E veja as notícias do Brasil e do ES com destaque nas suas buscas

Prefeitura da Serra pede que população não coloque lixo na rua

Trabalhadores reivindicam piso salarial de R$ 3.036 e regulamentação da categoria; na Serra, remuneração já supera o valor exigido
Compartilhe:
coleta lixo
A Prefeitura da Serra informou que acompanha a situação e está em diálogo com as empresas responsáveis pelos serviços para reduzir os transtornos à população. Crédito: Divulgação
Compartilhe:

A coleta de lixo na Serra pode ser afetada pela paralisação nacional dos trabalhadores da limpeza urbana, iniciada na segunda-feira (22). A Prefeitura da Serra informou que acompanha a situação e está em diálogo com as empresas responsáveis pelos serviços para reduzir os transtornos à população.

A mobilização integra um movimento nacional em defesa da aprovação do Projeto de Lei nº 4.146/2020, que prevê piso salarial, adicional de insalubridade e regulamentação dos direitos da categoria. Nesta terça-feira (23), garis, margaridas e coletores da Grande Vitória realizaram uma passeata com concentração na sede do Sindilimpe-ES, em Gurigica, Vitória.

Segundo Elivelton Ferreira, secretário-geral do sindicato, 50% do efetivo foi mantido para garantir a coleta em locais prioritários, como hospitais.

Serra está em dia com os contratos

A Prefeitura da Serra afirmou que a paralisação não tem relação com pendências locais. O município diz estar em dia com suas obrigações contratuais e não possui débitos com as empresas de limpeza urbana.

Receba as notícias mais importantes do dia no grupo de WhatsApp do Tempo Novo

“A administração municipal valoriza a categoria e reafirma seu compromisso com o diálogo na busca por soluções que contribuam para o reconhecimento desses profissionais”, diz o comunicado oficial.

O que pedem os trabalhadores, e quanto ganham na Serra

Os trabalhadores reivindicam um piso salarial nacional de R$ 3.036. Na Serra, no entanto, garis e coletores já recebem acima desse valor. A remuneração líquida total estimada chega a cerca de R$ 3.894,15 mensais, considerando salário-base, adicional de insalubridade e tíquete-alimentação.

Isso não significa que os servidores do município estejam alheios ao movimento. A paralisação é nacional e atinge empresas terceirizadas que prestam serviços em todo o país, incluindo municípios onde a remuneração ainda está abaixo do piso reivindicado.

O que a Prefeitura pede à população

Enquanto a situação se normaliza, a Prefeitura da Serra orienta que os moradores façam o descarte de resíduos de forma consciente e evitem o acúmulo irregular em vias públicas.

A administração não informou prazo para o restabelecimento total dos serviços, mas afirmou que trabalha para minimizar os impactos.

Foto de Yuri Scardini

Yuri Scardini

Yuri Scardini é diretor de jornalismo do Jornal Tempo Novo e colunista do portal. À frente da coluna Mestre Álvaro, aborda temas relevantes para quem vive na Serra, com análises aprofundadas sobre política, economia e outros assuntos que impactam diretamente a vida da população local. Seu trabalho se destaca pela leitura crítica dos fatos e pelo uso de dados para embasar reflexões sobre o município e o Espírito Santo.

Leia também