A Electrolux iniciou uma ampla reestruturação mundial que envolve fechamento de fábrica, redução de milhares de postos de trabalho e paralisação da produção de geladeiras. A fabricante de eletrodomésticos pretende diminuir seu quadro global em aproximadamente 3 mil funcionários nos próximos anos.
Além disso, a companhia já encerrou uma unidade industrial e decidiu fechar outra fábrica até o fim de 2026. A Electrolux também reorganiza operações na América do Norte e enfrenta uma disputa com sindicatos por causa de novos cortes de pessoal.
O plano faz parte de uma estratégia para diminuir custos e reorganizar a estrutura industrial da multinacional. Segundo a própria Electrolux, a otimização deverá provocar uma redução líquida de aproximadamente 3 mil trabalhadores em todo o mundo ao longo de três anos.
Assim, o número não representa necessariamente 3 mil demissões feitas de uma única vez. A redução pode envolver desligamentos, não reposição de vagas e outras mudanças no quadro. No entanto, diferentes países já enfrentam demissões e encerramentos de unidades.
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Electrolux fecha fábrica e funcionários deixam empresa
Uma das primeiras grandes decisões ocorreu em uma fábrica responsável pela produção de eletrodomésticos, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.
A Electrolux decidiu encerrar definitivamente sua fábrica de Santiago, no Chile, no fim de abril de 2026. Cerca de 400 funcionários trabalhavam na operação e foram atingidos pela medida.
A companhia tomou a decisão depois de analisar a competitividade de custos da unidade.
Mesmo após fechar a fábrica, a Electrolux continuará vendendo produtos no mercado chileno. Para isso, utilizará mercadorias produzidas em outras unidades do grupo e também por parceiros externos.
Portanto, a empresa encerrou a fabricação local, mas não abandonou o mercado consumidor do país.
Electrolux vai fechar outra fábrica e atingir 600 funcionários
A reorganização avançou posteriormente para outra unidade.
A Electrolux confirmou que encerrará a produção na fábrica de Jászberény, na Hungria, até o final de 2026. Cerca de 600 trabalhadores serão atingidos pelo fechamento.
A unidade produz justamente geladeiras embutidas e modelos independentes.
Segundo a empresa, fatores como demanda estagnada, pressão sobre os preços e dificuldades para manter a competitividade dos custos motivaram a decisão.
Com o encerramento, a Electrolux pretende atender à demanda por refrigeradores usando outras fábricas que já possui e fornecedores externos.
Além disso, a multinacional começou a estudar alternativas para o imóvel industrial. Em junho, informou que avaliava a venda do terreno de aproximadamente 47,5 hectares onde funciona a fábrica.
Produção de geladeiras também foi encerrada em outra fábrica
Outra mudança importante atingiu uma enorme operação da Electrolux na América do Norte.
A companhia decidiu encerrar a produção de refrigeradores e freezers na fábrica de Anderson, na Carolina do Sul, nos Estados Unidos. A fabricação desses produtos deveria terminar até julho de 2026.
Porém, nesse caso, a Electrolux não pretende abandonar definitivamente o complexo industrial.
A empresa fechou uma parceria com a chinesa Midea para transformar a unidade. A fábrica deixará de produzir equipamentos de refrigeração e passará a fabricar produtos ligados à lavanderia, como máquinas de lavar e secadoras.
A nova produção deverá começar no primeiro semestre de 2027.
A parceria com a Midea deverá afetar aproximadamente 1.500 funcionários ao longo de 2026, segundo a Electrolux. A companhia informou que boa parte dos custos relacionados ao projeto envolve despesas com desligamentos.
Por outro lado, a nova operação pretende contratar gradualmente até 1.200 trabalhadores entre 2027 e 2028.
Assim, a fábrica de Anderson não pode ser classificada simplesmente como uma unidade fechada. A Electrolux encerrou a produção de geladeiras no local e prepara o complexo para outra atividade industrial.
Electrolux pretende demitir 3 mil funcionários
Enquanto reorganiza as fábricas, a Electrolux colocou em prática um plano mais amplo de redução de despesas.
A empresa anunciou uma otimização da sua estrutura global. Como consequência, espera diminuir seu quadro em aproximadamente 3 mil funcionários líquidos ao longo de três anos.
Em 2025, a companhia empregava cerca de 39 mil pessoas em todo o mundo. Portanto, a redução planejada corresponde a uma parcela relevante da força de trabalho global.
A Electrolux espera que as medidas gerem uma melhora gradual nos custos. A economia projetada deve alcançar aproximadamente 1,4 bilhão de coroas suecas no terceiro ano do programa.
Ao mesmo tempo, a fabricante reorganiza sua presença industrial para concentrar a produção em unidades consideradas mais competitivas.
Electrolux enfrenta plano de 1.450 cortes na Itália
A situação mais recente envolve as fábricas italianas.
Sindicatos informaram em setembro que a Electrolux manteve um plano com cerca de 1.450 postos considerados excedentes na Itália. Inicialmente, a proposta atingia 1.719 trabalhadores, mas a companhia reduziu o número durante as negociações.
Além disso, outros 135 contratos temporários não deverão ser renovados. Antes disso, 91 contratos por prazo determinado já haviam terminado sem renovação.
O número de funcionários permanentes também caiu de 4.279 em abril para 4.200 em agosto, segundo as entidades sindicais.
Contudo, esses 1.450 postos não devem ser simplesmente somados aos 3 mil cortes globais anunciados pela companhia. O plano italiano ocorre dentro do processo internacional de reorganização da Electrolux.
Outra fábrica da Electrolux pode fechar
A Electrolux também pretende encerrar a fábrica de Cerreto d’Esi, na Itália.
A unidade possui aproximadamente 170 trabalhadores e produz coifas. Sindicatos tentam impedir o fechamento e defendem a manutenção da atividade industrial na região.
Até setembro, porém, a empresa mantinha o encerramento no plano industrial. A decisão provocou uma greve nacional nas operações italianas da Electrolux nesta terça-feira, 15 de setembro.
Portanto, a situação ainda pode mudar caso empresa, sindicatos e governo cheguem a um novo acordo.
Fábricas da Electrolux passam por reorganização mundial
As mudanças mostram que a fabricante atravessa uma das maiores reorganizações recentes de sua estrutura industrial.
A Electrolux já fechou a fábrica chilena, prepara o encerramento da unidade húngara, retirou a produção de geladeiras da fábrica de Anderson e mantém um plano para fechar uma unidade italiana.
Ao mesmo tempo, a companhia projeta uma redução líquida global de aproximadamente 3 mil funcionários nos próximos três anos.
No entanto, as medidas não significam o fim das operações da Electrolux. A multinacional continua produzindo eletrodomésticos em diferentes países e pretende concentrar sua fabricação em unidades e parcerias que ofereçam custos melhores.