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Greve nacional nos bancos vai fechar agências bancárias em todo o Brasil a partir desta quinta-feira

Bancos entram em greve a partir desta quinta-feira e agências serão fechadas em todo o Brasil.
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Greve nos bancos
Bancos entram em greve a partir desta quinta-feira e agências serão fechadas em todo o Brasil. Crédito: Divulgação
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Clientes de bancos de diferentes regiões do Brasil podem encontrar agências fechadas ou com atendimento reduzido nos próximos dias. Uma mobilização nacional dos bancários entrou em uma fase decisiva e já levou trabalhadores a cruzarem os braços em alguns estados.

A maior onda de paralisações, entretanto, está marcada para esta quinta-feira, 10 de setembro. Funcionários da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil e de outros bancos públicos aprovaram greves por tempo indeterminado em dezenas de bases sindicais.

Somente na Caixa, 93 bases sindicais decidiram entrar em greve a partir do dia 10. Outras 35 rejeitaram a proposta apresentada pelo banco, mas preferiram continuar negociando antes de interromper o trabalho.

No Banco do Brasil, 27 sindicatos aprovaram greve por tempo indeterminado. Outros 60 rejeitaram a proposta do banco, porém optaram inicialmente pela reabertura das negociações. Apenas 39 aprovaram o acordo apresentado.

Portanto, o impacto não será igual em todas as cidades. A paralisação depende da decisão de cada base sindical e também da adesão dos trabalhadores de cada agência.

Greve nos bancos já começou em alguns estados

Enquanto grande parte do país se prepara para a mobilização de quinta-feira, algumas regiões já começaram a enfrentar a greve, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.

No Pará, a greve chegou ao quinto dia nesta terça-feira (8). Bancários do Banco do Brasil, Caixa e Banco da Amazônia continuaram mobilizados. O sindicato informou anteriormente que a paralisação chegou a fechar cerca de 70% das agências e postos de atendimento no início do movimento.

Uma mudança ocorreu, porém, nos bancos privados paraenses. Os funcionários dessas instituições realizaram uma nova assembleia nesta terça e aprovaram a proposta da Convenção Coletiva apresentada pela Fenaban, com 63,4% dos votos. Dessa forma, a greve no Pará passa a ficar concentrada principalmente nos bancos públicos que mantêm o impasse.

O Rio Grande do Norte também entrou oficialmente em greve nesta terça-feira (8). A paralisação ocorre por tempo indeterminado depois que os bancários rejeitaram a proposta apresentada durante a campanha salarial.

No Maranhão, o sindicato também manteve a paralisação marcada para esta terça-feira. A entidade havia comunicado que bancários de instituições públicas e privadas entrariam em greve por tempo indeterminado a partir de 8 de setembro.

Já em Goiás, empregados da Caixa aprovaram o início da greve para esta terça-feira após rejeitarem a proposta apresentada pela instituição.

Caixa terá greve em dezenas de regiões do Brasil

A partir de quinta-feira, a Caixa Econômica Federal deve se transformar no principal foco da mobilização nacional.

São 93 bases sindicais com greve aprovada por tempo indeterminado a partir de 10 de setembro. A decisão alcança capitais e municípios de diferentes regiões brasileiras.

Em São Paulo e Osasco, por exemplo, o sindicato publicou nesta terça-feira o comunicado oficial da paralisação. A decisão alcança funcionários da Caixa na capital e em municípios como Barueri, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Taboão da Serra e outras cidades da base sindical.

Também há comunicados de greve publicados em outras regiões paulistas, como Araraquara e Presidente Prudente.

Espírito Santo mantém greve na Caixa, BB e BNB

No Espírito Santo, os funcionários da Caixa, Banco do Brasil e Banco do Nordeste rejeitaram as propostas apresentadas e aprovaram greve por tempo indeterminado a partir de quinta-feira (10).

Inicialmente, o Banestes também estava nessa lista. Porém, surgiu uma mudança importante.

O Sindicato dos Bancários do Espírito Santo convocou os funcionários do banco estadual para uma nova votação nesta quarta-feira (9) e passou a orientar pela suspensão da greve do Banestes, diante da aprovação nacional da Convenção Coletiva da Fenaban. Portanto, o Banestes não deve mais ser tratado como paralisação definitiva antes do resultado dessa nova assembleia.

