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Bicicletas elétricas serão proibidas para menores de idade após nova lei; veja as regras de circulação

Menores de idade serão proibidos de usar bicicletas elétricas em cidades brasileiras.
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Bicicletas elétricas menores de idade
Menores de idade serão proibidos de usar bicicletas elétricas em cidades brasileiras. Crédito: Divulgação
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Menores de idade podem ser proibidos de conduzir bicicletas elétricas em cidades brasileiras após novas regras em discussão. A mudança mira principalmente adolescentes que usam o veículo para ir à escola, ao curso, ao trabalho ou circular pelos bairros.

O assunto ganhou força com o aumento da presença das bikes elétricas nas ruas, ciclovias e avenidas. O veículo virou alternativa para deslocamentos curtos, principalmente por ser mais barato, prático e fácil de usar.

No entanto, o crescimento do uso também acendeu um alerta. Autoridades passaram a discutir regras mais claras para reduzir acidentes, organizar a circulação e melhorar a convivência entre ciclistas, pedestres, motoristas e motociclistas.

As propostas em debate tratam de idade mínima, limite de velocidade, equipamentos de segurança e comportamentos proibidos durante a condução. Na prática, as mudanças podem alterar a rotina de famílias que adotaram a bicicleta elétrica como meio de transporte no dia a dia.

Menores de idade podem ser proibidos de usar bicicletas elétricas

A idade mínima é um dos pontos centrais das propostas. Na Câmara dos Deputados, um projeto nacional permite que adolescentes conduzam bicicletas elétricas e motorizadas a partir dos 15 anos, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.

Já na Serra, no Espírito Santo, a regra pode ser mais rígida. Um projeto apresentado na Câmara Municipal quer permitir o uso de bicicletas elétricas apenas para pessoas com 16 anos ou mais.

Caso avance, a proposta municipal pode barrar o uso por menores de 16 anos. Com isso, adolescentes mais novos deixariam de poder circular com esse tipo de veículo dentro das regras locais.

A mudança pode impactar estudantes, jovens aprendizes e adolescentes que usam a bike elétrica para trajetos curtos. Além disso, famílias que compraram o veículo como alternativa de transporte também podem sentir os efeitos da nova regulamentação.

Nova lei pode limitar bicicletas elétricas para menores de idade

Na Serra, o vereador Renato Ribeiro apresentou o Programa Bike Segura. A proposta busca organizar o uso das bicicletas elétricas no município e criar normas específicas para esse tipo de circulação.

O texto prevê idade mínima de 16 anos, uso de equipamentos de proteção, limites de velocidade e ações educativas. A ideia é orientar usuários, estudantes e famílias sobre o uso correto e seguro das bikes elétricas.

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Além disso, o projeto tenta reduzir riscos em locais de grande movimentação. Entre eles estão avenidas, ciclovias, áreas próximas a escolas, praças, calçadões e vias compartilhadas.

No entanto, a proposta ainda não está valendo. Antes de entrar em vigor, o texto precisa passar pelas etapas de discussão e votação na Câmara Municipal.

Regras para menores de idade incluem idade mínima e segurança

As novas regras também podem criar exigências de segurança para quem usa bicicleta elétrica. Entre os itens previstos estão capacete, campainha, iluminação dianteira e traseira e sinalização refletiva.

Esses equipamentos ajudam a aumentar a visibilidade do condutor no trânsito. Isso vale principalmente à noite, em dias de chuva ou em locais com pouca iluminação.

Além disso, o capacete pode reduzir riscos em caso de queda ou colisão. Por isso, a exigência aparece como uma das principais medidas para aumentar a segurança dos usuários.

As propostas também reforçam a necessidade de educação no trânsito. A ideia é que adolescentes e famílias entendam que a bicicleta elétrica exige atenção, responsabilidade e respeito às regras de circulação.

Bicicletas elétricas podem ter limite de velocidade

Outro ponto importante é a criação de limites de velocidade. A proposta em discussão na Serra prevê regras diferentes conforme o local de circulação.

Em áreas com grande presença de pedestres, as bicicletas elétricas poderiam circular a até 6 km/h. Já em vias sem ciclovia, o limite seria de até 25 km/h. Em trechos autorizados, a velocidade poderia chegar a 32 km/h.

