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Serra, 27 de setembro de 2018 às 15:05

Iniciativa privada vai bancar restauro de ruínas e novo museu no Queimado


 

Perspectiva de como ficarão as ruínas da igreja do Queimado depois do restauro. Foto: Divulgação

Ana Paula Bonelli

A restauração das ruínas da igreja de São José do Queimado, palco da maior revolta negra da história do ES, ocorrida em março de 1849, e a implantação de um museu a céu aberto no local serão feitos com recursos privados. Quem vai bancar é o Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Espírito Santo (Sincades).  De acordo com a Prefeitura da Serra, a participação da entidade se deu pela ligação da instituição junto ao restauro de importantes monumentos históricos no Estado.

Assessora Especial para Captação de Recursos da Serra, Dalva Guterra, disse que a obra ficará em R$ 1,3 milhão. “O projeto inicial era de R$ 4 milhões, por isso desmembramos em quatro momentos. Inicialmente o município custeou a pesquisa arqueológica no valor de R$ 240 mil. Agora o Sincades fará a etapa da restauração das ruínas e implantação de museu a céu aberto com objetos resgatados na pesquisa arqueológica”, conta.

A prioridade desta etapa do projeto são as ruínas da igreja. Será feita a restauração para fixar melhor as paredes que hoje estão seguras por cabos de aço e trilhos de ferro, já bastante enferrujados. “Também será refeita a fachada e a torre da igreja com estrutura de ferro. Faremos mezaninos e no centro da igreja será colocada uma caixa de pedra onde serão expostos os artefatos encontrados durante a pesquisa arqueológica. O teto será aberto, por isso a ideia do museu a céu aberto”, destaca Dalva.

A previsão é de que as obras iniciem dia 20 de outubro e a entrega aconteça de sete a oito meses. “O piso que será colocado será removível, para viabilizar futuras prospecções que possam precisar ser feitas”, diz o secretário de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer da Serra, Alessandre Motta.

Foram encontrados na pesquisa arqueológica pedaços de prato, jarras e azulejos. “Parte dos artefatos ficarão no Queimado e também numa sala do Museu Histórico da Serra”, explica Alessandre acrescentando que a preocupação do prefeito Audifax Barcelos (Rede) é garantir que as paredes não caiam.

Também faz parte do projeto a contratação de guardas para evitar que o local seja alvo de novas depredações e que algum objeto que estará exposto nas ruínas seja subtraído.

“O local faz parte da história do nosso Estado”

O presidente do Sincades, Idalberto Moro, conta que desde 2008, com a fundação do Instituto Sincades, a instituição atua com recurso próprio e privado, advindo das empresas atacadistas e distribuidoras que atuam no ES busca apoiar projetos e programas sociais e culturais que possam vir a beneficiar o segmento e os capixabas de forma geral.

“Abraçamos o projeto de restauração das ruínas da igreja de São José do Queimado, porque o local faz parte da história do nosso Estado e acreditamos nos benefícios culturais, que ele pode trazer para a população. Já atuamos no restauro do Palácio da Cultura Sônia Cabral, antiga sede da Assembleia Legislativa, no restauro da Casa dos Braga, em Cachoeiro de Itapemirim, no restauro da Casa de Câmara e Cadeia de Aracruz, na reforma do Largo do Chafariz, no Porto de São Mateus e na reforma do Museu de Arte do Espírito Santo Dionísio Del Santo (MAES), dentre outros”, explicou Moro.

Turismo, aulas com guias e inclusão no currículo escolar

A Prefeitura da Serra também quer incluir a história do Queimado num circuito turístico para fomentar o turismo histórico, além de incluir ações educativas envolvendo o ensino fundamental, tanto municipal quanto particular. “Estamos trabalhando para captação de recursos que envolverá formação de guias, contador de histórias, entre outras atividades com intervenções culturais. A intenção é resgatar a história do Queimado e reforçar toda cultura que tem no município envolvendo também outros monumentos”, adianta Alessandre.

O secretário disse ainda que será feito pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), o Inventário Nacional de Referências Culturais que vai aportar para o enquadramento do sítio como Patrimônio Histórico Nacional. “Dentre outras intervenções previstas nas próximas etapas, será feita a urbanização do entorno do sítio e o do muro do cemitério”, detalha.




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