Nos bancos privados e no Bandes, a proposta já havia sido aprovada. Assim, a paralisação capixaba permanece concentrada principalmente nos bancos públicos que rejeitaram seus acordos.

Bahia terá paralisações no BB e na Caixa

A Bahia também possui bases sindicais com paralisações marcadas para quinta-feira.

No Extremo Sul do estado, por exemplo, o sindicato publicou comunicado confirmando greve por tempo indeterminado dos funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil a partir de 10 de setembro.

Outras bases baianas também aprovaram movimentos envolvendo bancos públicos durante as assembleias da campanha salarial.

Ceará confirma greve na Caixa e Banco do Brasil

No Ceará, a decisão permanece mantida.

Os funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil rejeitaram as propostas das duas instituições e aprovaram greve por tempo indeterminado a partir da zero hora de quinta-feira.

No BB, 79,47% dos participantes rejeitaram a proposta. Já na Caixa, a rejeição alcançou 95,67%.

Por outro lado, funcionários dos bancos privados e do Banco do Nordeste aprovaram seus respectivos acordos nessa base sindical.

Paraíba terá greve no BB e Caixa

Na Paraíba, funcionários da Caixa e do Banco do Brasil também decidiram cruzar os braços.

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O Sindicato dos Bancários da Paraíba confirmou paralisação por tempo indeterminado a partir da zero hora de 10 de setembro em sua base territorial.

Campina Grande e região também têm comunicado específico confirmando greve nas duas instituições.

Portanto, o impacto poderá alcançar diferentes municípios paraibanos.

Alagoas confirma paralisação na Caixa

Em Alagoas, a paralisação confirmada nesta etapa está concentrada na Caixa Econômica Federal.

Os funcionários aprovaram greve por tempo indeterminado a partir de quinta-feira, 10 de setembro. O Sindicato dos Bancários de Alagoas já publicou o comunicado destinado aos clientes e à população.

No Banco do Brasil, os trabalhadores rejeitaram a proposta anterior, mas optaram por buscar novas negociações antes de aderir à greve.

Pernambuco terá greve da Caixa

Pernambuco apresenta cenário semelhante.

A proposta da Caixa recebeu rejeição de 95,48% dos funcionários que participaram da assembleia. Além disso, 75,88% escolheram a greve por tempo indeterminado a partir do dia 10.

Já os empregados do Banco do Brasil rejeitaram o acordo, mas decidiram solicitar a retomada das negociações.

Bancos privados e Banco do Nordeste aprovaram as propostas e, portanto, ficaram fora dessa paralisação.

Piauí confirma greve no BB e na Caixa

No Piauí, a situação também permanece definida.

O sindicato confirmou nesta terça-feira que empregados da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil entrarão em greve por tempo indeterminado na quinta-feira.

Entre as reivindicações citadas pela categoria estão reajuste salarial, realização de concurso público, redução da pressão por metas, plano de saúde e melhores condições de trabalho.

Tocantins terá greve em dois grandes bancos

Funcionários da Caixa e do Banco do Brasil no Tocantins também aprovaram paralisação por tempo indeterminado.

A greve está marcada para 10 de setembro. Na Caixa, 94,20% rejeitaram a proposta. No BB, a rejeição chegou a 68,14%.

O sindicato informou que materiais de mobilização já foram preparados para mais de uma centena de agências.

Minas Gerais terá agências atingidas

Em Minas Gerais, diferentes bases também aprovaram greve.

Em Belo Horizonte e região, funcionários da Caixa e do Banco do Brasil decidiram parar a partir de quinta-feira. O sindicato publicou inclusive os avisos formais de greve para as duas instituições.

Outras regiões mineiras também aderiram parcialmente. Em Patos de Minas e região, por exemplo, os funcionários da Caixa aprovaram a greve, enquanto os empregados do BB preferiram continuar negociando.

Por isso, o cenário pode variar de uma cidade mineira para outra.

