Serra, 25 de setembro de 2018

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Mestre Álvaro

por Eci Scardini

Serra, 3 de agosto de 2018 às 9:53

Rose (Hartung) de Freitas


Yuri Scardini

Semana importante para partidos e lideranças políticas que vivem neste caótico cenário político capixaba (e nacional). Muita coisa já foi definida, mas algumas dúvidas que podem alterar o formato atual seguem em aberto e as amarrações que vão definir os espaços eleitorais continuam em negociações.

O principal deles é a não-candidatura do governador Paulo Hartung (MDB). Após anunciar e reafirmar que não será candidato, na noite da última quarta-feira (01) voltou a circular nos bastidores políticos a possibilidade de Hartung disputar a reeleição. Ele segue elegível legalmente, já que não descumpriu nenhuma regra que poderia inviabilizá-lo na disputa.

Essa dúvida deve seguir até os últimos minutos, até lá, o que há de real é um crescimento do palanque da Senadora Rose de Freitas (Podemos). Antes isolada, Rose viu sua candidatura dar um salto quase que a base de anabolizantes através do espólio de PH e já se soma entre 10-15 partidos aliados. E caso o panorama não mude, deve ser ela a rivalizar com o ex-governador Renato Casagrande (PSB).

Difícil é mensurar até que ponto esse arranjo partidário que embarcou no quintal de Rose de última hora, pode se transformar naquilo que interessa: votos. Primeiro que esse ‘upgrade’ vem com o DNA de Hartung, desgastado com um governo questionado e marcado, entre outros desgastes, pela ‘greve’ da polícia militar. Além do mais, resultados de pesquisas eleitorais recentes, mostram que PH e Rose lideram os índices de rejeição, se separados são tão rejeitados, imagine juntos.

Rose é política profissional com mais de 4 décadas de caminhada, portanto não se pode vender como novo. Outra questão é que Rose é municipalista. Trabalha com prefeitos e lideranças locais. Acontece que a crise é para todos. As cidades estão sem dinheiro e muitos prefeitos desgastados com a população. Os recursos que Rose traz de Brasília são importantes, mas passam despercebidos para a massa de eleitores que não sabe qual a procedência do dinheiro que provém as obras públicas.

Outro fator é a quase nulidade de Rose nas redes sociais. Diferente do rival Casagrande. Até quando Rose vai olhar para dentro da política e dos partidos em detrimento ao eleitor. Quando Rose vai começar a se comunicar com quem mais importa e ir para as ruas gastar sola de sapatos? Quais são as propostas da senadora e qual seu discurso eleitoral? A poucos dias das urnas, parece que as contas eleitorais de Rose se resumem a simplicidade binária de quem tem mais partidos e prefeitos.




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