O Pix por aproximação, aquele que dispensa QR Code e chave, vai perder o limite diário fixo de R$ 500 a partir de 1º de outubro. A mudança está na Instrução Normativa BCB nº 746/2026, publicada em junho pelo Banco Central. Na prática, quem paga aproximando o celular da maquininha vai poder movimentar valores maiores, respeitando o teto que cada banco definir para o cliente.
Como fica o limite do Pix por aproximação
Até agora, a regra travava o Pix por aproximação em R$ 500 por dia, além de deixar o usuário ajustar esse teto dentro do próprio aplicativo do banco. Com a nova norma, esse limite específico deixa de existir. Assim, o Pix por aproximação passa a seguir a mesma lógica das transações feitas por chave ou QR Code, dentro do limite geral que o banco já aplica à conta do cliente.
A mudança vale tanto para pagamentos feitos direto no aplicativo do banco quanto para os iniciados por carteiras digitais, como Google Pay e Samsung Wallet. A mesma regra alcança o Pix Automático, usado em cobranças recorrentes, como mensalidades e assinaturas. Nesse caso, o cliente também poderá pedir o aumento ou a redução do limite diário, mas a aprovação fica a critério do banco.
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Como ajustar o limite
Para mudar o teto, o caminho é o aplicativo do banco ou da carteira digital usada. Cada instituição precisa oferecer uma ferramenta própria de gestão de limites, onde o cliente define ou ajusta os valores diários e por transação. O pedido de aumento, porém, não é automático: o banco avalia perfil de risco e histórico de uso antes de liberar.
Por que o iPhone ainda fica de fora
O Pix por aproximação funciona apenas em aparelhos Android. Nos iPhones, a tecnologia NFC passa obrigatoriamente pelo Apple Pay, que cobra tarifa por transação. Como o Pix é gratuito, os bancos brasileiros não integraram o recurso aos donos de iPhone até agora. O caso já chegou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que investiga a exigência da Apple.