Dobra ao meio, vira um pequeno tablet e custa o equivalente a 19 salários mínimos na versão mais cara. O iPhone Duo, primeiro iPhone dobrável da história, chega às lojas brasileiras nesta sexta-feira (23), com preços que vão de R$ 21.999 a R$ 30.999.
Desde a última sexta (16), o aparelho está em pré-venda na loja online da Apple, com parcelamento em até 12 vezes. Agora, ele chega também a algumas operadoras e lojas parceiras. Mesmo assim, a data de entrega de cada pedido depende do prazo que aparece na hora da compra.
Quanto custa o iPhone dobrável no Brasil
O preço muda conforme o espaço de armazenamento:
- 256 GB: R$ 21.999
- 512 GB: R$ 23.499
- 1 TB: R$ 26.499
- 2 TB: R$ 30.999
Nos Estados Unidos, o modelo parte de US$ 1.999. Segundo a consultoria IDC, o valor ficou US$ 500 abaixo do que o mercado esperava, uma das surpresas do lançamento.
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Como é o primeiro iPhone dobrável
Fechado, o iPhone Duo funciona como um celular comum, com tela de 5,4 polegadas. Aberto, ganha uma tela de 7,6 polegadas, onde dá para usar dois aplicativos lado a lado, assistir a vídeos ou ler com mais conforto.
O aparelho tem 11,3 milímetros de espessura quando fechado e 5,2 milímetros aberto, e pesa 254 gramas. As cores disponíveis são Branco-estrela e Céu noturno.
O que muda para quem já tem iPhone
Quem está acostumado com o celular da Apple vai estranhar algumas mudanças. A primeira é o desbloqueio: em vez do Face ID, o dobrável usa a impressão digital no botão lateral.
Além disso, o modelo vendido no Brasil funciona só com eSIM, o chip digital, e não tem gaveta para o chip físico. Por isso, vale confirmar com a operadora como transferir a linha antes de trocar de aparelho.
Outro detalhe pesa no bolso: o carregador é vendido separadamente. Na caixa, vêm apenas o celular e um cabo USB-C.
Já a nova Siri, turbinada com inteligência artificial, chega primeiro em inglês. A versão em português está prevista para ainda este ano.
Vale a pena?
A Apple chega atrasada a um mercado que Samsung e Motorola exploram há anos com seus dobráveis. Agora, aposta no peso da marca para convencer quem pode pagar.
Lá fora, a IDC estima cerca de 10 milhões de unidades enviadas nos primeiros 12 meses. No Brasil, onde o salário mínimo é de R$ 1.621, o primeiro iPhone dobrável nasce como objeto de desejo para poucos.