Mulheres vítimas de violência contam com um espaço exclusivo de acolhimento na Serra. A Sala Marias funciona na Delegacia Regional da Polícia Civil e oferece atendimento humanizado, segurança e privacidade durante as ocorrências.
Além disso, o espaço recebe os filhos das vítimas e garante um ambiente mais confortável. Dessa forma, as mulheres não precisam permanecer no mesmo local que seus agressores enquanto aguardam os procedimentos policiais.
A iniciativa faz parte de um projeto do Governo do Espírito Santo, que concluiu a instalação das Salas Marias nas 18 Delegacias Regionais do estado. Todas essas unidades policiais funcionam 24 horas.
Na Serra, o serviço reforça a rede de proteção às mulheres e oferece um atendimento mais acolhedor para quem enfrenta situações de violência.
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Como funciona a Sala Marias na Serra?
A Sala Marias oferece um ambiente reservado para mulheres que procuram atendimento policial após sofrer violência.
Primeiramente, as equipes acolhem as vítimas e oferecem orientações sobre seus direitos. Além disso, os profissionais auxiliam nos encaminhamentos necessários para garantir proteção e assistência.
O espaço também recebe os filhos das mulheres durante o atendimento. Assim, mães e crianças encontram um ambiente mais seguro enquanto aguardam os procedimentos da Polícia Civil.
Outro diferencial é a capacitação dos policiais civis que trabalham nos plantões. O treinamento prepara os profissionais para atender as vítimas e orientar sobre os direitos que a legislação garante.
Além disso, as equipes mantêm contato com os serviços municipais de assistência social e com os Centros Margaridas, da Secretaria das Mulheres.
Salas Marias chegam às 18 Delegacias Regionais do Espírito Santo
O Governo do Estado iniciou o projeto em 2024, com a inauguração da primeira Sala Marias na Delegacia Regional de Vitória.
Em seguida, a iniciativa chegou às demais delegacias da Grande Vitória, incluindo a Serra. Posteriormente, o Estado ampliou o atendimento para municípios do interior.
Por fim, a última unidade abriu as portas em Cachoeiro de Itapemirim, no dia 20 de outubro de 2026.
Atualmente, as 18 cidades que contam com o serviço são:
- Serra
- Vitória
- Vila Velha
- Cariacica
- Guarapari
- Aracruz
- Santa Teresa
- Colatina
- São Mateus
- Venda Nova do Imigrante
- Itapemirim
- Anchieta
- Nova Venécia
- Barra de São Francisco
- Ibatiba
- Alegre
- Linhares
- Cachoeiro de Itapemirim
Atendimento busca proteger mulheres e romper o ciclo da violência
A Gerência de Proteção à Mulher (GPM), da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), coordena a iniciativa em parceria com outros órgãos e entidades privadas.
Segundo a gerente de Proteção à Mulher da Sesp, delegada Michele Meira, o acolhimento representa um passo importante para ajudar as vítimas a romper relações abusivas.
“Acolher uma mulher fragilizada é o primeiro passo para quebrar o ciclo de violência. Quando, em seu pior momento, ela encontra pessoas capacitadas, ambiente seguro e atendimento digno, ela entende que pode se livrar daquele relacionamento abusivo e viver outra realidade”, destacou ao Tempo Novo.
A delegada também ressaltou que a conclusão do projeto representa um avanço nas políticas públicas de proteção às mulheres no Espírito Santo.
Com isso, a Serra e os demais municípios passam a integrar uma estrutura estadual de acolhimento que busca garantir mais dignidade, segurança e assistência às vítimas de violência.