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Casa de matriz africana promove ato contra a intolerância religiosa na Serra

Evento acontece no sábado (25) e é aberto para o público em geral
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matriz africana
O líder religioso Alexssandro de Jesus Silva, conhecido como Pai Brasinha, afirma que a comunidade busca responder ao preconceito com união e diálogo. Crédito: Divulgação
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Uma casa de matriz africana realizará uma homenagem aos Guardiões no próximo sábado, 25 de julho, na Serra. O evento começa às 18 horas e terá entrada aberta ao público.

O Ilê Asé Igbo Ode Oloyá organiza a celebração, que reunirá integrantes de comunidades de terreiro, lideranças religiosas, representantes de movimentos sociais e defensores dos direitos humanos.

A atividade ocorre após um episódio de racismo religioso contra a comunidade. Por isso, o encontro também pretende ampliar o debate sobre intolerância religiosa e respeito às tradições de matrizes africanas.

Evento reforça combate ao racismo religioso

A comunidade preparou a homenagem como um momento de fé, acolhimento e defesa da liberdade religiosa.

Durante a cerimônia, os participantes prestarão homenagens aos Guardiões. Nas religiões de matrizes africanas, essas entidades representam proteção, justiça, equilíbrio e abertura de caminhos.

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Além disso, o evento pretende valorizar a cultura, a ancestralidade e a espiritualidade preservadas pelos terreiros.

O líder religioso Alexssandro de Jesus Silva, conhecido como Pai Brasinha, afirma que a comunidade busca responder ao preconceito com união e diálogo.

“Nossa luta sempre foi e continuará sendo contra o racismo religioso e toda forma de intolerância. Infelizmente, ainda existem pessoas que associam as religiões de matrizes africanas ao mal ou ao demônio”, declarou.

Segundo ele, esses estigmas alimentam o preconceito e dificultam o exercício da liberdade religiosa. “Nossa fé é uma religião de paz, acolhimento e respeito”, acrescentou.

Líder religioso defende respeito entre diferentes crenças

Pai Brasinha também destacou que cada pessoa tem o direito de escolher e praticar sua religião. “Nós respeitamos todas as crenças e entendemos que a fé é uma escolha individual. Da mesma forma, esperamos respeito e o direito de exercer nosso culto sem violência ou discriminação”, afirmou.

O dirigente ainda ressaltou a relação das religiões de matrizes africanas com a natureza. De acordo com ele, matas, rios, cachoeiras, praias e estradas integram as práticas espirituais dessas tradições. “A natureza é nosso grande templo e nos ensina diariamente o respeito à vida, ao próximo e ao equilíbrio entre os seres”, disse.

Homenagem aos Guardiões – Ato de Fé e Repúdio ao Racismo Religioso

  • Data: sábado, 25 de julho
  • Horário: a partir das 18 horas
  • Local: Ilê Asé Igbo Ode Oloyá, na Serra
  • Ruan Mauá, 391 lagoa de Jacaraípe
  • Entrada: aberta ao público

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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