Nesta quarta-feira (27), o governador Ricardo Ferraço (MDB) estará na Serra para entregar a primeira etapa das obras na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Manguinhos, considerada a principal e mais estratégica estação de esgoto do município. Tratada como a “estação vitrine” da Serra, a unidade atende justamente a região que concentra parte importante da expansão imobiliária da cidade.
A primeira etapa das intervenções teve foco na modernização e melhoria operacional do tratamento de esgoto da unidade. Entre as estruturas executadas estão elevatória de chegada, digestor de lodo, pré-tratamento, tanques de aeração e elevatórias de lodo. O investimento da Cesan ultrapassa R$ 36 milhões.
Durante a solenidade, Ferraço também assinará a ordem de serviço da segunda etapa das obras, que terá como principal objetivo ampliar a capacidade de volume tratado pela estação. A expectativa é que a ETE passe dos atuais cerca de 111 litros por segundo para até 232 litros por segundo de capacidade operacional.
As novas obras deverão ser executadas pela Ambiental Serra, concessionária responsável pelos serviços de esgotamento sanitário do município dentro da parceria público-privada firmada entre Cesan e Aegea.
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De acordo com a síntese técnica elaborada pela Cesan, a ampliação da ETE Manguinhos atende bairros como Carapebus, Bicanga, Ourimar, Manguinhos, Jardim Limoeiro, Cidade Continental, São Diogo, Chácara Parreiral, Santa Luzia, Valparaíso e Laranjeiras. O empreendimento é tratado internamente como um aumento de capacidade da estação.
O sistema foi planejado para ampliar o atendimento da população de cerca de 89 mil habitantes, em 2019, para mais de 122 mil moradores nos próximos anos.
Mercado imobiliário pressionava por solução
Nos últimos meses, representantes da construção civil vinham alertando para o risco de paralisação de novos lançamentos imobiliários na Serra por falta de capacidade operacional no sistema de esgotamento sanitário.
Sinduscon-ES e Ademi-ES chegaram a relatar dificuldades enfrentadas por empreendimentos que aguardavam liberação de viabilidade técnica para avançar no licenciamento e na obtenção de financiamento bancário. Em alguns casos, segundo empresários do setor, a alternativa apresentada era que os próprios empreendedores construíssem estações particulares de tratamento de esgoto, o que elevava custos e aumentava os riscos financeiros dos projetos.
A situação chegou a ser levada diretamente ao governador Ricardo Ferraço em reunião com empresários, representantes da Findes e o prefeito da Serra, Weverson Meireles.
A ampliação da ETE Manguinhos reduz parte da pressão sobre o mercado imobiliário serrano. Mesmo assim, representantes da construção civil afirmam que a solução definitiva para o saneamento da cidade ainda depende da implantação do emissário submarino, que segue sem prazo oficial para execução.