Maioria na Câmara fica ainda mais difícil para prefeito

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Tongo diz que a mesa Diretora tem que pensar na Cidade, enquanto Gideão diz que ninguém está contra o município e Jolhiomar defende o interesse público. Foto: Arquivo TN
Tongo diz que a mesa Diretora tem que pensar na Cidade, enquanto Gideão diz que ninguém está contra o município e Jolhiomar defende o interesse público. Foto: Arquivo TN

Conceição Nascimento

Após perder o apoio da bancada do PT, formada pelos vereadores Aécio Leite, Gilmar Carlos e Sebastião Sabino, o prefeito Audifax Barcelos (PSB) deverá refazer as contas para aprovar projetos de sua autoria na Câmara da Serra e que necessitem de 2/3 da Câmara para aprovação. Os 23 vereadores já estão divididos em dois grupos: governistas e oposicionistas, e parte dos petistas  agora não está mais alinhada com o Executivo.

Podem ser contabilizados como votos favoráveis às iniciativas do prefeito os vereadores Alexandre Xambinho (PTdoB), Toninho Silva (DEM), Cézar Nunes (SD), Guto Lorenzoni (PP), Jorjão Silva (SD), José Raimundo (PSL), Luiz Carlos Moreira (PMDB), Marcos Tongo (SD), Miguel da Policlínica (PTC), Pastor Ricardo (PRB), Rodrigo Caldeira (SD), Paulo Viana (PV) e Sebastião Sabino (PT).

“A maioria dos projetos que se encontra na Câmara já tramita há mais de 40 dias. Estão puxando o debate eleitoral antes do momento, falta mais de um ano para as eleições. Quem sofre com isso é o munícipe, pois os projetos deixam de ser votados. A Mesa Diretora tem que pensar na cidade”, disparou Tongo.

Na outra ponta, figuram como oposição e vem dando trabalho ao prefeito nas votações os vereadores Basílio da Saúde (Pros), Aécio Leite e Gilmar Carlos (ambos PT), Gideão Svensson (PR), Nacib Haddad (PDT), Boy do INSS (PSB), Davi Duarte e, eventualmente, Auredir Pimentel (ambos PDT), Neidia Maura (sem partido) e Aldair Xavier (PTB).

O secretário da Mesa Diretora, Gideão Svensson (PR), alertou que os projetos devem ser votados com consciência. “No biênio passado, as matérias eram votadas a toque de caixa. Agora, cumprimos os prazos regimentais. Ninguém é contra o desenvolvimento do município, mas queremos saber o que estamos votando”, justificou.

Para o coordenador municipal de Governo, Jolhiomar Massariol, a garantia do interesse público é o argumento do Executivo para aprovar projetos na Câmara. “Temos a expectativa de que a criação da guarda municipal, a revisão do PDM e a criação de um teatro na cidade recebam os votos dos 23 vereadores”, frisou.

 

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