No projeto nacional, a lógica é parecida. O texto prevê velocidade máxima de 6 km/h em áreas de pedestres, 25 km/h em ciclovias e ciclofaixas e 32 km/h em vias urbanas autorizadas.

Com isso, as regras tentam evitar conflitos entre bikes elétricas, pedestres, carros, motos e bicicletas comuns. A medida também busca reduzir acidentes em espaços compartilhados.

Celular e fone de ouvido podem ser proibidos nas bicicletas elétricas

As propostas também miram comportamentos considerados perigosos durante a condução. Caso os textos avancem, os usuários não poderão pilotar usando celular sem sistema hands-free.

Além disso, o uso de fones de ouvido que dificultem ouvir o trânsito também pode ser proibido. O transporte de cargas que prejudiquem o equilíbrio da bicicleta também entra na lista de restrições.

A intenção é reduzir distrações. Afinal, qualquer desatenção pode aumentar o risco de colisão, queda ou atropelamento.

Por isso, as novas regras tentam deixar mais claro o que pode e o que não pode durante o uso das bicicletas elétricas.

Bicicletas elétricas para menores de idade preocupam autoridades

O crescimento do uso das bicicletas elétricas preocupa autoridades por causa dos acidentes. No Espírito Santo, os registros envolvendo esse tipo de veículo aumentaram em 2026.

Somente neste ano, o estado contabilizou 134 acidentes com bicicletas elétricas. Desse total, 62 ocorreram na Serra, conforme levantamento apurado pelo Portal Tempo Novo.

Os números consideram apenas ocorrências registradas oficialmente ou casos com acionamento de socorro. Portanto, a quantidade real pode ser maior, já que muitos acidentes menores não entram nas estatísticas.

Entre os casos registrados em 2026, uma mulher de 57 anos morreu após ser atingida por um ônibus enquanto trafegava em uma faixa exclusiva. Ao todo, o Espírito Santo já registrou sete mortes relacionadas a bicicletas elétricas neste ano.

Prefeitura da Serra acompanha crescimento do uso

Em nota enviada anteriormente ao Portal Tempo Novo, a Prefeitura da Serra informou que acompanha o aumento da circulação de bicicletas elétricas e ciclomotores no município.

A administração municipal afirmou que esse crescimento reforça a necessidade de organizar a mobilidade urbana e ampliar a segurança no trânsito.

A prefeitura também destacou que o governo federal define as regras gerais para esse tipo de veículo. Porém, os municípios podem regulamentar pontos locais de circulação.

Dessa forma, cidades podem criar normas específicas para ordenar o uso das bicicletas elétricas em determinadas áreas.

Escolas podem receber campanhas sobre bicicletas elétricas

O projeto apresentado na Serra também prevê campanhas educativas em escolas públicas e privadas. As ações devem abordar segurança no trânsito, uso correto das bicicletas elétricas e cuidados durante a circulação.

A proposta ainda cria o Selo Escola Cidadã. A certificação seria voltada para instituições que promovam atividades de educação no trânsito e segurança dos estudantes.

Além disso, o texto permite parcerias com empresas, entidades e instituições ligadas ao setor. Com isso, o município poderia ampliar ações de orientação, prevenção e fiscalização.

A presença das escolas na discussão é considerada importante porque muitos usuários das bikes elétricas são adolescentes. Portanto, a orientação dentro do ambiente escolar pode ajudar a evitar acidentes e comportamentos de risco.

Novas regras podem avançar nos próximos meses

Com o avanço das discussões no Congresso Nacional e nas câmaras municipais, o uso das bicicletas elétricas pode ganhar regras mais claras nos próximos meses.

As mudanças devem atingir principalmente menores de idade e famílias que utilizam esse tipo de transporte no dia a dia. Além disso, a regulamentação pode alterar a circulação em ciclovias, vias urbanas, áreas escolares e locais com grande presença de pedestres.

A intenção dos projetos é organizar o uso das bikes elétricas antes que o aumento da frota gere ainda mais conflitos no trânsito. Por isso, a tendência é que o tema continue em debate nos próximos meses.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos da cidade da Serra e temas de interesse público estadual.

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