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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Vereador pula no escuro

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Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br/
Morador da Serra, Gabriel Almeida é repórter do Tempo Novo há mais de quatro anos. Atualmente, o jornalista escreve para diversas editorias do portal.

 

Eci Scardini 

O resultado da eleição provou que para se reeleger vereador o parlamentar não tem que necessariamente estar debaixo das asas do prefeito não; dependendo das circunstâncias é melhor estar no campo da oposição, onde as cobranças são menores. A menos, é claro, que o prefeito coloque a mão na cabeça e libere a máquina para trabalhar a favor de um ou outro nome e o eleja. Inclusive aqui na Serra há suspeitas que pairam no ar sobre alguns nomes reeleitos na coligações do prefeito.

Mesmo assim, no frigir dos ovos, o comportamento do vereador é muito mais importante na sua reeleição do que estar contra ou a favor do prefeito.

Dos atuais 23 vereadores, 15 passaram os seus quatro anos na base de apoio ao prefeito Audifax; um oscilava entre oposição e situação, que é Tio Paulinho (PV), e sete se postaram na oposição, principalmente nos dois últimos anos.

Desses 23 vereadores, 21 disputaram a reeleição e só nove foram reeleitos. Cinco nas coligações que apoiaram Audifax, três de coligações que apoiaram Vidigal (PDT) e um pelo PT, sigla com relativa independência nessa polarização.

 Pelo lado do prefeito só foi eleito quem faz parte do seu núcleo duro: Miguel, Moreira, Xambinho, Guto e Caldeira. Quem ficou colado na membrana que protege esse núcleo duro perdeu: Jorjão, José Raimundo, Toninho, Auredir, Marcos Tongo, Cesar Nunes, Tio Paulinho e Gilmar, que disputou pelo PT, mas dava sustentação política ao prefeito na Câmara.

Portanto, se algum dos 12 vereadores que hoje compõe o bloco que busca ganhar a Mesa Diretora da Câmara pensar em pular o muro e ir para os braços do prefeito, deve tomar muito cuidado, pois pode ser um salto no escuro.

Quem fizer isso vai ser escanteado pelos dois lados, pois nunca fará parte do núcleo duro, nunca terá secretaria como tem Guto e Moreira e nem as portas de todas as secretarias escancaradas como tem Xambinho, Caldeira e Miguel. Se não souber se posicionar, vai virar um novo Jorjão, que mesmo com mandato teve somente 175 votos na sua tentativa de reeleição.

A mulher que lutou pela casa

Por outro lado, há de se destacar o pulso firme da presidente Neidia, que soube enfrentar a ânsia de poder dos aliados do prefeito dentro da Câmara. Pulso que também demonstraram os vereadores que não se curvaram ao canto da sereia do executivo e ficaram ao lado da presidenta até o fim. O resultado é que a maioria foi reeleita, além da própria Neidia: Nacib, Basílio e Aécio. Davi Duarte e Antônio Boy não foram reeleitos, mas tiveram votações expressivas, sendo prejudicados pela grande disputa na chapa do PDT. Somente Aldair é que ficou mais para trás.

Daqueles que apoiaram a sua eleição para a presidência e mudaram de lado, foram todos derrotados e alguns de forma vexatória. Neidia soube proteger o parlamento, soube proteger o vereador que quis exercer o seu papel de parlamentar, não expos a Câmara a escândalos e brigou com galhardia quando quiseram lhe puxar o tapete.

Neidia não se preocupou em agradar ou desagradar o executivo, soube ser presidente da Câmara. O executivo tenta desqualifica-la e induzir a opinião pública de que a atual Mesa Diretora da Câmara atrapalha o Município. Não é verdade. O que atrapalha o município é um secretariado do executivo incompetente, inoperante, sem conhecimento das suas atribuições e que não sabe exercer o papel de liderança.

Neidia também abriu a Câmara para a participação popular e fez daquele espaço um ponto de apoio para segmentos da sociedade, que passaram a usar as dependências do prédio para expor e levar suas ideias e promover debates. Foi assim com a OAB da Serra, com os artistas plásticos, com escritores, com produtores de artesanatos, com estudantes da rede pública, com portadores de necessidades especiais, com ambientalistas e com tantos outros setores que sempre encontraram as portas da Câmara abertas.

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