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Aplicador, fiscal e monitor: veja como se inscrever para trabalhar no Enem e receber até R$ 800 por dia

Veja como se inscrever na seleção do Enem para aplicador, fiscal e monitor.
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Aplicador, fiscal e monitor Trabalhar no Enem
Trabalhar no Enem pode render até R$ 800 por mês. Crédito: Divulgação
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Quem procura uma renda extra nos dias de provas do Enem pode encontrar oportunidades em diferentes funções ligadas à aplicação do exame. Além dos fiscais responsáveis por acompanhar os procedimentos oficiais, a operação também envolve aplicadores, chefes de sala, fiscais de banheiro, porteiros, equipe de limpeza, técnicos de informática, seguranças e profissionais especializados.

A seleção mais recente aberta pelo Inep é para a Rede Nacional de Certificadores, grupo que atua como uma espécie de fiscalização externa da aplicação. Nesse caso, o pagamento pode chegar a R$ 864 por dia, dependendo da atividade e da distância de deslocamento do profissional.

No entanto, nem todas as vagas seguem o mesmo processo. Parte dos trabalhadores se inscreve pelo sistema do Inep, enquanto as demais funções de campo costumam ser contratadas e capacitadas pelo Cebraspe, instituição responsável pela aplicação do Enem.

Portanto, quem deseja trabalhar no exame precisa entender a diferença entre os cargos. O certificador é ligado diretamente à Rede Nacional de Certificadores. Já aplicadores, fiscais de banheiro, chefes de sala, monitores, porteiros, limpeza, segurança e apoio fazem parte da equipe operacional montada para os dias de prova.

Inep abriu inscrição para trabalhar como fiscal do Enem

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira abriu a seleção para formar a Rede Nacional de Certificadores em 2026. Os profissionais convocados poderão atuar no Enem, na Prova Nacional Docente e no Enamed.

As inscrições vão até 28 de junho e devem ser feitas pela internet, no sistema oficial da Rede Nacional de Certificadores. Para acessar a plataforma, o candidato precisa ter uma conta Gov.br.

A seleção, entretanto, não funciona como concurso público tradicional. O trabalho é temporário, eventual e não gera vínculo empregatício com o Inep. Além disso, os inscritos não farão prova objetiva.

Depois da inscrição, o candidato precisa cumprir os requisitos do edital e concluir uma capacitação on-line obrigatória. Para continuar no processo, será necessário alcançar aproveitamento mínimo de 70% no curso.

Quem pode se inscrever para fiscal de prova?

A seleção do Inep não é aberta para qualquer pessoa. Podem participar servidores públicos do Poder Executivo Federal e professores efetivos das redes públicas estaduais e municipais de ensino, desde que estejam em exercício da docência em 2026.

Além disso, o candidato precisa ter ensino médio completo e possuir smartphone ou tablet com acesso à internet móvel. O equipamento será usado durante a atuação e também no acompanhamento das etapas pelo sistema.

O edital também traz regras para evitar conflito de interesse. Por isso, não podem atuar pessoas envolvidas em etapas como impressão, aplicação ou correção das provas.

Também ficam impedidos os candidatos inscritos no exame que será fiscalizado. A restrição vale ainda para quem tiver parentes de até terceiro grau participando da avaliação.

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Quanto ganha quem trabalha como fiscal do Enem?

O pagamento dos certificadores varia conforme a função desempenhada e o deslocamento necessário até o local de aplicação.

Os valores previstos são:

  • R$ 510 por dia de trabalho em atividades regulares;
  • R$ 864 por dia em casos de deslocamento acima de 150 quilômetros.

Mesmo com o pagamento maior em situações de longa distância, o Inep informa que não haverá reembolso de transporte, alimentação ou hospedagem. Assim, o profissional convocado precisa arcar com esses custos.

A remuneração será feita por meio da Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso, conhecida como GECC. Esse tipo de pagamento é usado para colaboradores que atuam em atividades temporárias ligadas a exames, concursos, cursos e avaliações públicas.

O que faz o fiscal de prova do Enem?

O certificador acompanha presencialmente a aplicação das provas e verifica se as equipes seguem os procedimentos definidos pelo Inep.

Na prática, esse profissional confere protocolos de segurança, acompanha a abertura de malotes, verifica horários, registra ocorrências e envia relatórios oficiais pelo sistema da Rede Nacional de Certificadores.

A jornada costuma ocupar boa parte do dia. Em geral, a atuação ocorre entre 8h e 20h. Por isso, o selecionado precisa ter disponibilidade para acompanhar todas as etapas da aplicação.

Aplicador, chefe de sala, fiscal e monitor: quem contrata?

Além da Rede Nacional de Certificadores, o Enem depende de milhares de trabalhadores em campo. São esses profissionais que organizam salas, orientam candidatos, fiscalizam corredores, controlam entrada e saída, prestam apoio e garantem o funcionamento da aplicação nos dois domingos de prova.

