Um funcionário da rede de lanchonetes Shake Shack avisou que não iria trabalhar. Poucas horas depois, no entanto, ele voltou ao mesmo endereço armado e mascarado para assaltar a própria loja onde trabalhava. Dois dias mais tarde, ele apareceu para cumprir o turno seguinte, de uniforme. A polícia o prendeu ali mesmo, no estacionamento. O caso aconteceu em 3 de agosto, em Phoenix, no Arizona, nos Estados Unidos. Desde então, ele responde na Justiça do condado de Maricopa. Nesta terça-feira (25), volta ao tribunal.
A imprensa americana teve acesso aos documentos judiciais do caso. Segundo esses registros, Keondre Simmons, de 33 anos, avisou por volta da meia-noite que não trabalharia naquele dia. Já pela manhã, porém, ele reapareceu na unidade do shopping Kierland Commons. Em vez de entrar pela porta da frente, tocou a campainha da área de entregas, nos fundos. Eram cerca de 7h30.
Como foi o assalto à própria loja
Quem atendeu abriu a porta achando que era a entrega programada do dia. Do outro lado, no entanto, estava um homem mascarado, com uma pistola semiautomática. A polícia diz que ele obrigou o funcionário a entrar na câmara fria. Em seguida, exigiu que o responsável pelo turno abrisse o cofre. Cerca de US$ 2,8 mil saíram dali.
O assaltante trancou os dois na câmara fria. Esse tipo de equipamento, porém, tem uma trava que abre por dentro. Por isso, as vítimas conseguiram sair. Ele voltou, ainda armado, levou as duas até o escritório e mandou que se ajoelhassem. Depois disso, jogou na pia os celulares delas e o telefone fixo da loja. Mesmo assim, ninguém se feriu.
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O detalhe que entregou o funcionário
A história do assalto à própria loja começou a desmoronar na hora dos depoimentos. Os colegas contaram à polícia que o porte físico, a linha do cabelo e a voz batiam com os de Simmons. Até os trejeitos, segundo eles, eram os mesmos. Havia ainda um detalhe difícil de explicar. O homem sabia onde ficava cada coisa, inclusive como operar a trava da câmara fria por dentro.
Seguranças do shopping também ajudaram. Eles viram um homem mascarado indo e voltando da lanchonete antes e depois do crime. Além disso, chegaram a ver seu rosto quando ele abaixou a máscara em um banheiro público.
Preso de uniforme, no próprio turno
Os investigadores passaram a monitorar Simmons. No dia 5 de agosto, dois dias depois do assalto, eles o viram sair de casa e dirigir até a lanchonete. Ele vestia o uniforme da rede. Assim, a prisão aconteceu no estacionamento do próprio local de trabalho. Em seguida, ele contou que se desfez das roupas do crime e que deixou a arma em casa.
Simmons responde por roubo à mão armada, agressão qualificada e sequestro. Um juiz fixou fiança de US$ 100 mil e, caso ele consiga pagar, determinou monitoramento eletrônico. À polícia, o acusado disse que passava por um momento difícil e que tem filhos. Na primeira audiência, aliás, apareceu novamente de uniforme.
Enquanto isso, a rede Shake Shack afirmou que trata o caso com seriedade e confirmou a demissão. Por fim, a nova audiência acontece nesta terça-feira (25), no condado de Maricopa.
