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Greve nacional nos bancos vai fechar agências bancárias e suspender atendimento em todos os estados do Brasil

A greve nacional nos bancos vai fechar agências bancárias em todos os estados do Brasil.
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Greve nacional nos bancos Agências bancárias
A greve nacional nos bancos vai fechar agências bancárias em todos os estados do Brasil. Crédito: Divulgação
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Clientes de bancos públicos podem encontrar agências fechadas, equipes reduzidas e serviços presenciais suspensos por causa da greve dos bancários. A mobilização começou em setembro, atingiu diferentes instituições financeiras e ainda mantém parte do sistema bancário em paralisação.

A Caixa Econômica Federal concentra atualmente o principal movimento nacional. Além dela, empregados do Banco da Amazônia continuam mobilizados em alguns estados. O Banco do Brasil também teve funcionários em greve, porém a maior parte das bases já aprovou o novo acordo e encerrou a paralisação.

Uma nova rodada de assembleias dos empregados da Caixa pode definir os próximos passos da greve. Os trabalhadores analisam a proposta apresentada pelo banco e decidirão se encerram ou mantêm o movimento.

Enquanto não há uma definição, clientes podem encontrar unidades fechadas ou funcionando parcialmente. Entretanto, Pix, aplicativos, internet banking, cartões, caixas eletrônicos e outros canais digitais continuam disponíveis.

Greve nacional nos bancos fecha agências e afeta atendimento

A atual campanha salarial dos bancários ganhou força depois de meses de negociações envolvendo salários, benefícios, condições de trabalho e regras específicas dos acordos coletivos, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.

Na Caixa, os empregados começaram uma greve nacional por tempo indeterminado em 10 de setembro. Trabalhadores do Banco do Brasil também aderiram às paralisações em várias bases que haviam rejeitado a proposta apresentada pela instituição.

Entretanto, o cenário mudou nos dias seguintes.

No Banco do Brasil, novas assembleias aprovaram o Acordo Coletivo em grande parte do país. Dessa forma, funcionários começaram a retornar ao trabalho e a greve perdeu força dentro da instituição.

A Caixa, por outro lado, continuou com a paralisação nacional.

Além disso, empregados do Banco da Amazônia mantiveram mobilizações em estados da Região Norte e também no Maranhão. As negociações entre o banco e os representantes da categoria continuaram durante a paralisação.

Portanto, embora parte dos bancários já tenha voltado ao trabalho, a campanha ainda pode provocar fechamento de unidades e redução do atendimento presencial.

Caixa mantém greve nacional

Entre os grandes bancos públicos, a Caixa Econômica Federal concentra a maior paralisação ainda em andamento, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.

Os empregados cruzaram os braços em 10 de setembro após rejeitarem propostas apresentadas durante as negociações do novo Acordo Coletivo de Trabalho.

A manutenção da greve levou o banco e os representantes dos funcionários de volta à mesa de negociação.

Na madrugada de quinta-feira (17), a Caixa apresentou uma nova proposta. Um dos principais pontos envolve o Saúde Caixa, plano de assistência médica destinado aos empregados.

Pelo novo texto, o banco pretende elevar de 6,5% para 9% da folha de pagamento o limite de participação da instituição no financiamento do plano a partir de 2027.

A proposta também preserva o modelo de solidariedade entre diferentes gerações de trabalhadores e não estabelece mensalidades calculadas conforme a idade dos beneficiários.

Para 2026, a Caixa propôs manter as mensalidades sem reajuste e assumir o déficit registrado pelo plano.

Agora, os próprios trabalhadores precisam decidir se aceitam os novos termos.

Bancários rejeitam proposta e mantêm greve

Os empregados da Caixa Econômica Federal decidiram continuar em greve após analisarem a nova proposta apresentada pelo banco.

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Nas assembleias realizadas na segunda-feira (21), 59,3% dos trabalhadores que participaram da votação rejeitaram os termos do novo Acordo Coletivo de Trabalho.

Com o resultado, a paralisação nacional continua por tempo indeterminado. Dessa forma, agências que aderiram ao movimento podem permanecer fechadas ou funcionar com atendimento reduzido nos próximos dias.

O resultado também mantém abertas as negociações entre representantes dos empregados e a Caixa. O Saúde Caixa permanece entre os principais pontos de impasse da campanha.

Enquanto a greve continuar, clientes que dependem de atendimento presencial podem enfrentar dificuldades, embora os canais digitais e eletrônicos permaneçam disponíveis.

Outro banco também enfrenta greve

A Caixa não é a única instituição financeira pública atingida pela atual onda de greves.

Funcionários do Banco da Amazônia também participam de paralisações e realizaram mobilizações em diferentes cidades.

O movimento atingiu unidades no Pará, Amazonas, Acre e Maranhão. Durante os últimos dias, sindicatos organizaram manifestações em frente às agências enquanto negociavam novas condições com a direção do banco.

Um dos pontos discutidos envolve o tratamento dos dias em que os trabalhadores permaneceram parados.

Inicialmente, o Banco da Amazônia propôs abonar 20% dos dias de greve e exigir a compensação do período restante.

Depois, a instituição modificou a proposta. O banco passou a oferecer o abono de 50% dos dias parados e a compensação dos outros 50%.

Mesmo assim, os representantes dos funcionários avaliaram que outros pontos ainda precisavam avançar. Por esse motivo, a mobilização continuou.

No Maranhão, por exemplo, trabalhadores da Caixa e do Banco da Amazônia realizaram atos conjuntos durante a paralisação.

Banco do Brasil também entrou em greve

O Banco do Brasil também fez parte da atual campanha de paralisações dos bancários.

Inicialmente, funcionários de várias bases sindicais rejeitaram a proposta do banco e decidiram entrar em greve.