Nesse caso, a contratação e a capacitação não são feitas diretamente pelo mesmo edital da Rede Nacional de Certificadores. As funções operacionais ficam sob responsabilidade do Cebraspe, instituição contratada para coordenar a aplicação do exame.

Entre as funções estão chefe de sala, aplicador, fiscal volante, fiscal de banheiro, fiscal de amamentação, técnico de informática, porteiro, equipe de limpeza, segurança e aplicadores especializados.

Veja quanto cada função recebeu no Enem

Os valores abaixo têm como referência pagamentos líquidos informados para a equipe de campo do Enem 2025. Eles podem mudar em novas edições, conforme contratação, localidade e regras definidas para o exame.

Chefe de sala: R$ 240 pelos dois dias de prova

  • Requisito: ensino médio completo e experiência anterior em pelo menos três exames, como vestibulares ou concursos.

Aplicador: R$ 180 pelos dois dias de prova

  • Requisito: ensino médio completo e experiência anterior em pelo menos dois exames.

Fiscal volante, fiscal de amamentação e fiscal de banheiro: R$ 180 pelos dois dias

  • Requisito: ensino fundamental e, de preferência, experiência anterior em pelo menos dois exames.

Técnico de informática: R$ 240 pelos dois dias

  • Requisito: ensino médio completo e conhecimento específico em informática.

Porteiro: R$ 170 pelos dois dias

  • Requisito: ensino fundamental completo e, de preferência, experiência anterior em exames.

Equipe de limpeza: R$ 170 pelos dois dias

  • Requisito: ensino fundamental completo e, de preferência, experiência anterior em exames.

Representante de segurança: R$ 274,91 líquidos pelos dois dias, incluindo ajuda de custo.

Aplicadores especializados recebem valores maiores

O Enem também contrata aplicadores especializados para atender participantes que tiveram pedido de atendimento especializado aprovado. Esses profissionais auxiliam candidatos que precisam de recursos como ledor, transcritor, intérprete de Libras, leitura labial ou guia-intérprete.

No Enem 2025, esses colaboradores receberam ajuda de custo de R$ 107 pelos dois dias, além da remuneração da função.

Veja os valores líquidos informados:

Aplicador especializado ledor: R$ 361,91 pelos dois dias

  • Requisito: ensino médio completo, curso de ledor de pelo menos 12 horas e experiência em exames.

Especializado intérprete de Libras: R$ 448,91 pelos dois dias

  • Requisito: ensino médio completo, certificação em Libras e experiência em exames.

Especializado para leitura labial: R$ 448,91 pelos dois dias

  • Requisito: ensino médio completo, certificação em Libras e experiência em exames.

Guia-intérprete de surdocego: R$ 535,91 pelos dois dias

  • Requisito: ensino médio completo, curso específico e experiência em exames.

Aplicador especializado transcritor: R$ 361,91 pelos dois dias

  • Requisito: ensino médio completo, curso de transcritor de pelo menos 12 horas e experiência em exames.

Como se inscrever para trabalhar no Enem?

Para atuar como certificador, o interessado deve se inscrever no sistema oficial da Rede Nacional de Certificadores do Inep, dentro do prazo previsto no edital. O acesso é feito com conta Gov.br.

Depois da inscrição, o candidato precisa acompanhar a confirmação do cadastro, o prazo de recursos e a convocação para a capacitação on-line. Somente quem concluir as etapas e atingir o desempenho mínimo poderá ser chamado.

Já quem deseja trabalhar como aplicador, fiscal, monitor, chefe de sala, porteiro, apoio ou técnico deve acompanhar os canais do Cebraspe e as chamadas feitas localmente para cada cidade e estado. Essas oportunidades costumam ser organizadas de acordo com a necessidade de pessoal nos locais de prova.

A convocação, em qualquer caso, não é automática. Ou seja, fazer a inscrição e concluir a capacitação não garante que o profissional será chamado para trabalhar.

Quando os selecionados poderão atuar?

Os certificadores aprovados poderão ser convocados para avaliações nacionais previstas para o segundo semestre de 2026.

As datas previstas são:

  • Enamed: 13 de setembro;
  • Prova Nacional Docente: 20 de setembro;
  • Enem: 1º e 8 de novembro.

A chamada dependerá da necessidade do Inep em cada município. Por isso, os candidatos devem acompanhar os prazos oficiais e manter os dados atualizados no sistema.

Calendário da seleção do Inep

  • Inscrições: até 28 de junho de 2026;
  • Confirmação das inscrições: 6 de julho;
  • Prazo para recursos: 7 a 12 de julho;
  • Resultado dos recursos e convocação para capacitação: 27 de julho.

Quem perder alguma etapa poderá ficar fora da seleção. Portanto, o ideal é acompanhar o sistema com frequência até a divulgação das convocações.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos da cidade da Serra e temas de interesse público estadual.

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