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Serra lança concorrência internacional de R$ 260 milhões para obras da Terceira Via

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Simulação da Terceira Via na Serra, com entroncamento, canteiro verde, ciclovia e o Mestre Álvaro ao fundo
Projeção da Terceira Via, avenida que promete criar uma alternativa à Norte-Sul no trânsito entre Serra e Vitória
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A Prefeitura da Serra abriu a disputa para escolher quem vai projetar e construir a Terceira Via, a avenida de 4,25 quilômetros que promete criar uma alternativa à Norte-Sul e à Avenida Mestre Álvaro no trânsito com Vitória.

A concorrência é internacional: construtoras brasileiras e estrangeiras podem disputar um contrato estimado pela prefeitura entre R$ 232 milhões e R$ 260 milhões, segundo apurou Economia Capixaba.

As propostas começam a ser recebidas nesta quarta-feira (28), mas só serão abertas em 2 de fevereiro de 2027.

A Secretaria de Obras definiu o critério de técnica e preço, com disputa fechada (as propostas ficam sigilosas até a abertura, sem rodada de lances), e o regime de contratação integrada, em que a vencedora elabora os projetos e executa a obra.

A obra será paga com um empréstimo de US$ 57,6 milhões do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o banco dos Brics, com garantia da União – a primeira tomada de crédito internacional da história da Serra.

O projeto prevê três faixas por sentido, ciclovia em todo o percurso, viadutos, elevados, um mergulhão e dois estacionamentos públicos com cerca de 440 vagas. O traçado começa em Hélio Ferraz, contorna Manoel Plaza, São Geraldo, Jardim Limoeiro e São Diogo e termina em Novo Horizonte, perto da Avenida Brasil. Toda a obra fica dentro da Serra, e o prazo de execução é de 24 meses.

A Terceira Via aparece em documentos da prefeitura desde 2009. O principal nó era o terreno: cerca de 83% da área do traçado pertence à Vale e à ArcelorMittal.

Em julho, as duas empresas assinaram com a prefeitura um protocolo de intenções para ceder as áreas. A Vale abriu mão da indenização de pouco mais de 91 mil metros quadrados no entorno da Unidade Tubarão, o equivalente a cerca de 13 campos de futebol, e vai recuar o muro da empresa para dar passagem à avenida. Foi esse acordo que destravou a licitação.

Se o cronograma for mantido, a vencedora será conhecida no início de 2027 e as obras começam no mesmo ano. A partir daí, a construtora terá 24 meses para entregar a avenida. A prefeitura terá até a década de 2040 para pagá-la.

Foto de Ricardo Frizera

Ricardo Frizera

Ricardo Frizera é um empresário apaixonado pelo Espírito Santo. Figurou na lista da Forbes ‘Under 30’ como uma das personalidades mais influentes do Brasil. Já estudou em Harvard & MIT, e empreendeu em áreas como crédito, tecnologia e comunicação.

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