Rio de Janeiro confirma greve da Caixa

No Rio de Janeiro, funcionários da Caixa rejeitaram a proposta do banco por 96,49%.

Depois disso, 79,69% aprovaram greve por tempo indeterminado a partir de quinta-feira.

Além da capital, outras bases também publicaram avisos. Em Petrópolis e São José do Vale do Rio Preto, por exemplo, a greve da Caixa também começa no dia 10.

No Banco do Brasil, entretanto, a base da capital rejeitou o acordo, mas decidiu continuar negociando em vez de entrar imediatamente em greve.

Distrito Federal terá paralisação na Caixa

No Distrito Federal, os empregados da Caixa também aprovaram greve.

O Sindicato dos Bancários de Brasília comunicou oficialmente que a paralisação começa em 10 de setembro e seguirá por prazo indeterminado.

Já no Banco do Brasil, a maior parte dos trabalhadores dessa base preferiu buscar uma nova rodada de negociações.

Paraná terá greve em várias regiões

No Paraná, diferentes sindicatos ligados à federação estadual aprovaram a paralisação da Caixa.

Um comunicado oficial informa que funcionários da instituição cruzarão os braços a partir da zero hora de quinta-feira, por prazo indeterminado. A decisão alcança bases de diferentes regiões do estado.

Cascavel, Paranaguá e municípios próximos estão entre os locais que já divulgaram avisos públicos sobre possíveis interrupções nas atividades bancárias.

No Banco do Brasil, porém, a situação varia conforme a base sindical.

Mato Grosso do Sul terá greve na Caixa

Em Mato Grosso do Sul, funcionários da Caixa também seguem com a paralisação marcada.

Em Campo Grande e outros 27 municípios da região, o movimento começa nesta quinta-feira. A greve foi confirmada novamente nesta terça-feira.

Dourados e região também publicaram comunicado de paralisação por tempo indeterminado a partir de 10 de setembro.

Rondônia confirma greve

Rondônia entrou definitivamente no mapa das paralisações.

Nesta terça-feira, o sindicato estadual publicou aviso formal comunicando que empregados da Caixa entrarão em greve por tempo indeterminado a partir de 10 de setembro.

Portanto, o estado também poderá registrar fechamento ou redução do atendimento presencial nas unidades atingidas.

Santa Catarina terá paralisações

Em Santa Catarina, a situação varia conforme a região.

Em Joinville e municípios próximos, os funcionários da Caixa mantiveram a greve marcada para quinta-feira. A base engloba Joinville, Araquari, Barra Velha, Garuva, Itapoá, São Francisco do Sul e Balneário Barra do Sul.

Já os empregados do Banco do Brasil dessa base haviam aprovado o acordo e ficaram fora da paralisação.

Rio Grande do Sul também possui bases em greve

Embora não exista uma decisão única para todo o Rio Grande do Sul, algumas bases aprovaram paralisação da Caixa.

Em Carazinho e região, por exemplo, o sindicato comunicou greve por tempo indeterminado a partir do dia 10.

No Banrisul, por outro lado, os trabalhadores optaram por tentar uma nova negociação. A federação solicitou ao banco a reabertura da mesa nesta quarta-feira (9), sem greve imediata nessa negociação específica.

São Paulo terá greve em grandes regiões

São Paulo deve concentrar uma das maiores mobilizações da Caixa.

Além da capital e Osasco, há paralisações confirmadas em bases como Araraquara, Presidente Prudente e outras regiões do estado.

Somente a base de São Paulo, Osasco e região representa municípios como Barueri, Cotia, Carapicuíba, Itapevi, Taboão da Serra, Embu das Artes e Santana de Parnaíba.

Assim, centenas de unidades podem ser alcançadas pelo movimento dependendo da adesão dos trabalhadores.

Bancos privados ficam fora da maior parte da greve

Apesar da dimensão da mobilização, os grandes bancos privados não formam atualmente o principal núcleo da greve nacional.

A proposta da Convenção Coletiva negociada com a Fenaban recebeu aprovação em quase todas as assembleias do país.

Entre os sindicatos das capitais, apenas Boa Vista, em Roraima, rejeitou inicialmente a proposta. Também houve rejeição em algumas bases menores.

