A Prefeitura da Serra deu mais um passo concreto para tirar do papel a Terceira Via entre a Serra e Vitória. Pelo Decreto nº 537, assinado em 11 de junho e publicado nesta segunda-feira (15) no Diário Oficial dos Municípios, o prefeito Weverson Meireles declarou de utilidade pública uma área de 30.656,27 m² pertencente à ArcelorMittal Brasil S.A., no bairro Polo Industrial Tubarão, em Carapina, abrindo caminho para a desapropriação do terreno.
A área é parte de um terreno maior, com 670.477,74 m², registrado na Avenida Carapebus, no bairro São Geraldo. O decreto aprova o desmembramento do espaço em três porções, todas voltadas ao avanço do projeto viário previsto no Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da Serra, o PMUS, instituído pela Lei 5.990/2024.
O que o município vai fazer com cada área
Das três frações desapropriadas, a maior parte será destinada ao sistema viário. A área B3-2, com 17.021,25 m², corresponde ao acesso viário já existente na Avenida Carapebus, que será integrado ao projeto da Intervenção Viária nº 6, ligando o trecho ao bairro Novo Horizonte. A área B3-3, com 10.038,94 m², amplia o sistema viário municipal. Já a área B3-1, menor, com 3.596,08 m², será destinada a equipamento comunitário.
O decreto esclarece que duas das frações, as áreas B3-1 e B3-2, já estão sob uso público consolidado há aproximadamente duas décadas. O terreno remanescente, com 639.821,47 m², permanece em poder da ArcelorMittal.
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O projeto da Terceira Via
A Terceira Via é uma das obras mais aguardadas pelos moradores da Serra e de quem usa diariamente a Rodovia Norte-Sul e a BR-101, vias que concentram grande parte do fluxo entre os municípios da Grande Vitória.
O traçado do projeto foi redefinido recentemente e passará integralmente pelo território da Serra, começando no bairro Hélio Ferraz, contornando Manoel Plaza, São Geraldo e Jardim Limoeiro, seguindo por São Diogo até chegar a Novo Horizonte, onde se conectará à Intervenção Viária nº 6 prevista neste decreto.
A obra prevê 4,25 km de extensão, com três faixas por sentido, ciclovia e cerca de 440 vagas de estacionamento público. O investimento estimado é de R$ 240 milhões, com recursos garantidos pelo Banco dos BRICS.
Com a declaração de utilidade pública, o município abre formalmente o processo de desapropriação do terreno e assume as despesas cartorárias para o registro das áreas em nome do poder público, conforme previsto no decreto.
