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Mesmo em sétimo no ES, Serginho Vidigal não se elege e Serra fica sem federal

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Serginho Vidigal, candidato a deputado federal pelo Podemos, discursa ao microfone com o braço erguido em evento de campanha
Serginho Vidigal teve 80.153 votos, mas ficou fora da Câmara dos Deputados
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Serginho Vidigal (Podemos) terminou a eleição como o sétimo candidato a deputado federal mais votado do Espírito Santo, com mais de 80 mil votos, mas ficou fora da Câmara dos Deputados. Com 99,25% das seções totalizadas na noite deste domingo (4), ele é o mais votado entre os que não conquistaram vaga. Com o resultado, a Serra fica sem um deputado federal com base na cidade.

A explicação está na conta do partido. O Podemos garantiu apenas uma das 10 cadeiras capixabas, e a vaga fica com o mais votado da sigla: Gilson Daniel, com 107.228 votos, 27.075 a mais que Serginho.

Enquanto isso, candidatos com bem menos votos asseguraram mandato porque seus partidos e federações fizeram mais cadeiras. O caso mais evidente é o de Lucas o Federal da Direita (PL), eleito com cerca de 43 mil votos, pouco mais da metade da votação de Serginho.

Serginho Vidigal concentrou cerca de 70% dos votos na Serra

Na cidade, Serginho foi o candidato a deputado federal mais votado, com cerca de 60 mil votos, o que representa cerca de 70% de tudo o que recebeu no Estado.

Logo atrás na Serra aparecem Lucas Polese (PL) e Jack Rocha (PT). Polese também foi o deputado federal mais votado do Espírito Santo, com mais de 400 mil votos. A distribuição mostra a força de Serginho no eleitorado serrano, mas também o limite da candidatura fora da cidade.

Por que o sétimo mais votado não se elege deputado federal

A eleição para a Câmara segue o sistema proporcional. Primeiro, a Justiça Eleitoral define quantas cadeiras cada partido ou federação conquista, a partir da soma dos votos de todos os candidatos e da legenda. Só depois as vagas vão para os mais votados de cada sigla.

Neste ano, o quociente eleitoral no Espírito Santo ficou em cerca de 211 mil votos, número que serve de referência para dividir as vagas. O Podemos alcançou essa marca uma única vez e, por isso, ficou com uma cadeira.

Já a Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, fez três deputados. O PL e a Federação Brasil da Esperança, que reúne PT, PCdoB e PV, ficaram com dois cada. PSB e Republicanos completam a bancada, com uma vaga cada.

Além de Serginho, Tyago Hoffmann (PSB), com 67.940 votos, e Messias Donato (União), com 66.118, também ficaram de fora mesmo com votação maior que a de alguns eleitos.

Os 10 deputados federais eleitos no Espírito Santo

  1. Lucas Polese (PL): 417.218
  2. Jack Rocha (PT): 140.557
  3. Dr. Bruno Resende (União): 110.452
  4. Gilson Daniel (Podemos): 107.228
  5. Da Vitória (PP): 106.885
  6. Marcelo Santos (União): 81.188
  7. João Coser (PT): 76.641
  8. Manu (PSB): 68.423
  9. Coronel Ramalho (Republicanos): 59.865
  10. Lucas o Federal da Direita (PL): 43.569

Os números consideram 99,25% das seções totalizadas e ainda podem ter pequenas variações até o fim da apuração.

Foto de Yuri Scardini

Yuri Scardini

Yuri Scardini é jornalista, publisher e sócio-diretor do Jornal Tempo Novo, veículo fundado em 1983 na Serra (ES) e referência na cobertura da Serra e da Grande Vitória. Conduziu a transformação digital do jornal, que em 2025 foi eleito o melhor site estadual de notícias no Brasil Publisher Awards. No portal, assina a coluna Mestre Álvaro, com análises sobre política, economia, segurança pública, infraestrutura e meio ambiente, sempre com leitura crítica dos fatos e apoio em dados. Formado em Administração pela Ufes, é autor do livro Serra: a história de uma cidade (2024). Recebeu a Ordem do Mérito Domingos Martins e a Comenda Augusto Ruschi, da Assembleia Legislativa do ES, e a Comenda Nelson Mandela, da Câmara Municipal da Serra. Com leitura crítica dos fatos e uso de dados públicos, acompanha de perto a gestão municipal, as eleições e os temas que mexem com o dia a dia de quem vive na Serra. É autor do livro Serra: a história de uma cidade (2024), uma reconstituição jornalística da trajetória do município.

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