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terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Ambiente e pessoas em risco

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Se não houver uma virada de última hora, Jair Bolsonaro (PSL) deve ser eleito o novo presidente da república no domingo (28).  As dúvidas que os críticos da candidatura do militar da reserva possuem sobre  a manutenção da democracia ou, pelo menos, sobre a qualidade do regime democrático a partir de 2019, também se estendem ao meio ambiente.

Tema que está muito mais perto das pessoas do que muitos imaginam: influenciam diretamente a qualidade da comida que se ingere, do ar que se respira, da água que se bebe. E também do nível de ruído e calor a que se está exposto no dia a dia. Enfim, coisas que estão intimamente ligadas à saúde e a economia. Quem fica doente sempre produz menos, gasta mais com medicação. Todos perdem independente da posição social, opção política, ideológica, sexual, religiosa, futebolística, entre outras.

Bolsonaro assusta ao criticar reservas ambientais, defender o fim da demarcação de terras indígenas, desprezar a ONU e acordo contra mudanças climáticas, dizer que irá fundir o Ministério do Meio Ambiente com a Agricultura, falar que vai cercear o ativismo ambiental e praticamente não tratar do tema em seu programa de governo protocolado no TSE. E o alarme vem de todos os cantos do planeta.

Por uma simples razão. O Brasil é campeão mundial de biodiversidade, detém grande parte da Amazônia, a maior floresta tropical ainda de pé na Terra, é berço das duas maiores bacias hidrográficas mundiais. Sem contar que é um dos principais produtores de alimentos do planeta, portanto há interesse mundial em saber como ficará a qualidade dessa comida.

Refletir a realidade da Serra ajuda a entender o risco. Mesmo com a adoção de leis ambientais mais protetivas, não se conseguiu evitar: que sangue humano fosse parar em rio que abastece a cidade; que o município se livrasse de centenas de lixões a céu aberto; que a economia e a natureza do ES fossem devastadas pela lama da Samarco (Vale + BHP); que o caro tratamento de esgoto pago pela população redundasse em córregos e lagoas podres; que o Mestre Álvaro não fosse plenamente preservado e ainda sofresse redução de sua reserva.

Imagine então o que pode acontecer com o afrouxamento da regra e governança sobre o tema? Que Bolsonaro reveja tais posições caso eleito. Do contrário, o projeto civilizatório estará em risco.

 

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