Contudo, novas votações modificaram o cenário.

Em um dos balanços divulgados após as assembleias, 116 bases já haviam aprovado o novo Acordo Coletivo. Com isso, a maioria dos trabalhadores começou a retornar às atividades.

Algumas regiões permaneceram em greve por um período maior, mas também realizaram novas assembleias posteriormente.

As negociações do Banco do Brasil envolveram temas como Participação nos Lucros e Resultados, Cassi, pagamento de reconhecimento financeiro de R$ 3 mil e ampliação da licença-paternidade.

Assim, embora o Banco do Brasil tenha registrado fechamento de agências durante a campanha salarial, a instituição já não enfrenta atualmente uma paralisação nacional ampla como a registrada na Caixa.

Greve fechou agências bancárias

No Espírito Santo, a mobilização teve forte impacto logo nos primeiros dias.

Em 10 de setembro, primeiro dia da paralisação, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil fecharam juntas 92 agências no estado, segundo o Sindicato dos Bancários do Espírito Santo.

Desse total, 54 unidades pertenciam à Caixa e outras 38 ao Banco do Brasil.

Entretanto, os trabalhadores capixabas do BB realizaram uma nova votação no domingo, 13 de setembro.

Na ocasião, 76% dos participantes aprovaram a proposta apresentada pelo banco e decidiram encerrar a paralisação. Com isso, os funcionários retornaram normalmente às atividades na segunda-feira, 14 de setembro.

Na Caixa, a situação tomou outro caminho.

Os empregados mantiveram a greve e ampliaram a mobilização. Posteriormente, a paralisação chegou a alcançar 74 unidades entre agências e setores administrativos no Espírito Santo.

Os trabalhadores também participam das votações sobre a nova proposta apresentada pela Caixa.

Bancos privados ficaram fora da greve

A campanha salarial também movimentou funcionários de outras instituições financeiras.

Em algumas bases, trabalhadores chegaram a discutir ou aprovar indicativos de greve durante as primeiras rodadas de assembleias.

No entanto, novas propostas evitaram uma paralisação mais ampla entre os bancos privados.

Itaú, Bradesco e Santander, por exemplo, ficaram fora da atual greve depois que a Federação Nacional dos Bancos e os representantes dos trabalhadores chegaram a um acordo para a nova Convenção Coletiva de Trabalho.

O acordo prevê reposição do INPC acrescida de aumento real de 0,6%.

Além disso, a negociação estabeleceu reajustes em benefícios como vale-refeição, vale-alimentação e Participação nos Lucros e Resultados.

Saúde Caixa virou um dos principais pontos da greve

A discussão envolvendo o Saúde Caixa ganhou destaque durante as negociações entre o banco e os funcionários.

Os empregados reivindicavam alterações no financiamento do plano e uma participação maior da instituição nos custos da assistência médica.

Além desse assunto, as negociações incluem remuneração, carreira, condições de trabalho, programas de desempenho e outras regras do Acordo Coletivo.

A continuidade da greve pressionou as partes a retomarem as conversas.

Como resultado, a Caixa apresentou a proposta de elevar para 9% da folha de pagamento o teto de sua participação no custeio do Saúde Caixa a partir de 2027.

O banco também manteve o modelo solidário do plano e apresentou alterações em outros pontos discutidos pela categoria.

Agora, a decisão sobre aceitar o acordo e encerrar a greve está nas mãos dos empregados.

Todas as agências dos bancos fecham durante a greve?

Uma greve nacional não significa necessariamente o fechamento simultâneo de todas as agências de uma instituição.

A adesão depende de cada base sindical e pode variar até mesmo entre unidades localizadas na mesma cidade.

Em algumas regiões, agências fecham completamente. Em outras, parte dos funcionários continua trabalhando e mantém determinados atendimentos.

Setores administrativos dos bancos também podem aderir à paralisação.

Por isso, clientes que precisam comparecer presencialmente a uma agência devem verificar previamente o funcionamento da unidade.

Pix, aplicativos e caixas eletrônicos continuam funcionando

A greve dos bancários atinge principalmente os serviços que dependem diretamente do trabalho dos funcionários.

Os sistemas digitais continuam disponíveis normalmente enquanto não houver algum problema técnico independente da paralisação.

Dessa forma, clientes podem continuar utilizando Pix, internet banking, aplicativos e cartões.

No caso da Caixa, a instituição também mantém caixas eletrônicos, Banco24Horas, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui como alternativas para diferentes operações.

O pagamento de benefícios sociais também continua seguindo o calendário. Beneficiários podem movimentar os recursos pelo Caixa Tem e recorrer aos canais alternativos para realizar saques e pagamentos.

Em contrapartida, procedimentos que dependem da análise de funcionários ou exigem comparecimento presencial podem sofrer atrasos enquanto durar a greve.

Quando termina a greve nacional nos bancos?

O encerramento da principal paralisação ainda depende das decisões tomadas pelos funcionários da Caixa nas assembleias.

Se os trabalhadores aprovarem a nova proposta e votarem pelo fim do movimento, a tendência é de retomada do atendimento nas unidades que aderiram à greve.

Caso as bases rejeitem novamente o acordo, a paralisação poderá continuar e manter agências fechadas ou funcionando parcialmente.

O Banco da Amazônia também segue com mobilizações enquanto empregados e instituição tentam chegar a um entendimento.

Já o Banco do Brasil encerrou a maior parte de suas paralisações depois que as bases sindicais aprovaram o novo acordo.

Assim, mesmo com o fim da greve em parte do sistema bancário, clientes ainda podem encontrar agências fechadas e atendimento presencial afetado enquanto as mobilizações restantes continuarem.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos do Brasil e temas de interesse público nacional.

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