Exercitando a solidariedade

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Uma grande amiga está fazendo tratamento para remover um Câncer. Lendo sobre o Câncer percebi que o que acontece dentro do nosso corpo se parece muito com o que acontece aqui fora.

Nosso corpo tem uma inteligência natural e as células foram feitas para colaborarem uma com as outras. Elas se unem para combater qualquer estranho que ameace o bem-estar do corpo. Algumas células decidem ser rebeldes e param de colaborar com as outras, atacando orgãos e tecidos e formando uma resistência agressiva, que finalmente fica tão forte que forma um tumor que precisa ser removido.

Assim como nosso corpo, o ser humano foi feito para colaborar com o outro, a diferença é que o ser humano tem uma escolha, ele pode decidir não colaborar, ele pode decidir formar um grupo rebelde e também atacar o outro, e não percebemos que o outro é nosso próprio corpo até que venha o diagnóstico: tragédia, crise, guerras e muitas mortes.

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Da mesma forma que você não precisa se esforçar para fazer seu coração bater, não precisamos nos esforçar muito para colaborar com o outro. A violência, o egoísmo,  a solidão, a discórdia, a indiferença, tudo isto dá muito mais trabalho, carrega o peso de um tumor nas nossas costas e sentimos que não é como deveria ser.

Nosso estado natural é o de união, paz e alegria. Nós nascemos para conviver com os outros e precisamos deles, assim como nós também somos necessários.

Minha amiga está indo bem, ela enxerga o lado bom das pessoas e de qualquer situação. Ela não se apega a nenhuma tristeza, sabe que nenhum câncer deve permanecer, nem dentro e nem fora de nós.

 

Foto de Mari Nascimento

Mari Nascimento

Mari Nascimento é repórter do Tempo Novo há 21 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal, principalmente para a de Política.

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