21.1 C
Serra
sexta-feira, 10 de abril de 2020

Queremos Carnaval e alegria

Leia também

Império de Fátima vai doar cestas básicas para circos e máscaras para unidades de saúde da Serra

A escola de samba Império de Fátima se mobilizou para ajudar famílias carentes e artistas circenses da Serra. A agremiação...

Três secretários de Audifax devem disputar as eleições municipais em outubro

  A Prefeitura da Serra confirmou a desincompatibilização dos secretários Igor Elson B. de Almeida e Elcimara Rangel dos cargos de...

Número de casos confirmados da Covid-19 sobe para 300 no Espírito Santo

O número de casos confirmados do novo coronavírus no Espírito Santo aumentou. De acordo com a última atualização divulgada...
Redação Jornal Tempo Novohttp://WWW.portaltemponovo.com.br
O Tempo Novo é da Serra. Fundado em 1983 é um dos veículos de comunicação mais antigos em operação no ES. Independente, gratuito, com acesso ilimitado e ultra regionalizado na maior cidade do Estado.
Por Bruno Lyra 

O Carnaval é uma festa ancestral. Não há consenso entre estudiosos sobre a origem da festa – há quem defenda que tenha surgido na Mesopotâmia; outros apontam que apareceu depois, na civilização greco-romana. De fato, há consistente registro histórico da existência do Carnaval nos moldes parecidos com o que se celebra hoje já nos séculos XI e XII. Portanto, antes do surgimento do Brasil, em 1500.

Embora o Carnaval não seja brasileiro – ele também é efusivamente celebrado em alguns outros locais do planeta –, é difícil dissociá-lo da brasilidade. Como o futebol, está colado à nossa identidade cultural. Não exagera quem diz ser o Brasil o país do Carnaval.

É catarse. Festa apoteótica, na qual beleza, humor e liberdade se fundem e permitem aos foliões esquecerem as agruras do cotidiano. É lúdico. Plebeu vira rei. Nobre vira vassalo. Pessoas dos mais variados gêneros se libertam, brincam de ser o outro. Críticas políticas e sociais afloram.

Há, também, a dimensão religiosa, pois é festa pagã que antecede a Quaresma. Na Serra e nas ruas das outras cidades da Grande Vitória – assim como em praticamente todos os cantos do país onde há gente –, blocos saem às ruas. Escolas de samba desfilam enchendo as avenidas de som, cor, forma e movimentos belos. A Serra tem quatro escolas: Rosas de Ouro, Império de Fátima, Tradição Serrana e Mocidade Serrana.

Há os que não gostam da folia. Tudo bem. A festa é democrática, vai nela quem quer. Mas há de se lembrar que o Carnaval gera renda e trabalho no turismo, nos bares e restaurantes. Gera negócio para o vendedor de rua, para o músico e outros artistas da criação e feitura. Dá dinheiro, também, para quem hospeda os que aproveitam o feriado para o descanso ou retiros espirituais.

Por isso tudo, é preocupante que setores mais conservadores da sociedade venham fazendo discurso – amplificado pelas redes sociais – pedindo que o poder público não permita ou não apoie o Carnaval. De olho no voto dessa turma, políticos demagogos vêm anunciando que não farão a festa porque preferem investir dinheiro público em outras áreas.

Ora, cultura é tão importante quanto saúde, educação, assistência social, saneamento e infraestrutura. Se essa perseguição continuar, o Brasil vai mergulhar na tristeza de uma quarta-feira de cinzas típica de sociedades altamente oprimidas.

Comentários

Mais notícias

Três secretários de Audifax devem disputar as eleições municipais em outubro

  A Prefeitura da Serra confirmou a desincompatibilização dos secretários Igor Elson B. de Almeida e Elcimara Rangel dos cargos de secretário de Serviços e de...

Número de casos confirmados da Covid-19 sobe para 300 no Espírito Santo

O número de casos confirmados do novo coronavírus no Espírito Santo aumentou. De acordo com a última atualização divulgada pela Secretaria de Estado da...

Serra tem 11 novos casos de coronavírus e registra 64 pacientes contaminados

Em 24 horas, a Serra teve um aumento significativo no número de casos confirmados do novo coronavírus. De acordo com a última atualização divulgada pela...

Novos partidos alteram o tabuleiro no plenário da Câmara da Serra

Os sem-partido Os vereadores passaram um perrengue nos últimos dias do prazo para filiação partidária para quem tem mandato, 3 de abril. Após o corre-corre,...

VOCÊ TAMBÉM PODE LER

CONTEÚDO PATROCINADO

Comentários
close-link
close-link
CLIQUE AQUI e receba as principais noticias sobre o coronavírus na Serra e no ES pelo seu WhatsApp
error: Não copie! Compartilhe o conteúdo!
Precisa falar com o Tempo Novo? Envie sua mensagem