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Rede Abraço Mulher e polícias assinam portaria para integrar atendimento a mulheres vítimas de violência no ES

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Nos relatos de violência, principal tipo de consulta à central, estão casos sobre violência física (51,06%). Foto: Divulgação Agência Brasil
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Nesta quinta-feira (20), às 16h, a estratégia Rede Abraço Mulher e as Polícias Civil, Militar e Científica assinam a Portaria Conjunta para integrar a segurança pública e o acolhimento especializado no Espírito Santo. A solenidade será realizada na sede da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SESP), em Vitória.

A parceria prevê atendimento integrado, rápido e humanizado a mulheres e meninas a partir de 14 anos em situação de violência doméstica, familiar ou sexual, que enfrentam vulnerabilidade multidimensional aliada ao uso problemático de álcool, outras drogas e jogos.

A nova portaria garante que as forças de segurança façam o encaminhamento ágil aos Centros de Acolhimento e Atenção Integral sobre Drogas (CAAD) sempre que identificada a necessidade de suporte especializado. Da mesma forma, os CAADs direcionarão imediatamente às polícias as assistidas que relatarem situações de violência.

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O protocolo apresenta ainda uma interligação entre pontos focais da Rede Abraço e dos equipamentos da Sesp, de modo a promover ações conjuntas.

Principais objetivos do novo fluxo:

Integração e Celeridade: fortalecer a rede de proteção e garantir encaminhamentos seguros e rápidos entre as forças policiais e os CAADs.

Acolhimento Humanizado: promover um atendimento qualificado que amplie o acesso aos serviços de cuidado psicossocial e proteção.

Comunicação Contínua: garantir o fluxo de informações entre as instituições para assegurar a proteção integral e sem interrupções.

Ruptura de Ciclos: contribuir para a superação de estigmas e vulnerabilidades, promovendo a autonomia e o desenvolvimento pessoal e social das assistidas.

Desde 2019, a Rede Abraço já prestou assistência a 6.443 mulheres, além de ter alcançado 4.279 familiares, oferecendo suporte diante do impacto social e emocional da vulnerabilidade. O perfil das atendidas mostra que a maioria possui renda de até um salário mínimo, com predomínio da faixa etária entre 35 e 44 anos.

Foto de Mari Nascimento

Mari Nascimento

Mari Nascimento é repórter do Tempo Novo há 24 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal, principalmente para a de Política.

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