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Ilha escondida do Sudeste desbanca Balneário Camboriú e passa a ter o metro quadrado mais caro do Brasil

Levantamento mostrou que a cidade tem o metro quadrado mais caro até que Rio de Janeiro e São Paulo.
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CelyBrito de Getty Images Pro
Vitória no ES - CelyBrito/Getty Images Pro
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Conhecida pelas praias, qualidade de vida e por ocupar uma ilha cercada pelo mar, Vitória, no Espírito Santo, assumiu um posto que durante anos pertenceu ao litoral catarinense. A capital capixaba ultrapassou Balneário Camboriú e Itapema e passou a registrar o metro quadrado residencial mais caro do Brasil, segundo o Índice FipeZAP de Venda Residencial de julho de 2026.

O levantamento mostra que o preço médio do metro quadrado em Vitória chegou a R$ 15.448, superando Itapema (R$ 15.403) e Balneário Camboriú (R$ 15.295). A capital também aparece à frente de Florianópolis (R$ 13.461), São Paulo (R$ 12.099), Rio de Janeiro (R$ 11.131) e Brasília (R$ 10.238).

Por que Vitória ultrapassou Balneário Camboriú?

A liderança é resultado da forte valorização do mercado imobiliário capixaba ao longo de 2026. Apenas neste ano, os imóveis de Vitória acumularam alta de 8,82%, o maior avanço entre as capitais brasileiras acompanhadas pelo FipeZAP.

Em julho, a cidade também registrou a maior valorização mensal do país, com alta de 1,56%, consolidando a mudança no topo do ranking.

Segundo Mariangela Silva, economista do Grupo OLX, Vitória voltou a acelerar após um período de desaceleração provocado pelos juros elevados. “Após registrar forte valorização entre 2021 e 2022, Vitória passou por uma desaceleração ao longo de 2023. A partir de 2024, os preços voltaram a acelerar de forma consistente, consolidando a cidade entre os mercados residenciais mais aquecidos do Brasil”, explicou.

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Especialistas do setor afirmam que o preço elevado dos imóveis também está relacionado às características geográficas da capital.

Por ser uma ilha, Vitória possui oferta limitada de terrenos disponíveis para novos empreendimentos, fator que restringe a expansão imobiliária e pressiona os preços.

O presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Espírito Santo (Ademi-ES), Alexandre Schubert, alerta, no entanto, que o valor divulgado representa uma média dos anúncios e não reflete todas as características do mercado.

Segundo ele, fatores como localização, padrão do imóvel e tipologia influenciam diretamente o preço final. Schubert também destaca que o Custo Unitário Básico (CUB) da construção civil no Espírito Santo acumulou alta de 9,22% em 2026, percentual superior à valorização registrada em Vitória, o que também contribui para manter os preços elevados.

O aquecimento do mercado imobiliário não ficou restrito à capital. Vizinha de Vitória, Vila Velha registrou a maior valorização do Brasil entre as 56 cidades monitoradas pelo FipeZAP em 2026, com alta de 9,68% no acumulado do ano.

Com isso, o município alcançou preço médio de R$ 11.341 por metro quadrado, tornando-se uma das cidades mais valorizadas do país e superando capitais como Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

No acumulado dos últimos 12 meses, Vila Velha também lidera o ranking nacional, com valorização de 15,57%.

Ranking das cidades com o metro quadrado mais caro do Brasil

De acordo com o Índice FipeZAP de julho de 2026, as cidades com os maiores preços médios por metro quadrado são:

  • Vitória (ES): R$ 15.448/m²
  • Itapema (SC): R$ 15.403/m²
  • Balneário Camboriú (SC): R$ 15.295/m²
  • Florianópolis (SC): R$ 13.461/m²
  • São Paulo (SP): R$ 12.099/m²
  • Curitiba (PR): R$ 11.761/m²
  • Rio de Janeiro (RJ): R$ 11.131/m²

Enquanto a inflação oficial (IPCA-15) acumula alta de 3,43% em 2026, Vitória registra valorização de 8,82%, evidenciando que o mercado imobiliário da capital capixaba continua crescendo em ritmo superior ao índice de preços da economia.

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Foto de Anny Malagolini

Anny Malagolini

Anny Malagolini é jornalista, com sólida experiência em produção de conteúdo e estratégias de SEO. Ao longo de 15 anos de carreira, atuou em grandes redações, com foco em audiência orgânica, relevância editorial e jornalismo de qualidade.

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