Serra, 26 de setembro de 2018

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Mestre Álvaro

por Eci Scardini

Serra, 14 de setembro de 2018 às 8:38

Pilhagem com mau cheiro


Por Bruno Lyra

Pela 2ª vez desde que a Ambiental Serra (ex-Serra Ambiental) passou a gerir o esgoto do município em parceria com a Cesan o serviço é alvo de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Câmara de Vereadores.

Reação justa da cidade a um formato de gestão de esgoto que foi vendido como solução para ampliar a abrangência e melhorar a qualidade do saneamento, a chamada Parceria Público- Privada – PPP. Afinal, os problemas crônicos permanecem.

Desde que a PPP entrou em vigor, em janeiro de 2015, nenhuma nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) foi construída com o dinheiro da parceria, a de Serra-Sede já estava em obras com recursos estaduais, portanto dinheiro público. Nem mesmo as dezenas de ETE´s defasadas e subdimensionadas para a população atual foram modernizadas. Detalhe que recentemente foi anunciada a expansão da ETE Manguinhos, mas com dinheiro público vindo do Ministério das Cidades.

Rios, córregos e lagoas e trechos poluídos de praia continuam sujos. Basta ir a cada lugar e conferir. Inclusive já durante a PPP acabou a produção de tilápias na lagoa Juara, após uma sequência de mortandade de peixes. A lagoa é bastante poluída por esgoto doméstico.

O recapeamento de vias após obras de redes continua padrão Cesan: pista desnivelada e mais suscetível a abertura de buracos.  Vazamentos de esgoto continuam comuns e em alguns casos há reclamações de moradores sobre a demora no acerto.

Soma-se a isso tudo a insatisfação da população de ter que pagar 80% a mais na conta de água por conta da taxa de esgoto e a falta de transparência da Cesan dar publicidade a quanto repassa mensalmente ao Ambiental Serra.

Se for pra valer, a CPI é bem vinda, pois lança luz aos questionamentos da sociedade que paga essa  conta cara e leva em troca um serviço duvidoso. Mas é difícil ter esperança que o saneamento avance. Prova disso é o caso do descarte de lixo hospitalar com sangue humano no rio que abastece a cidade. A situação foi descoberta há dois meses e até agora as autoridades ambientais e sanitárias sequer revelaram os responsáveis, quanto mais punir.

E isso com o nome dos pacientes nos invólucros descartados. Pelo jeito, o sangue na ferida continua sem dono.




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