A economia capixaba fechou o primeiro trimestre de 2026 com crescimento de 5% na comparação com o mesmo período do ano anterior, resultado que coloca o Espírito Santo bem acima da média brasileira no mesmo intervalo, de 1,8%. Os dados são do Indicador Trimestral de PIB, divulgado em junho pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN).
O número confirma uma trajetória que vem ganhando força. No acumulado dos últimos quatro trimestres, o estado registrou alta de 4,8%, contra 2% do Brasil. É o melhor desempenho capixaba nesse recorte em 16 trimestres. No acumulado do ano, também em 5%, o resultado é o mais expressivo nos últimos 17 trimestres.
O motor desse desempenho foi a indústria. O setor cresceu 11,8% no acumulado do ano, puxado principalmente pela indústria extrativa, que avançou 36,2%. A extração de petróleo subiu 35,7%, a produção de gás natural saltou 123,2%, e a pelotização de minério de ferro pela Vale e pela Samarco registrou altas de 35,1% e 18%, respectivamente. Os serviços também contribuíram, com crescimento de 2,5%, com destaque para o comércio varejista ampliado (+5,1%) e serviços prestados às famílias (+3,6%). A agropecuária recuou 2,6%.
Em termos nominais, o PIB capixaba totalizou R$ 61,3 bilhões no trimestre. O acumulado nos últimos quatro trimestres chegou a R$ 253,1 bilhões, dentro de uma trajetória nominal que segue em alta desde 2023.
Leia também
A comparação com o Brasil reforça a singularidade do momento. Em três das quatro bases de comparação analisadas, o Espírito Santo superou a média nacional. A única exceção foi na variação frente ao trimestre imediatamente anterior, com ajuste sazonal: o estado ficou estável (0,0%), enquanto o Brasil cresceu 1,1%.
Ainda assim, o cenário geral é de expansão sustentada. Enquanto o país desacelera nos últimos quatro trimestres, o Espírito Santo registra o quarto aumento consecutivo no ritmo de crescimento nesse recorte, consolidando uma curva de aceleração que não encontra paralelo nos dados recentes da economia estadual.