Uma mulher passou quase três dias acreditando que o próprio filho havia morrido depois de receber uma informação enviada por um hospital. Segundo ela, a notícia provocou um período de sofrimento intenso, no qual praticamente não conseguiu sair da cama.
A situação começou quando a mãe tentou obter documentos médicos do filho. Em resposta ao pedido, o hospital informou por e-mail que não poderia fornecer os registros porque o paciente constava como falecido.
O problema é que o homem estava vivo. A mãe afirma que só descobriu o erro cerca de três dias depois. Agora, o episódio foi parar na Justiça, com acusações de negligência e pedido de indenização pelos danos emocionais provocados pela informação incorreta.
O caso envolve Marlene Garbowski e o Southern Hills Hospital and Medical Center, localizado em Las Vegas, no estado de Nevada, nos Estados Unidos. A ação foi apresentada em 30 de setembro de 2026 no Tribunal Distrital do Condado de Clark.
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Mãe pediu prontuário do filho ao hospital
De acordo com a ação, Geoffrey Garbowski havia recebido atendimento no Southern Hills Hospital em janeiro de 2024.
Meses depois, em 1º de novembro daquele ano, Marlene entrou em contato com a unidade para solicitar cópias dos registros médicos do filho. Os documentos seriam utilizados em um pedido relacionado ao Supplemental Security Income (SSI), benefício federal norte-americano destinado a determinados grupos de baixa renda, idosos e pessoas com deficiência.
Quatro dias depois, em 5 de novembro, chegou a resposta do hospital.
Segundo o processo, a mensagem dizia que os documentos não poderiam ser liberados porque Geoffrey era um “paciente falecido”.
No entanto, a informação estava errada. A própria ação afirma que Geoffrey estava vivo naquele momento e continua vivo, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.
Mulher diz que passou três dias acreditando na morte
A informação provocou um forte abalo emocional, segundo os advogados de Marlene.
Durante aproximadamente três dias, ela acreditou que havia perdido o filho. A ação afirma que a mulher praticamente não conseguiu sair da cama e teve dificuldades para realizar suas atividades habituais.
Além disso, Marlene diz que precisou tomar um medicamento contra ansiedade que nunca havia utilizado anteriormente para tentar lidar com o sofrimento provocado pela notícia.
Somente depois desse período ela descobriu que Geoffrey não havia morrido.
A mãe sustenta no processo que o episódio causou consequências psicológicas que continuaram mesmo após a descoberta do erro.
Hospital teria reconhecido erro semanas depois
O caso não terminou quando Marlene descobriu que o filho estava vivo.
Segundo a ação, uma gerente responsável por reclamações do hospital entrou em contato com a mulher algumas semanas mais tarde, reconheceu o erro e pediu desculpas.
Ainda conforme a versão apresentada pela mãe à Justiça, a funcionária teria se referido ao episódio como uma espécie de “ferramenta de aprendizado” para o hospital.
Os advogados de Marlene usam esse contato como parte dos argumentos apresentados na ação. Eles sustentam que o hospital tinha a obrigação de manter informações corretas sobre os pacientes e de transmitir esses dados adequadamente às famílias.
Mãe leva hospital à Justiça
Agora, Marlene acusa o Southern Hills Hospital e funcionários envolvidos no episódio de negligência e de causar sofrimento emocional de forma negligente.
A ação argumenta que hospitais precisam adotar cuidados razoáveis para garantir a precisão das informações repassadas sobre seus pacientes.
Os advogados afirmam ainda que o erro ultrapassou uma simples falha administrativa, já que levou uma mãe a acreditar durante dias que o próprio filho havia morrido.
O processo pede o pagamento de indenização pelos danos alegadamente sofridos. O valor pretendido não foi especificado nas reportagens que tiveram acesso à ação.
Hospital atribui problema a processo de empresa terceirizada
O Southern Hills Hospital apresentou uma versão sobre o episódio após o processo ganhar repercussão.
Em declaração à imprensa, a unidade afirmou que uma análise interna identificou um erro em um procedimento conduzido por uma empresa terceirizada.
Além disso, o hospital disse que as alegações apresentadas na ação não refletiriam completamente as circunstâncias do caso. Como o processo ainda está em andamento, a instituição informou, por isso, que não faria outros comentários.
Agora, a Justiça deverá analisar as acusações e determinar se houve responsabilidade da unidade de saúde e dos demais envolvidos.