A assinatura da nova Convenção Coletiva está prevista para esta quarta-feira, 9 de setembro.

Por isso, o movimento desta quinta-feira ficará concentrado principalmente na Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e, dependendo da região, outros bancos públicos.

Caixa chama trabalhadores para nova negociação antes da greve

Apesar de a greve estar aprovada, ainda existe possibilidade de mudança antes de quinta-feira.

A Caixa enviou nesta terça-feira (8) um ofício à Contraf-CUT e convocou representantes dos funcionários para uma nova rodada de negociação nesta quarta-feira (9), em São Paulo.

Até que uma nova proposta seja apresentada e eventualmente aprovada pelos trabalhadores, porém, a greve do dia 10 permanece marcada.

Sindicatos continuam organizando piquetes, plenárias e orientações aos funcionários para o início do movimento.

Banco do Brasil também reabre negociação

O Banco do Brasil seguiu caminho semelhante.

Após 60 sindicatos rejeitarem a proposta e pedirem continuidade das conversas, a instituição aceitou reabrir a negociação nesta terça-feira.

Isso cria dois cenários.

Nas bases que decidiram apenas negociar novamente, não existe greve automática no dia 10. Já nas 27 bases que efetivamente aprovaram paralisação, a greve continua marcada enquanto não houver nova deliberação dos trabalhadores.

Portanto, eventuais avanços de última hora poderão reduzir o número de agências atingidas.

Greve vai fechar todas as agências bancárias?

Mesmo em estados e cidades onde a greve está aprovada, isso não significa que 100% das agências ficarão fechadas.

A participação depende da adesão dos funcionários de cada unidade. Dessa forma, algumas agências poderão permanecer completamente fechadas, enquanto outras funcionarão parcialmente.

Além disso, uma mesma cidade pode ter uma agência da Caixa em greve e uma unidade de banco privado funcionando normalmente.

Por isso, clientes que precisam de atendimento presencial devem verificar a situação da agência antes de sair de casa.

Pix e aplicativos continuam funcionando durante a greve

A paralisação dos funcionários não significa interrupção completa do sistema bancário.

Serviços digitais, como Pix, aplicativos, internet banking e cartões, tendem a continuar funcionando normalmente.

Caixas eletrônicos também podem permanecer disponíveis. Entretanto, serviços que exigem atendimento de funcionários poderão sofrer atrasos ou interrupções.

O maior impacto deve ocorrer justamente no atendimento presencial das agências atingidas pelo movimento.

Por que os bancários estão em greve?

A mobilização faz parte da Campanha Nacional dos Bancários 2026.

A Convenção Coletiva negociada com a Fenaban prevê reposição da inflação medida pelo INPC e ganho real de 0,6% em 2026. A mesma fórmula será aplicada em 2027. A proposta também alcança pisos, benefícios, vales e Participação nos Lucros e Resultados.

Nos bancos públicos, contudo, existem reivindicações específicas.

Na Caixa, um dos principais pontos de conflito envolve o Saúde Caixa, além de carreira, condições de trabalho e direitos dos empregados.

No Banco do Brasil, as discussões incluem temas relacionados à Cassi, carreira, remuneração, quadro de funcionários e outras cláusulas específicas.

Quando começa a greve dos bancos?

Parte da greve já começou.

Nesta terça-feira, 8 de setembro, há movimentos em andamento em estados como Pará, Rio Grande do Norte e Maranhão, além da paralisação anteriormente aprovada pelos empregados da Caixa em Goiás.

Entretanto, a principal data agora é quinta-feira, 10 de setembro.

Nesse dia, funcionários de dezenas de bases da Caixa e de diferentes bases do Banco do Brasil começam uma greve por prazo indeterminado.

Antes disso, a quarta-feira (9) será decisiva. A Caixa fará uma nova negociação com representantes dos trabalhadores, enquanto outras instituições e bases sindicais também avaliam propostas e encaminhamentos.

Assim, a greve permanece confirmada neste momento, mas um acordo de última hora ainda poderá suspender paralisações antes da manhã de quinta-feira.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos do Brasil e temas de interesse público nacional.

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