Terceira Via entre Serra e Vitória: veja como será a nova rodovia de R$ 232 milhões que vai sair do papel

A nova rodovia será construída entre Serra e Vitória; veja vídeo e conheça o projeto da obra.
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Terceira Via entre Serra e Vitória Obra
A obra será iniciada na Serra. Crédito: Divulgação

As obras da chamada Terceira Via, projeto estratégico que promete transformar a mobilidade entre a Serra e Vitória, devem começar a partir do segundo semestre de 2026. A previsão faz parte do cronograma apresentado pela Prefeitura da Serra, que avança nas etapas finais para viabilizar a execução do novo eixo viário.

A proposta tem como principal objetivo reduzir os congestionamentos nos dois principais acessos entre os municípios: a Rodovia das Paneleiras (antiga Reta do Aeroporto), que dá acesso à Avenida Mestre Álvaro (antiga BR-101), e a Avenida Norte-Sul, atualmente considerada um dos maiores gargalos da região.

Terceira Via entre Serra e Vitória terá nova rodovia de 4,25 km

O projeto prevê a construção de uma nova rodovia com cerca de 4,25 quilômetros de extensão, estruturada com três faixas em cada sentido, além de ciclovia ao longo de todo o trajeto.

O traçado deve começar nas proximidades da Avenida Brasil, em Novo Horizonte, e seguir por bairros como Jardim Limoeiro, São Geraldo, Manoel Plaza, Hélio Ferraz e São Diogo, até se conectar à Rodovia Norte-Sul no sentido Vitória, nas imediações do Shopping Mestre Álvaro.

Além das pistas, estão previstas estruturas como viadutos, elevados e até um mergulhão, com o objetivo de reduzir cruzamentos, organizar o fluxo e dar mais fluidez ao trânsito em pontos críticos.

Estacionamentos públicos vão somar cerca de 440 vagas

Entre as novidades incorporadas ao projeto estão dois estacionamentos públicos que, juntos, devem oferecer aproximadamente 440 vagas. As informações foram apuradas pelo Portal Tempo Novo.

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O principal deles será implantado no bairro Manoel Plaza, com cerca de 360 vagas, em uma área viabilizada a partir de negociações com grandes empresas instaladas na região.

“Como resultado das tratativas para a cessão dessas áreas, foi viabilizada a destinação de um espaço para a implantação de um estacionamento público com aproximadamente 360 vagas. A iniciativa contribui para organizar o uso das vias, atualmente bastante demandadas por veículos, em sua maioria de colaboradores das empresas, promovendo mais fluidez e melhores condições de circulação no bairro”, informou a administração municipal.

Outro estacionamento, com cerca de 80 vagas, será construído nas proximidades da UPA de Carapina, com foco em atender pacientes e usuários da unidade de saúde.

Áreas da Vale e ArcelorMittal aceleram o projeto

Um dos fatores que têm facilitado o avanço da Terceira Via é o fato de grande parte do traçado passar por áreas pertencentes à Vale e à ArcelorMittal.

Segundo a prefeitura, cerca de 80% a 90% do percurso deve ser implantado nessas áreas, o que reduz significativamente a necessidade de desapropriações e acelera o andamento do projeto.

Ainda restam etapas finais relacionadas à formalização dessas cessões e à conclusão de desapropriações pontuais, consideradas essenciais para a liberação da licitação.

Investimento de R$ 232 milhões e licitação da Terceira Via

A obra será viabilizada por meio de um financiamento internacional de aproximadamente R$ 232 milhões, já aprovado junto ao Novo Banco de Desenvolvimento (NDB).

Inicialmente orçado em R$ 345 milhões, o projeto passou por ajustes técnicos que reduziram o custo total.

A expectativa é que a licitação seja lançada em 2026, no modelo integrado, em que a empresa vencedora será responsável tanto pela elaboração do projeto executivo quanto pela execução da obra.

Após a assinatura do contrato, a empresa terá cerca de três meses para finalizar os projetos técnicos antes do início efetivo das intervenções.

Prazo de obra é de dois anos

Caso o cronograma seja mantido, a execução da Terceira Via deve durar aproximadamente 24 meses, com previsão de conclusão por volta de 2028.

A avaliação do município é de que o prazo é viável, já que boa parte do trajeto passa por áreas pouco urbanizadas e com relevo favorável, o que tende a reduzir interferências e acelerar as obras.

Impacto no trânsito e desenvolvimento urbano

Durante a execução, a prefeitura estima que os impactos no trânsito serão limitados, justamente por conta da predominância de trechos fora de áreas densamente ocupadas.

Nos pontos onde houver interferência em vias já existentes, estão previstas ações de sinalização e organização do tráfego para minimizar transtornos.

Além da mobilidade, a Terceira Via também é vista como um vetor de desenvolvimento urbano e econômico. A expectativa é de que a nova ligação impulsione setores como logística, comércio, serviços e até o turismo em regiões próximas ao traçado, especialmente áreas localizadas atrás dos complexos industriais e na direção de Carapebus.

Segunda etapa prevê ligação entre Serra e Vitória

O projeto ainda prevê uma segunda fase, que pode ampliar a conexão até o bairro Jardim Camburi, em Vitória. No entanto, essa etapa ainda depende de estudos técnicos e de acordos com a Prefeitura de Vitória, além de tratativas com empresas que possuem áreas no trajeto.

Até o momento, a administração de Vitória informou que não foi oficialmente acionada sobre essa etapa, mas sinalizou abertura para dialogar sobre propostas que envolvam melhorias na mobilidade urbana.

Reuniões com moradores da Serra já foram realizadas

A Prefeitura da Serra também tem promovido reuniões com moradores das regiões impactadas pela obra.

Os encontros reúnem representantes de bairros como São Geraldo, Hélio Ferraz, Manoel Plaza, Novo Horizonte e São Diogo, com o objetivo de apresentar detalhes técnicos do projeto, esclarecer dúvidas e coletar sugestões da população.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos da cidade da Serra e temas de interesse público estadual.

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