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Americanos mandam fechar fábrica gigante no Brasil e trabalhadores serão demitidos

A empresa dos Estados Unidos possui 58 mil funcionários e mandou fechar fábrica no Brasil.
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Americanos Fábrica
A empresa dos Estados Unidos possui 58 mil funcionários e mandou fechar fábrica no Brasil. Crédito: Divulgação
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Uma gigante industrial dos Estados Unidos determinou o encerramento de uma fábrica no Brasil. A decisão colocou cerca de 100 empregos em risco e provocou uma greve por tempo indeterminado entre os trabalhadores da unidade.

A companhia pretende retirar toda a produção do local. Parte dos funcionários poderá receber propostas de transferência. Entretanto, os profissionais que não conseguirem uma vaga em outra unidade poderão ser demitidos.

Além disso, a empresa ainda não informou quantos empregados pretende aproveitar. Por esse motivo, dezenas de famílias enfrentam incertezas sobre a continuidade da renda.

A decisão partiu da Parker Hannifin, multinacional americana especializada em tecnologias de movimento e controle. A empresa fechará sua fábrica de Jacareí, no interior de São Paulo.

Americanos confirmam fechamento de fábrica

A Parker Hannifin comunicou ao Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região que iniciou o processo de descontinuação da fábrica.

A unidade produz válvulas usadas principalmente por empresas dos setores agrícola e de máquinas. Aproximadamente 100 profissionais trabalham no endereço.

Segundo a companhia, o fechamento integra uma reorganização das operações brasileiras. A Parker também afirmou que manterá contratos, salários, benefícios e outros direitos durante o período de transição.

No entanto, a multinacional não revelou quando encerrará definitivamente a produção. Também não explicou publicamente para onde levará os produtos atualmente fabricados em Jacareí.

A decisão poderá resultar em transferências e demissões. Portanto, o impacto final dependerá do número de vagas que a empresa oferecerá aos funcionários em outras unidades, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.

Trabalhadores entram em greve contra demissões

Após receberem a notícia, os funcionários aprovaram uma greve por tempo indeterminado. O movimento começou na segunda-feira, 20 de julho, e continuava na quarta-feira, 22 de julho.

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Os trabalhadores tentam impedir o fechamento da fábrica. Caso a empresa mantenha a decisão, eles exigem que todos os empregados recebam propostas de transferência para outras operações da Parker no Brasil.

Uma das possibilidades envolve o deslocamento para uma unidade localizada em São José dos Campos. Porém, os funcionários cobram estabilidade de pelo menos um ano para quem aceitar a mudança.

Além disso, os metalúrgicos elegeram uma comissão com três representantes. O grupo acompanhará as negociações entre a empresa e o sindicato.

Proposta é rejeitada por trabalhadores

Durante as primeiras negociações, a Parker Hannifin ofereceu uma indenização adicional de R$ 2 mil aos trabalhadores que forem desligados.

Entretanto, o sindicato rejeitou a proposta. A entidade considerou o valor insuficiente diante da perda dos empregos e do impacto provocado pelo encerramento da fábrica.

Em contrapartida, os trabalhadores apresentaram uma lista de reivindicações. Para quem não receber transferência, a categoria cobra uma indenização equivalente a 20 salários nominais.

A pauta também inclui a manutenção dos benefícios por 18 meses. Além disso, os representantes pedem proteção específica para funcionários que possuem doenças ocupacionais ou sequelas provocadas por acidentes de trabalho.

Até o momento, a multinacional não aceitou essas condições. Assim, a greve continuará enquanto trabalhadores e empresa tentam chegar a um acordo.

Empresa americana diz que decisão já foi tomada

O sindicato também tentou discutir alternativas para manter a fábrica aberta. No entanto, representantes da Parker afirmaram que o encerramento da unidade já está decidido.

A companhia justificou a medida como parte de uma estratégia de otimização operacional. Na prática, o grupo pretende reorganizar a produção brasileira e retirar as atividades industriais de Jacareí.

A entidade sindical critica a falta de uma negociação antes do anúncio. Segundo os representantes dos empregados, a empresa comunicou o fechamento sem apresentar previamente outras possibilidades para preservar os postos de trabalho.

Por isso, os trabalhadores também procuram apoio da Prefeitura e da Câmara Municipal de Jacareí. A categoria quer ampliar o debate sobre as consequências econômicas e sociais provocadas pelo fim da operação.

Empresa dos americanos possui 58 mil funcionários pelo mundo

A decisão chama atenção pelo tamanho da companhia responsável pelo fechamento. A Parker Hannifin emprega aproximadamente 58 mil pessoas e mantém operações em 44 países.

A multinacional fabrica sistemas hidráulicos, pneumáticos, eletromecânicos, de filtragem e controle de movimento. Seus produtos atendem setores como agricultura, indústria, aviação, transporte e construção.

No ano fiscal de 2025, a companhia registrou US$ 19,9 bilhões em vendas. O lucro líquido chegou a aproximadamente US$ 3,5 bilhões, enquanto o fluxo de caixa operacional alcançou US$ 3,8 bilhões.

A Parker também recomprou US$ 1,6 bilhão em ações durante o período. Dessa forma, a companhia encerrou o ano fiscal com resultados considerados positivos pela própria administração.

Além disso, entre janeiro e março de 2026, a empresa registrou vendas globais próximas de US$ 5,5 bilhões. O lucro líquido ajustado ficou em torno de US$ 1 bilhão no trimestre.

Os números aumentaram a insatisfação dos empregados. Para o sindicato, os resultados financeiros demonstram que a empresa possui condições para manter os empregos e continuar operando em Jacareí.

Demissões ainda não têm número definido

Embora a fábrica reúna cerca de 100 profissionais, isso não significa que todos serão automaticamente demitidos.

A Parker poderá transferir parte da equipe para outras operações. Porém, a companhia ainda não informou quantas vagas oferecerá nem quais critérios usará para selecionar os empregados.

Uma transferência também poderá exigir mudança de cidade ou aumento no tempo de deslocamento. Portanto, cada trabalhador precisará analisar as condições apresentadas antes de aceitar uma eventual proposta.

Enquanto isso, o sindicato tenta garantir a transferência de toda a equipe. Para quem não permanecer na multinacional, a entidade cobra indenizações maiores e a extensão dos benefícios.

Assim, o fechamento da fábrica já foi confirmado pela companhia americana. No entanto, o número definitivo de demissões dependerá do resultado das negociações e das propostas de transferência que a Parker Hannifin apresentar aos aproximadamente 100 trabalhadores.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos da cidade da Serra e temas de interesse público estadual.

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