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Brasileiros podem parar de pagar pedágio nas rodovias federais; entenda as regras da nova lei

Os brasileiros podem parar de pagar pedágio nas rodovias federais.
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Pedágio Rodovias federais
Os brasileiros podem parar de pagar pedágio nas rodovias federais. Crédito: Divulgação
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Motoristas que precisam atravessar pedágios com frequência podem ganhar um importante alívio no orçamento. Uma proposta apresentada na Câmara dos Deputados cria benefícios para moradores que fazem deslocamentos locais em rodovias federais concedidas.

A mudança poderá alcançar pessoas que utilizam a estrada diariamente para trabalhar, estudar, procurar atendimento médico ou acessar serviços essenciais. Dependendo da regulamentação, o motorista poderá receber isenção completa, passagens gratuitas ou descontos progressivos.

No entanto, o benefício não será liberado automaticamente para qualquer usuário. A proposta estabelece critérios relacionados ao local de residência, ao tipo de veículo e à frequência das viagens.

O texto em discussão é o Projeto de Lei 2.689/2026. A medida alcança usuários que moram em municípios próximos de rodovias federais concedidas ou diretamente afetados por uma praça de pedágio.

Brasileiros podem ganhar isenção ou desconto no pedágio

A proposta considera como deslocamento local a viagem realizada habitualmente por moradores das cidades localizadas na área de influência da rodovia ou da praça de cobrança, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.

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Dessa forma, o benefício poderá alcançar quem atravessa o pedágio para trabalhar, estudar, procurar atendimento de saúde, acessar serviços essenciais ou cumprir compromissos familiares.

A intenção é reduzir os gastos enfrentados por moradores que não utilizam a rodovia para viagens longas. Muitos atravessam a praça apenas para chegar a bairros, cidades vizinhas, escolas, empresas, hospitais ou estabelecimentos comerciais.

Em alguns casos, o pagamento diário representa uma despesa elevada no fim do mês. Por isso, o projeto busca criar um tratamento específico para quem vive no entorno dos trechos concedidos.

Quais motoristas poderão receber o benefício?

O projeto estabelece algumas condições para que o usuário tenha acesso à isenção ou ao desconto. Primeiramente, será necessário comprovar residência em um município situado na área diretamente afetada pela praça de pedágio.

Além disso, o benefício ficará restrito a veículos de passeio, motocicletas e utilitários leves de uso particular. Portanto, a proposta não concede gratuidade automática a todos os veículos comerciais ou de transporte de cargas.

O motorista também deverá demonstrar que realiza deslocamentos locais com frequência. Por fim, precisará fazer um cadastro antecipado junto à concessionária da rodovia ou ao órgão regulador responsável.

Esse registro permitirá identificar os veículos autorizados e impedir que motoristas de outras regiões utilizem o benefício de forma irregular.

Pedágio poderá ter três tipos de benefício

A proposta não estabelece apenas um modelo de redução. O poder público poderá adotar diferentes alternativas, conforme as características da concessão e da região atendida.

Uma das possibilidades é a isenção integral. Nesse caso, o motorista cadastrado poderá atravessar o trecho sem pagar a tarifa.

Outra alternativa será a criação de uma franquia mensal. O usuário terá determinada quantidade de passagens de graça e começará a pagar somente depois de ultrapassar o limite definido.

O projeto também permite descontos progressivos. Assim, o valor da passagem poderá diminuir conforme o motorista utilizar a rodovia durante o mês.

Esse modelo poderá beneficiar principalmente trabalhadores, estudantes e moradores que precisam atravessar o mesmo ponto várias vezes por semana.

Isenção do pedágio ainda não está valendo

Apesar da possibilidade de gratuidade, os motoristas ainda não podem exigir o benefício. O texto continua tramitando na Câmara dos Deputados e precisa passar pelas etapas previstas no processo legislativo.

O PL 2.689/2026 ainda será analisado pelas comissões responsáveis. Os parlamentares poderão aprovar o texto original, alterar as regras ou rejeitar a proposta.

Depois disso, o projeto ainda precisará avançar no Congresso Nacional. Somente após a aprovação da Câmara e do Senado, além da sanção presidencial, as novas regras poderão entrar em vigor.

Portanto, nenhum motorista está autorizado a atravessar uma praça sem pagar neste momento. Até que uma nova lei seja aprovada e regulamentada, continuam valendo as condições previstas nos contratos das concessionárias.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos da cidade da Serra e temas de interesse público estadual.

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