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Após acordo, greve é cancelada e postos de gasolina terão abastecimento normal

A greve dos motoristas de caminhão-tanque iria deixar postos de combustíveis sem gasolina.
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Greve gasolina postos de combustíveis
A greve dos motoristas de caminhão-tanque iria deixar postos de combustíveis sem gasolina. Crédito: Divulgação
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O transporte de gasolina, diesel e etanol continuará funcionando normalmente no Espírito Santo. Os motoristas de caminhão-tanque decidiram cancelar a greve que começaria nesta segunda-feira (13) após aceitarem uma nova proposta apresentada pelas empresas.

O acordo ocorreu neste domingo (12), durante uma assembleia entre trabalhadores, representantes do Sindirodoviários-ES e o setor patronal. Com isso, a categoria suspendeu oficialmente a paralisação e afastou, ao menos neste momento, o risco de desabastecimento nos postos capixabas.

Ao Portal Tempo Novo, o presidente do sindicato, Marcos Alexandre da Silva, conhecido como Marquinhos Jiló, confirmou que os profissionais aprovaram a segunda proposta feita pelas empresas.

O acordo garante reajuste de 6% nos salários. Além disso, os trabalhadores receberão aumento de 10% no valor do ticket alimentação.

Acordo afasta risco de falta de gasolina nos postos

A possibilidade de greve havia provocado preocupação entre motoristas e proprietários de postos em várias cidades do Espírito Santo. Isso porque os caminhoneiros envolvidos na negociação transportam os combustíveis das bases de distribuição até os estabelecimentos.

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Caso os trabalhadores interrompessem as atividades, os postos continuariam atendendo enquanto tivessem produtos nos reservatórios. No entanto, sem a chegada de novas cargas, os estoques poderiam acabar gradualmente.

Por esse motivo, antes do acordo, o presidente do Sindirodoviários-ES chegou a orientar os consumidores a anteciparem o abastecimento.

“Abasteça seu carro. Você pode ficar sem combustível”, afirmou Marquinhos Jiló durante o período de impasse.

Entretanto, com a aprovação da nova proposta, o sindicato retirou o indicativo de greve. Assim, os caminhões continuarão transportando gasolina, etanol e diesel normalmente pelo estado.

Greve começaria após cinco rodadas de negociação

O sindicato anunciou a mobilização depois de cinco rodadas de conversas sem acordo. Segundo a entidade, as primeiras propostas apresentadas pelas empresas não atendiam às reivindicações salariais da categoria.

Além do reajuste nos vencimentos, os profissionais cobravam melhorias nos benefícios e nas condições de trabalho.

Os motoristas-tanque atuam no transporte de cargas consideradas perigosas. Entre elas estão combustíveis, produtos químicos, materiais inflamáveis, substâncias corrosivas e derivados petroquímicos.

Por isso, uma paralisação poderia afetar não apenas os postos, mas também empresas e serviços que dependem desses produtos.

Falta de gasolina atingiria várias cidades

O edital de greve previa a manutenção de aproximadamente 30% da frota. Dessa forma, os trabalhadores garantiriam o atendimento de atividades consideradas essenciais durante o movimento.

Ainda assim, o sindicato alertava que a quantidade de caminhões em circulação poderia não ser suficiente para manter o abastecimento normal por muitos dias.

A mobilização alcançaria profissionais de Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica, Viana, Colatina, Fundão, João Neiva, Santa Teresa, Santa Maria de Jetibá, Afonso Cláudio, Baixo Guandu, Itarana, Itaguaçu, Ibiraçu e Aracruz.

Agora, com o acordo salarial aprovado, os motoristas permanecem em atividade e o fornecimento de combustíveis segue sem interrupções.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos da cidade da Serra e temas de interesse público estadual.

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