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Reagindo ao obscurantismo

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O Tempo Novo é da Serra. Fundado em 1983 é um dos veículos de comunicação mais antigos em operação no ES. Independente, gratuito, com acesso ilimitado e ultra regionalizado na maior cidade do Estado.

Por Yuri Scardini

O brasileiro se acostumou a entender a complexidade da vida em sociedade simplificada na superficialidade do binarismo entre “esquerda e direita”. Assumiu-se “lados” de uma guerra inventada, quando na verdade os mais apaixonados se assemelham pelo radicalismo e pelo corporativismo ideológico ingênuo.

Qualquer sociedade que almeja se desenvolver, deve olhar para seus professores como um dos focos de esperança e investir em educação. Quem defende menos dinheiro para essa área, pautado por informações de fontes duvidosas, definitivamente não conhece e muito menos teve oportunidade de vivência em uma universidade pública.

A pós-verdade chegou como um tsunami através das redes sociais e potencializou um processo que já vinha em curso e que se orienta pelo anti-intectualismo e pelo ataque a professores, docentes, cientistas, personalidades do meio cultural etc. Sinal disso é a encorpada de subdiscursos simplórios como a “terra plana”, “vacina faz mal”, “aquecimento global é farsa”, por exemplo.

E se apegou a teorias da conspiração e retóricas rasas e pouco aplicáveis. A fantasia da “doutrinação marxista” nas instituições de ensino é uma delas, a qual, inclusive, é refutada pela realidade dos fatos, no momento em que o brasileiro optou por um político autointitulado de direita para governar o Brasil. Essa conta não fecha.

A educação esbarra em problemas reais, fora da redoma fantasiosa. Nos últimos anos, o Brasil avançou na cobertura educacional e, agora, era a vez de avançar na qualidade do ensino; mas esse setor vem sendo literalmente desmontado anos após ano e, em 2019, chegou ao ápice do desmonte. Bolsonaro avolumou os cortes na Educação, que já vinham desde os governos Dilma.

E esse desmonte não passa apenas pela questão estrutural, mas também conceitual, como a demonização de personalidades como Paulo Freire, que tem projetos e pesquisas reconhecidas no mundo todo. Este é um dos custos do populismo, que apresenta soluções fáceis para realidades bem complexas. A distopia chegou com força ao Brasil. Mas a reação da sociedade é um dos pontos altos e deu sinais que tem fôlego de sobra para tentar barrar o obscurantismo.

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