Pagar uma compra poderá exigir apenas um gesto com a mão. Uma nova tecnologia permite que o consumidor faça pagamentos por Pix ao aproximar a palma de um leitor, sem precisar pegar o celular, abrir o aplicativo do banco ou utilizar cartão.
O sistema reconhece a biometria da palma e vincula essa identificação a uma forma de pagamento cadastrada anteriormente. Além do Pix, a solução também poderá funcionar com cartões de débito e crédito.
A tecnologia começa a avançar no mercado brasileiro por meio de uma parceria entre a Positivo Tecnologia e a Tencent Cloud. As empresas apresentaram o sistema PalmAI e trabalham para levar os equipamentos a estabelecimentos comerciais.
A proposta mira principalmente locais com grande circulação de consumidores, como supermercados, farmácias, restaurantes e grandes redes varejistas.
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Pagamento por Pix poderá ser feito com a palma da mão
Na prática, o consumidor precisará realizar um cadastro antes de utilizar o novo modelo de pagamento.
Durante essa etapa, o equipamento registra características específicas da palma. Sensores também fazem uma leitura do padrão dos vasos sanguíneos localizados abaixo da pele, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.
A tecnologia combina essas informações e cria uma identificação biométrica individual. Depois disso, o usuário pode associar sua mão ao Pix, cartão de crédito ou débito.
Na hora da compra, basta posicionar a palma diante do equipamento. O leitor identifica a pessoa, confirma a forma de pagamento associada e permite que a operação prossiga.
Segundo as empresas responsáveis pela solução, o reconhecimento biométrico pode ocorrer em aproximadamente meio segundo.
Com isso, uma compra via Pix poderá dispensar etapas comuns atualmente, como abrir o aplicativo bancário, acessar a área do Pix, apontar a câmera para um QR Code e confirmar manualmente a operação.
Como funcionará o Pix sem celular?
O Pix continuará funcionando como meio de transferência do dinheiro. A principal mudança estará na maneira como o consumidor se identifica e autoriza a operação.
Atualmente, o celular concentra praticamente todas as etapas do pagamento por Pix em lojas físicas. Em muitos casos, o estabelecimento gera um QR Code e o cliente precisa utilizar o aplicativo do banco.
Com a biometria da palma, o leitor fará a identificação do consumidor diretamente no caixa.
Depois que o usuário cadastrar e autorizar a forma de pagamento, o sistema poderá reconhecer a palma e iniciar a operação vinculada ao Pix.
Portanto, o consumidor não precisará necessariamente estar com o celular nas mãos durante o pagamento em estabelecimentos que adotarem a tecnologia.
Tecnologia já foi apresentada no Brasil
A Positivo Tecnologia e a Tencent Cloud apresentaram o PalmAI durante a Autocom 2026, realizada em São Paulo.
Desde então, a tecnologia passou a ser apresentada para empresas responsáveis por meios de pagamento, varejistas e integradores interessados em adotar o sistema.
O objetivo é transformar a palma da mão em uma espécie de identificação para diferentes serviços dentro dos estabelecimentos.
Além de autorizar pagamentos, por exemplo, o reconhecimento pode identificar clientes cadastrados em programas de fidelidade.
Assim, uma rede poderia reconhecer o consumidor, acessar benefícios relacionados ao cadastro dele e, em seguida, processar o pagamento.
Leitor identifica características internas da mão
O sistema utiliza mais informações do que uma simples fotografia da palma.
Os equipamentos contam com sensores capazes de analisar características externas e também o desenho dos vasos sanguíneos abaixo da pele.
Como esse padrão apresenta características próprias em cada pessoa, a combinação das informações aumenta a precisão da identificação.
A solução também utiliza mecanismos de prova de vida. Dessa maneira, o equipamento busca confirmar a presença de uma pessoa real no momento da leitura.
Essa estrutura pretende reduzir tentativas de fraude por meio de fotografias, imagens ou outras formas de reprodução da palma cadastrada.
Consumidor poderá usar uma mão para Pix e outra para cartão
Outra possibilidade está na configuração de diferentes meios de pagamento.
Durante apresentações da tecnologia, representantes explicaram que o sistema permite relacionar cada mão a uma opção distinta.
Dessa forma, uma pessoa poderia cadastrar a mão direita para pagamentos por Pix e utilizar a esquerda para compras no cartão, por exemplo.
A configuração dependerá, entretanto, do modelo adotado por cada empresa, das integrações disponíveis e das regras definidas pelos responsáveis pelo serviço.
A biometria também não precisa ficar limitada aos pagamentos.
Empresas poderão utilizar o reconhecimento da palma para controle de acesso a eventos, hospitais, laboratórios, empresas e outros ambientes.
Pagamento com a palma da mão vai substituir cartão e celular?
Apesar da novidade, cartões e celulares não devem desaparecer dos pagamentos no curto prazo.
Para que o sistema chegue aos consumidores em larga escala, bancos, varejistas, empresas de pagamento e outras companhias precisam integrar suas plataformas à tecnologia.
Os estabelecimentos também terão que instalar leitores compatíveis.
Por isso, grandes redes e locais que recebem milhares de pessoas diariamente podem aparecer entre os primeiros interessados em colocar a tecnologia em funcionamento.
Caso a solução avance, porém, uma compra poderá acontecer de forma muito diferente da atual.
Em vez de procurar o cartão ou abrir o aplicativo do banco, o consumidor poderá chegar ao caixa, aproximar a palma da mão do leitor e pagar por Pix em poucos segundos.