Clima de pânico esvazia ruas da Serra nesta segunda (6)

A greve dos policiais militares, iniciada na semana passada, foi o estopim para desencadear uma onda de assaltos e arrastões no Estado e na Serra
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Registro de um supermercado em Laranjeiras, que faz atendimento por meio da grade. Foto: Eci Scardini

Eci Scardini e

Conceição Nascimento

O pânico tomou conta das ruas da Serra na manhã desta segunda-feira (6). Em Laranjeiras, por volta das 9h, comerciantes iniciaram timidamente a abertura das suas lojas para, em seguida, baixarem as portas. Isso porque circularam boatos de que um arrastão estaria sendo planejado para as ruas do bairro, o maior polo comercial da cidade.

Segundo o comerciante Pedro Dim Dom, que possui um supermercado em Laranjeiras, falou sobre o problema. “Não temos o direito de trabalhar, a insegurança está muito grande. A gente não pode saber se está acontecendo ou não. Então estamos fechando mesmo”, resumiu.

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Ruas da Serra sede vazias neste momento. Foto: Eci Scardini
 
No centro da Serra, as informações são de que muitas lojas estão fechadas em função de boatos de assaltos e arrastões. 
O caos teve início na sexta-feira (3), com o anúncio da greve dos policiais militares.
 
Segundo o juiz Carlos Alexandre Gutmann, titular da Primeira Vara Cível e juiz eleitoral da 26 Zona Eleitoral, uma liminar foi expedida declarando a ilegalidade da greve. O documento é assinado pelo desembargador plantonista Robson Luiz Albanez. 
 
“Recebemos nota enviada orientando que permanecessem fechados o Fórum, sede do Ministério Público e cartórios eleitorais na cidade nesta segunda-feira (6)”, contou o magistrado.

 

Foto de Mari Nascimento

Mari Nascimento

Mari Nascimento é repórter do Tempo Novo há 21 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal, principalmente para a de Política.

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