A BYD confirmou o lançamento do Dolphin G no Brasil para o início de 2027. O modelo é um hatch híbrido plug-in que promete rodar mais de 1.000 km com os dois motores e, por isso, vai disputar de frente com Volkswagen Polo, Chevrolet Onix e Hyundai HB20, os compactos mais vendidos do país. O anúncio foi feito por Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da marca no Brasil, durante evento na fábrica de Camaçari, na Bahia.
Um híbrido flex, não um elétrico
Apesar do nome, o Dolphin G não é uma versão híbrida do Dolphin elétrico que a BYD já vende no país. Na verdade, é um projeto totalmente novo, desenvolvido para o mercado europeu, com carroceria e proposta próprias. Além disso, ao contrário dos outros modelos da marca por aqui, ele não é 100% elétrico.
No Brasil, por sua vez, o carro chega com motorização híbrida flex, que aceita etanol. Assim, será o segundo modelo da BYD com essa tecnologia, depois do SUV Atto 2. O conjunto plug-in DM-i une um motor 1.5 a combustão de 95 cv a uma máquina elétrica no eixo dianteiro. Ao todo, são 175 cv na versão de entrada e 212 cv nas demais.
Autonomia que passa de 1.000 km
O grande atrativo do Dolphin G é a autonomia. Na configuração mais barata, por exemplo, a bateria de 7,4 kWh rende cerca de 40 km só no modo elétrico. Já nas versões superiores, com 18 kWh, o alcance elétrico sobe para algo entre 90 e 105 km. Somando os dois motores, no entanto, a BYD afirma que o carro supera os 1.000 km sem parar para reabastecer ou recarregar.
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Em tamanho, o hatch tem 4,16 metros de comprimento e porta-malas de 425 litros, que chega a 1.225 litros com os bancos rebatidos.
Feito em Camaçari e de olho nos populares
A estratégia da BYD é clara. Em vez de disputar só com outros eletrificados, o Dolphin G vai atacar o segmento de maior volume do Brasil, o dos hatches compactos. Inicialmente, as primeiras unidades devem chegar importadas da China. Depois, a produção nacional está prevista para a fábrica de Camaçari.
O preço oficial, por enquanto, ainda não foi divulgado. Na Europa, o modelo custa entre 25 mil e 30 mil euros, o equivalente a algo entre R$ 150 mil e R$ 180 mil em conversão direta. No Brasil, porém, a expectativa do mercado é que seu preço se posicione em torno de R$ 130.000, tornando-o uma das opções eletrificadas mais acessíveis da BYD no país.
