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Polícia Rodoviária Federal usa super drone para enxergar dentro dos carros e multar motoristas com celular

Polícia Rodoviária Federal usa drones com câmera e zoom para enxergar dentro dos carros.
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Polícia Rodoviária Federal PRF Drones Motoristas
Polícia Rodoviária Federal usa drones com câmera e zoom para enxergar dentro dos carros. Crédito: Divulgação
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Motoristas que acreditam estar longe dos olhos da fiscalização podem acabar flagrados de cima. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) utiliza drones capazes de observar o interior dos veículos e identificar infrações difíceis de perceber por agentes posicionados às margens das rodovias.

Entre as principais condutas que entram na mira da fiscalização está o uso do celular ao volante. Com câmeras instaladas nos drones, policiais conseguem acompanhar veículos em movimento e verificar o comportamento dos condutores sem precisar permanecer próximos à pista.

A tecnologia funciona como uma espécie de “super binóculo” aéreo. Os drones podem operar entre aproximadamente 10 e 20 metros de altura e possuem lentes com zoom de até sete vezes, o que amplia significativamente o campo de visão dos agentes.

A PRF utiliza esse tipo de fiscalização em Santa Catarina desde agosto de 2024. O projeto começou na BR-282, na região da Grande Florianópolis, e depois passou a alcançar outros pontos, incluindo trechos da BR-101 e áreas de Chapecó e Joinville.

Drone da PRF consegue identificar motorista usando celular

Do alto, os policiais conseguem visualizar situações que poderiam passar despercebidas em uma fiscalização convencional, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.

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Um motorista manuseando o telefone, por exemplo, pode ser identificado pela câmera mesmo sem perceber a presença de uma viatura próxima. Além disso, os equipamentos ajudam os agentes a verificar o uso do cinto de segurança e outras irregularidades.

A posição elevada permite acompanhar vários veículos ao mesmo tempo e observar o trânsito a uma distância maior.

Por isso, a estratégia ganha importância principalmente em trechos movimentados, nos quais estacionar uma viatura ou realizar fiscalização próxima ao fluxo poderia aumentar os congestionamentos.

Drone não multa motorista automaticamente

Apesar da tecnologia avançada, o drone não funciona como um radar automático responsável por emitir multas sozinho.

O equipamento atua como ferramenta de apoio aos policiais rodoviários federais. Dessa forma, um agente acompanha as imagens e identifica uma possível infração. A equipe terrestre pode então realizar a abordagem ou adotar os procedimentos previstos para registrar a ocorrência.

Portanto, existe participação humana na constatação da irregularidade.

A própria PRF também não mantém uma estatística separada com todas as multas aplicadas exclusivamente graças aos drones. O sistema registra a infração constatada pelo policial, independentemente de ele ter utilizado ou não a aeronave como apoio.

Uso do celular pode gerar multa de R$ 300

O Código de Trânsito Brasileiro considera gravíssima a infração de dirigir enquanto segura ou manuseia telefone celular.

Nesse caso, o motorista pode receber multa de R$ 293,47, além de sete pontos na CNH.

Já dirigir ou transportar passageiros sem o cinto de segurança configura infração grave. A penalidade chega a R$ 195,23, com cinco pontos na carteira.

Os drones também podem auxiliar na identificação de outras situações perigosas durante a fiscalização das rodovias.

Polícia Rodoviária Federal precisa seguir regras para usar drones

A utilização das aeronaves não ocorre de maneira improvisada. As operações precisam seguir normas de segurança e regras relacionadas ao espaço aéreo.

Os policiais responsáveis pela atividade passam por capacitação específica. Além disso, cada operação exige planejamento e procedimentos necessários para permitir o voo do equipamento.

Assim, os drones funcionam como uma extensão da visão do agente. Enquanto radares tradicionais costumam identificar principalmente velocidade e outras informações do veículo, a fiscalização aérea permite observar diretamente determinadas atitudes do motorista.

Na prática, isso significa que usar o celular acreditando que não existe uma viatura por perto já não impede que a infração seja percebida pela PRF.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos do Brasil e temas de interesse público nacional.

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