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Vallourec ganha nova linha na Serra e revestirá 130 km de tubos para projeto da Petrobras

Unidade capixaba será a primeira planta industrial qualificada para nova tecnologia da ExxonMobil e amplia atuação na cadeia offshore.
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Operário da Vallourec ajusta rosca de tubo de aço em linha de produção; empresa ganha nova operação na Serra
Fábrica da Vallourec na Serra ganha nova linha de revestimento térmico e amplia atuação na cadeia offshore
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A fábrica da Vallourec na Serra está ganhando uma nova operação industrial para revestimento térmico de tubos utilizados na produção de petróleo em águas profundas.

Segundo apurou a coluna Economia Capixaba, unidade capixaba será a primeira planta industrial do mundo qualificada para aplicar em escala a tecnologia GDLX, desenvolvida pela ExxonMobil, e também foi escolhida para revestir cerca de 130 quilômetros de tubos destinados ao Sepia 2, projeto liderado pela Petrobras no pré-sal.

A ampliação ocorre por meio da transferência da tecnologia GDLX dos Estados Unidos para o Brasil, com implantação do processo industrial e qualificação da operação e da mão de obra na Serra.

O sistema é utilizado para aumentar o isolamento térmico dos tubos que transportam petróleo em instalações submarinas.

A primeira aplicação comercial já definida para a nova tecnologia será em projetos da ExxonMobil na Guiana. Cerca de 90 quilômetros de tubos, equivalentes a aproximadamente 22 mil toneladas, receberão o revestimento GDLX.

Em outra frente, a fábrica da Serra ficará responsável pelo isolamento térmico de aproximadamente 130 quilômetros de tubos do Sepia 2. O contrato da Vallourec com a Subsea7 envolve mais de 15 mil toneladas de tubos de aço carbono, que serão produzidos em Jeceaba, Minas Gerais, antes de seguirem para revestimento no Espírito Santo.

O Sepia 2 prevê 15 poços conectados a uma nova plataforma do tipo FPSO, instalada no pré-sal da Bacia de Santos, em águas com aproximadamente 2.170 metros de profundidade.

Para o Espírito Santo, o movimento concentra na Serra uma etapa especializada da cadeia offshore. Além de receber tubos produzidos em Minas Gerais para processamento industrial, a unidade capixaba passa a incorporar uma tecnologia transferida dos Estados Unidos e poderá atender projetos no Brasil e no exterior.

A própria Vallourec aponta a proximidade com o Porto de Vitória como um dos fatores estratégicos da localização.

Foto de Ricardo Frizera

Ricardo Frizera

Ricardo Frizera é um empresário apaixonado pelo Espírito Santo. Figurou na lista da Forbes ‘Under 30’ como uma das personalidades mais influentes do Brasil. Já estudou em Harvard & MIT, e empreendeu em áreas como crédito, tecnologia e comunicação.

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