considerados extraordinariamente intensos.

Aquecimento do Oceano Pacífico surpreende cientistas

Um dos principais motivos para as projeções históricas é a velocidade com que a temperatura do Pacífico aumentou durante 2026.

Em junho, a região Niño 3.4 apresentava aquecimento de aproximadamente 1,6°C acima da média. Já em agosto, o indicador havia alcançado cerca de 2,5°C.

Entretanto, o avanço continuou durante os meses seguintes.

Em atualização publicada em 19 de outubro, o International Research Institute for Climate and Society (IRI), vinculado à Universidade de Columbia, informou que a anomalia semanal havia atingido 3,3°C em 14 de outubro.

Os dados mostram que o fenômeno já apresentava intensidade excepcional antes mesmo de chegar ao período previsto para seu pico.

Outro fator chama a atenção dos pesquisadores: o calor acumulado nas regiões mais profundas do oceano.

A NOAA identificou temperaturas superiores em mais de 10°C aos valores habituais em determinadas áreas abaixo da superfície do Pacífico oriental.

Esse reservatório de água aquecida poderá contribuir para a continuidade da elevação das temperaturas superficiais.

Além disso, os 27 modelos climáticos analisados pelo IRI em outubro indicaram a permanência de um El Niño muito forte até o início de 2027.

A média das projeções aponta um aquecimento próximo de 3,5°C nos trimestres de outubro a dezembro e de novembro a janeiro.

Dessa maneira, diferentes instituições internacionais apresentam previsões semelhantes sobre a possibilidade de um episódio histórico.

Brasil terá calor intenso e risco de chuvas fortes durante o Super El Niño

Os efeitos do fenômeno também deverão influenciar diretamente as condições climáticas brasileiras nos próximos meses.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), em conjunto com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e outras instituições federais, divulgou em 29 de outubro uma atualização do Painel El Niño 2026-2027.

O documento reforçou a perspectiva de que o fenômeno alcance intensidade muito forte a partir de novembro.

Além disso, apresentou previsões de temperatura e precipitação para o trimestre entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.

A tendência é de temperaturas acima da média em praticamente todo o Brasil, principalmente na Região Norte. Entretanto, o comportamento das chuvas poderá variar bastante entre os estados.

Veja os possíveis impactos do Super El Niño por região

  • Sul: maior probabilidade de chuvas acima da média, com atenção especial para temporais, elevação de rios e possíveis enchentes.
  • Sudeste: previsão de alterações na distribuição das chuvas, com algumas áreas apresentando tendência de precipitações acima do normal e possibilidade de períodos de calor intenso.
  • Centro-Oeste: cenário de diferenças regionais, com possibilidade de chuva excessiva em determinados locais e volumes abaixo da média em outros.
  • Norte: tendência de temperaturas elevadas e chuvas insuficientes em grande parte da região, aumentando a preocupação com estiagens e queimadas.
  • Nordeste: algumas áreas apresentam maior probabilidade de chuva abaixo da média, o que poderá agravar problemas relacionados à disponibilidade de água.

No Espírito Santo, assim como nos demais estados do Sudeste, os impactos dependerão da combinação entre o El Niño e outros sistemas meteorológicos.

Isso significa que o fenômeno poderá favorecer alterações no comportamento das chuvas e das temperaturas, mas não permite afirmar que todas as cidades enfrentarão as mesmas condições.

Os especialistas ressaltam que episódios intensos de El Niño aumentam a possibilidade de determinados eventos extremos, sem garantir que eles acontecerão.

Super El Niño continuará provocando efeitos em 2027

Embora dezembro de 2026 seja o mês apontado para o pico, a influência do fenômeno deverá permanecer durante parte de 2027.

Segundo as projeções divulgadas pelo IRI em outubro, a probabilidade de continuidade das condições de El Niño chega a 100% até o trimestre de março a maio de 2027, dentro do conjunto de modelos analisados.

A partir desse período, os pesquisadores esperam uma redução gradual da intensidade.

Para o trimestre de abril a junho, a estimativa de permanência do El Niño diminui para 92%. Entre maio e julho, a probabilidade passa para 60%.

Já entre junho e agosto de 2027, os modelos começam a favorecer o retorno das condições neutras no Oceano Pacífico.

Apesar disso, o enfraquecimento do fenômeno não significa o desaparecimento imediato de seus efeitos.

A atmosfera poderá continuar respondendo às alterações de temperatura provocadas pelo aquecimento oceânico, mantendo consequências sobre o clima mesmo depois da redução da intensidade do El Niño.

Além disso, o calor liberado pelos oceanos poderá contribuir para temperaturas globais elevadas durante 2027.

Próximas semanas serão decisivas para confirmar recorde histórico

As próximas semanas deverão revelar se o Super El Niño de 2026 realmente superará todos os episódios observados ao longo dos últimos 150 anos.

Os cientistas continuarão acompanhando o aquecimento das águas, o comportamento dos ventos e as mudanças na circulação atmosférica sobre o Pacífico.

Esses dados permitirão verificar se as projeções de intensidade excepcional se transformarão em um novo recorde.

Enquanto isso, dezembro permanece como o mês previsto para o auge do Super El Niño, com possibilidade de temperaturas oceânicas superiores às observadas nos maiores episódios já monitorados.

No Brasil, o acompanhamento das previsões meteorológicas será especialmente importante durante o verão, diante do potencial de calor intenso, estiagens, temporais e enchentes em diferentes regiões.

A confirmação da posição histórica do fenômeno dependerá das medições finais e da comparação com os registros climáticos anteriores.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos do Brasil e temas de interesse público nacional.

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