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quinta-feira, 09 de julho de 2020

Cadê Vidigal? | Leia o editorial do Tempo Novo

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Eci Scardini
Fundador do Jornal Tempo Novo, Eci Scardini também escreve para editorias do portal.

Foto: Divulgação

O silêncio que o deputado federal Sérgio Vidigal (PDT), adota nesse momento induz a duas situações: ele pode ser como pode não ser candidato a prefeito da Serra mais uma vez. Se for, será a sexta eleição de prefeito que disputará.

A primeira, em 1992, ele perdeu para João Baptista da Motta. A segunda, em 1996 ele venceu João Miguel Feu Rosa. A terceira, que foi a sua reeleição, em 2000 foi uma mamata. Em 2008 foi uma mamata maior ainda, disputou com o ex-vereador Tio João. Em 2012, no cargo, perdeu a reeleição para Audifax e, em 2016, apesar de liderar todas as pesquisas de intenção de votos, perdeu mais uma vez para Audifax.

O que ouve-se dizer mas nada publicado, é que Vidigal novamente lidera as pesquisas de intenção de votos.

Mas tem uma diferença desse momento com relação com o mesmo período de 2016: lá trás Vidigal fazia política, agora ele tem adotado a tática do silêncio quando o assunto é política e principalmente a política eleitoral. Com tantos fatos acontecendo no Brasil, do Estado e no Município, Vidigal não se posiciona publicamente sobre nada.

O único tema que tem sido motivo de manifestação esporádica de Vidigal, é o hospital materno infantil, em fase final de construção, em Laranjeiras, que ele tenta dividir a paternidade com o prefeito Audifax Barcelos (Rede).

É muito pouco para um político da estatura de Vidigal, que tem 32 anos de vida política, três mandatos de prefeito, um de vereador, um de deputado estadual, dois de federal e experiências em cargos públicos de nível federal e estadual.

Vidigal não se posiciona nem como pré candidato a prefeito. Pelo contrário, o que se ouve nos bastidores, de pessoas muito próximas dele é que, na verdade, voltar a ser prefeito da Serra não o empolga mais e quem mantém seu nome vivo são militantes do PDT e pessoas próximas dele, que o instigam o tempo todo. Como Vidigal tem dificuldade de dizer não, acaba por deixar dar vazão a esse desejo da militância, dos amigos e de familiares.

Ao ficar ‘mudo’, Vidigal não se indispõe com ninguém e nem entra na alça de mira de ninguém; caso alguém vira a metralhadora contra ele, imediatamente faz papel de vítima.

Um exemplo é a maneira como age nos bastidores para desidratar uma possível candidatura do deputado estadual Bruno Lamas a prefeito. Quem caminha pelos redutos de Bruno apregoando que ele não será candidato e que irá apoiar Vidigal é a ex vice-prefeita, Madalena Santana. Vidigal fica na boa, sem se desgastar.

Vidigal já foi mais impetuoso, mais corajoso. Talvez a idadeo cansaço e a experiência o façam ficar na espreita, esperando o momento certo de dar o bote. Ele não pode esquecer que perdeu as duas últimas eleições para prefeito, justamente para a seu ex-aliado, que é Audifax e que a sua votação vem caindo a cada eleição.

Possivelmente, por Audifax não poder disputar a eleição desse ano, Vidigal pode-se considerar favorito e achar que o seu recall lhe garantirão a vitória, menosprezando uma geração mais nova, composta por Bruno, Vandinho, Xambinho e outra que está chegando agora, que é dr. Gustavo Peixoto, Gracimeri, Márcio Greik e Fábio Duarte, que será o candidato da Rede a prefeito.

O momento atual não recomenda ficar andando nas ruas fazendo política, muito menos política eleitoral, mas esquivar-se dos temas importantes é substimar a inteligência do eleitor.

Em Na última eleição de prefeito, em 2016, Vidigal figurava com preferido pelo eleitor, liderava as intenções de voto. Audifax ficou doente, Vidigal imaginou que ele não voltaria, tirou o pé do acelerador e perdeu a eleição.

Vidigal tem que vir para o jogo; não adianta incubir Madalena, Alexandro Comper, Enivaldo ou outro assessor fazer o seu papel e pousar no tabuleiro na hora de começar a partida.
Vidigal já não está mais com essa bola toda.

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