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quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Serra tem mais de 70 casos de dengue por dia

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Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br/
Morador da Serra, Gabriel Almeida é repórter do Tempo Novo há mais de quatro anos. Atualmente, o jornalista escreve para diversas editorias do portal.

Cidade lidera o número de casos confirmados de dengue na Grande Vitória. Foto: Divulgação

Entre as cidades da Grande Vitória, a Serra é a que mais registrou casos de dengue neste ano. O município atende, em média, 72 pessoas infectadas pela doença por dia e só em 2019 já foram mais de 12.390 casos confirmados. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde que diz está lutando para combater o mosquito Aedes aegypti, que é transmissor desta doença e também da zika e chikungunya.

Para se ter uma ideia, até junho do ano passado, tinha sido registrados 524 casos de dengue na cidade e este ano, no mesmo período, já foram 12.391. O aumento é assustador: quase 2.770%. Vale destacar que este ano, seis pessoas morreram pela doença no município. Zika e chikungunya não tiveram nenhuma morte registrada, sendo confirmados, respectivamente, 73 e 28 casos na cidade em 2019.

Em conversa com o TEMPO NOVO, o diretor do Centro de Vigilância Ambiental em Saúde, Gilberto Mário dos Santos, explicou que o aparecimento do sorotipo 2 da dengue, que não era visto há 10 anos, é uma das causas no aumento tão expressivo de casos e disse ainda que a cidade estava correndo risco de uma epidemia.

“As chuvas que tivemos e a chegada do tipo 2 da dengue são alguns dos motivos. Esse é o tipo mais grave da doença e o que causa mais complicações, mas não era visto no estado havia muito tempo. Com isso, muitas pessoas estão tendo contato com o vírus pela primeira vez. A Serra ainda está em alerta máximo. Essa fase de alerta antecede uma epidemia ou surto; então, estamos trabalhando para combater o avanço da doença.”, explicou o diretor em entrevista à reportagem no final de abril.

Mutirões e outras ações de combate ao mosquito

Enquanto isso, a Prefeitura da Serra diz estar intensificando o combate ao mosquito transmissor. Entre as atividades de combate ao Aedes aegypti estão a passagem dos carros fumacê, visita em domicílios e a ferros-velhos, floriculturas, borracharias e terrenos baldios, além de ações de educação. Também disse que foram ampliados os pontos de hidratação e coleta de exames e que há distribuição de repelentes para a população nas unidades básicas de saúde da cidade.

Desta terça-feira (25) a sexta-feira (28), a prefeitura estará realizando a Semana de Combate à dengue em Nova Almeida. “A ideia é mobilizar a população e eliminar os focos do mosquito. Entre as ações estão: abordagem aos comércios; vistorias às residências; telagem de caixas d’água; palestras em escolas; entre outros” disse o município em nota.

Uso de inseticidas por bombas costais está prejudicado, porque o Governo Bolsonaro deixou de enciar Malathion; mas combate segue com outros métodos. Foto: Everton Nunes

Ministério da Saúde não envia inseticida

Mesmo com o aumento nos casos, o município segue sem receber do Governo Bolsonaro o inseticida malathion, usado para combater o mosquito transmissor. A Secretaria Municipal de Saúde (Sesa) confirmou que fez a solicitação de reposição do inseticida malathion, mas o pedido foi ignorado e, desde abril, não houve abastecimento de estoque.

Com isso, o município acaba sendo afetado, já que não pode utilizar os equipamentos que são específicos para esse produto.

Casos de dengue causam superlotação nas UPAs

Outro problema causado pelo aumento nos casos de dengue é a sobrecarga nas UPAs de Serra Sede e Carapina. A afirmação é do subsecretário de Saúde, Aldo Lugão. “A gente orienta procurar as unidades básicas ou regionais de saúde. Se for dentro do horário de funcionamento delas, é melhor o paciente ir para as unidades e não para uma das UPAs, que estão sobrecarregadas”, explica o subsecretário.  

Disque-Dengue

A prefeitura da Serra conta com o serviço do Disque-Dengue, pelo qual moradores podem tirar dúvidas e realizar denúncias de possíveis criadouros do mosquito, sem se identificar ou tirar dúvidas. O telefone é o 3228-5394 e funciona de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas.

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