O chamado Ozempic brasileiro começou a chegar às farmácias do país e já chama atenção pelo preço. A nova caneta emagrecedora, produzida pela farmacêutica EMS, custa a partir de R$ 400 e marca a entrada da primeira semaglutida brasileira aprovada após o fim da patente da substância no Brasil.
O medicamento recebeu o nome de Ozivy. A distribuição começou pelas capitais nesta semana e deve avançar para outras regiões nas próximas semanas. A expectativa da empresa é alcançar cobertura nacional até julho.
A chegada do produto nacional promete aumentar a disputa em um mercado que cresceu muito nos últimos anos. Isso porque a semaglutida ficou conhecida principalmente por causa de medicamentos como Ozempic e Wegovy, usados em tratamentos acompanhados por médicos.
Apesar da fama ligada ao emagrecimento, a Ozivy tem indicação oficial para adultos com diabetes tipo 2 sem controle adequado. Por isso, o uso deve ocorrer somente com orientação médica.
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O que é a nova caneta emagrecedora da EMS?
A Ozivy é uma caneta injetável à base de semaglutida. A substância age de forma parecida com um hormônio produzido pelo intestino depois das refeições, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.
No organismo, ela ajuda a estimular a liberação de insulina, reduz a produção de glicose pelo fígado e deixa o esvaziamento do estômago mais lento. Com isso, o medicamento contribui para o controle do açúcar no sangue.
Esse efeito também aumenta a sensação de saciedade em muitos pacientes. Por esse motivo, as chamadas canetas emagrecedoras ganharam grande popularidade nos últimos anos. No entanto, médicos alertam que cada caso precisa de avaliação individual.
Quanto vai custar o Ozempic brasileiro?
Segundo a EMS, cada caneta da Ozivy terá preço inicial de R$ 452. A farmacêutica também criou um programa com desconto para os primeiros meses de tratamento.
No plano inicial, as canetas com doses suficientes para 90 dias custam R$ 863,23. Na prática, o custo médio fica em torno de R$ 287 por mês durante essa primeira etapa.
Depois dos três primeiros meses, a caneta passa a custar R$ 498 a partir do quarto mês de tratamento dentro do programa da empresa.
A EMS também informou que prepara um pacote com duas canetas de 1,0 mg por R$ 896. Porém, essa opção ainda não tem data definida para chegar às prateleiras.
Mais de 500 mil canetas serão distribuídas
Neste primeiro ciclo de abastecimento, a EMS informou que vai disponibilizar mais de 500 mil canetas em farmácias do país.
A distribuição começou pelas capitais, mas deve ganhar alcance nacional até julho. Com isso, pacientes de outras regiões também devem encontrar o medicamento nas redes de farmácias nas próximas semanas.
A empresa aposta na produção nacional para disputar espaço com medicamentos importados e outras versões que começam a surgir após o fim da patente da semaglutida no Brasil.
Concorrência pode baixar preços
A entrada da Ozivy no mercado brasileiro já movimentou outras farmacêuticas. Após o fim da patente, a Novo Nordisk, responsável pelo Ozempic, reduziu preços para tornar seus produtos mais competitivos.
A Eurofarma, que também produz medicamentos à base de semaglutida, como Extensior e Poviztra, anunciou redução de valores em seus programas.
Atualmente, nas doses iniciais de tratamento, pacientes já encontram medicamentos com preços entre R$ 399 e R$ 599, dependendo da farmácia, da dose e do programa de desconto disponível.
Com mais empresas disputando esse mercado, a tendência é que os consumidores encontrem mais opções nos próximos meses. Ainda assim, especialistas reforçam que o preço não deve ser o único critério. O uso de semaglutida exige acompanhamento médico, principalmente por envolver doses, possíveis efeitos colaterais e contraindicações.
Medicamento não deve ser usado sem orientação
Mesmo conhecida como caneta emagrecedora, a semaglutida é um medicamento e precisa de prescrição. O uso sem acompanhamento pode trazer riscos, especialmente para pessoas com doenças pré-existentes ou que fazem outros tratamentos.
Por isso, antes de iniciar qualquer tratamento com Ozivy, Ozempic ou outro medicamento da mesma classe, o paciente deve procurar um médico. Apenas um profissional pode avaliar se a substância é indicada, qual dose deve ser usada e por quanto tempo o tratamento deve continuar.

