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Operação contra venda ilegal de canetas emagrecedoras tem três presos e mira suspeitos na Serra

PC cumpre oito mandados contra seis alvos. Investigação aponta esquema de contrabando e venda clandestina de medicamentos pelas redes sociais.
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Até o momento, a ação contabiliza três presos, oito mandados de busca e apreensão e seis alvos investigados. Crédito: Divulgação
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A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) realizou uma nova operação contra o comércio ilegal de canetas emagrecedoras, na manhã desta quinta-feira (5). Até o momento, a ação contabiliza três presos, oito mandados de busca e apreensão e seis alvos investigados.

A ofensiva faz parte da segunda fase da Operação Efeito Colateral. O objetivo é combater o contrabando e a venda clandestina de medicamentos sem autorização dos órgãos sanitários.

Desta vez, as equipes atuam em quatro municípios da Grande Vitória: Serra, Vitória, Vila Velha e Cariacica. Ao todo, 32 policiais participam da operação, com o apoio de 16 viaturas.

Além disso, as investigações apontam que os suspeitos utilizavam redes sociais e aplicativos de mensagens para anunciar e vender os produtos. Segundo a polícia, os medicamentos não tinham garantia de procedência, eficácia ou armazenamento adequado.

Polícia encontra seringas e canetas vazias durante buscas

Em uma das casas que receberam os policiais, as equipes encontraram duas canetas vazias e 15 seringas. O material integra o levantamento preliminar das buscas.

Além disso, os investigadores identificaram situações de armazenamento inadequado dos medicamentos. Segundo declarações dos delegados à imprensa, havia produtos próximos a alimentos, como alho e cebola, além de medicamentos sem controle adequado de temperatura.

Entre as substâncias investigadas está a retatrutida, medicamento experimental para emagrecimento que ainda não possui autorização para comercialização. A polícia também apura a atuação de estabelecimentos e clínicas que ofereciam aplicações dessas substâncias.

Servidores da saúde estão entre os investigados

Outro ponto da investigação chama a atenção. A Polícia Civil encontrou indícios de participação de servidores públicos da área da saúde na compra e revenda irregular dos medicamentos.

Entretanto, a corporação ainda não informou se algum desses servidores está entre os três presos nesta quinta-feira.

A Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) conduz a investigação em conjunto com a Superintendência de Polícia Especializada (SPE).

Além disso, a operação conta com o apoio da Polícia Científica e da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Sesp).

Primeira fase da operação aconteceu na Serra

A investigação começou a avançar em maio deste ano. No dia 28, a Polícia Civil realizou a primeira fase da Operação Efeito Colateral na Serra e em Vila Velha.

Na ocasião, os policiais cumpriram sete medidas judiciais. Além disso, prenderam temporariamente um dos principais investigados, que a corporação apontou como o maior contrabandista de canetas emagrecedoras do Espírito Santo.

Durante as buscas, os agentes encontraram medicamentos estrangeiros sem documentação fiscal e comprovação sanitária.

As equipes também apreenderam produtos vencidos e materiais utilizados na venda clandestina.

A partir dessas provas, os investigadores aprofundaram a apuração e identificaram novos suspeitos. Assim, a Polícia Civil iniciou a segunda fase da operação nesta quinta-feira.

Venda ilegal de canetas emagrecedoras oferece riscos à saúde

A Polícia Civil alerta para os riscos da compra de medicamentos de origem desconhecida.

Isso porque produtos sem controle sanitário podem apresentar problemas de conservação, composição e procedência.

Além disso, o uso de medicamentos para emagrecimento exige orientação profissional. Por isso, os consumidores devem buscar estabelecimentos regularizados e evitar compras informais pelas redes sociais.

Até o momento, a polícia não divulgou a identidade dos três presos nem o balanço completo das apreensões. As investigações continuam.

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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